5.26.2009

de primavera






Há silêncios ensurdecedores, incómodos. Silêncios que nos fazem doer. No entanto há outros que nos afagam, que nos completam, que são, apesar de exteriores, extensões do nosso corpo.

“As estações” de Iela Mari é um bom exemplo de silêncios repletos de sons, de doçuras de vida, reeditado pela Kalandraka 30 anos depoisdo seu original,- 1979 - “The tree and the seasons”.
Uma narrativa exclusivamente gráfica em que é apresentado o ciclo da vida, a renovação da natureza, sendo esta feita através das quatro estações.
A editora Sá da Costa tem também uma edição do mesmo livro editado em 1982.

Iela Mari estudou desenho na Academia de Belas Artes de Brera, onde conhece Enzo Mari com quem acaba por se casar, dedicando-se a estudos sobre a percepção visual das crianças.
Resultado desses estudos temos o livro “O Balãozinho Vermelho” e “A Maçã e a Borboleta”, (via pó dos livros), ambos editados em 1969.

Por falar em Pó dos livros, uma história absolutamente deliciosa e ainda bem que ainda há pessoas assim :)

Este livro é também dedicado a um amigo que tem o projecto de durante um ano ir pintar um sobreiro



5.25.2009

rabmirac



A manhã estava pesada, o céu começava a transportar nuvens de água, era de todo um convite à casa. Saí. Saí provavelmente porque ir a Estremoz aos sábados de manhã faz-me bem.
Muitas são as vezes que não trago nada, mas gosto de lá ir, o que não fazia já por muito tempo. Gosto de ir. Sozinha. Do parar, do não-parar, do ver, de não ligar. Gosto de ir, não sei se sozinha, mas ao meu ritmo. Sem pressas, sem compromissos. De ir. de encontrar amigos, que também ao seu ritmo por lá andam.

Não fui contigo, mas gostei de ver a tua alegria quando me viste e que aos poucos partilhamos e construímos mais afinidades.

Oito das nove caixas de carimbos, são da fábrica de material didático – AGATHA-, no Porto. a outra caixa é de uma empresa francesa Fernand Nathan, matériel didactique, ref. v75

5.22.2009

dos que ficam sempre



a vida atropela-se, corre demais, depressa demais. fez ontem um ano em que te foste embora, e no entanto continuas tão presente. são pensamentos, são idas a lisboa, é uma parada que nunca mais foi jardim, são telefones que não se apagam, são dúvidas em que és o primeiro na lembrança.

fazes-me falta.

5.21.2009

MUDE




Finalmente instalada a Colecção de Francisco Capelo no MUDE (ou pelo menos parte dela), nas antigas instalações do Banco Nacional Ultramarino, da autoria de Cristino da Silva, o projecto dos expositores ficou a cargo dos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena.

"Apesar da "decadência" a que o espaço estava votado, "tirar partido das pré-existências" foi uma das maiores ambições, diz Bárbara Coutinho."

Numa espécie de Working in Process as imagens dizem tudo.



Um catálogo-revista que não fica aquém de outros produzidos com mais meios, muito pelo contrário o preço é um convite para não pôr a arte de lado.

Tejo Remy, (Holanda 1960) Armário, You can´t lay down your memory, 1991
Verner Panton, (Dinamarca 1926-1998), Móvel de Assento, Living Tower, 1968-69
Hubert de Givenchy (França, 1927), vestido de noite, Finais de 50

5.18.2009

Mario Benedetti



Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores...
tamaños
y promesas
por época
por tacto
y por sabor.

Sin temblor de más
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.

Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna
maldición.

Mis huéspedes concurren
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor
yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.

Mais um grande escritor que nos deixa. A Cavalo de Ferro é a editora responsável pelos dois únicos livros traduzidos para português.

5.15.2009

de amores




Não gosto de pensar que existem amores impossíveis, prefiro acreditar que há histórias de amor que podem e devem ser vividas.

O livro “Um Segredo do bosque”, editado pela OQO, foi usado pela Mafalda e pela Helena durante um workshop que ambas realizaram na Gulbenkian. O ruído de fundo fez-me perder não a essência da história, mas algumas palavras sentidas e sobretudo as lindíssimas ilustrações de Elena Odriozola, de uma tranquilidade tão própria.

Javier Sobrino reinventa um bosque cheio de segredos, que só os ventos, as árvores, as brumas sabem esconder. Segredos bons, segredos de amor. E a verdade é que o esquilo da história tem um segredo desses. Invadido por sensações estranhas, resolve contar aos outros animais. Desvendado o seu segredo, até porque era difícil guardá-lo por mais tempo já que “até o vento contou ao mar”. A paixão do esquilo era diferente das outras. Um pica-pau. O que só prova que não há amores impossíveis.

E ainda destas questões do coração, “Gary”, um filme de animação que também mostra que o desejo pode tornar-se realidade. Pode ser visto aqui

e para que não seja só para gente pequena-pequena, -até porque quando falo deles, falo para gente pequena-grande, - um para gente grande-grande.
Tem sido o meu livro de cabeceira e quase no final aconselho vivamente. Editado pela Teorema, London fields de Martin Amis.

5.14.2009

de regresso



Depois de um último mês mais ou menos complicado, em que o meu trabalho tomou proporções inimagináveis, confesso até por mim, vejo-me agora um pouco mais tranquila. Um outro pé engessado trouxe-me algum cansaço físico e algumas lágrimas perdidas.


Agora e com a certeza de algumas missões cumpridas, entrego-me a novas, com uma certeza, que também por trás do meu trabalho está o imenso carinho de pessoas que me “acompanham” de longe e de perto. E faz-me feliz sentir que desse lado as pessoas se revêem nele.

5.08.2009

Poder ter uma estrela só nossa




Talvez não sejamos muito diferentes do rapazinho desta história e mesmo não o admitindo, quantas vezes olhámos para o céu e desabafamos com uma estrela, que achamos ser a nossa estrela.
A narrativa desenvolve-se na possibilidade deste rapazinho conseguir apanhar uma estrela só dele.
Num traço peculiar e um enredo muito próprio de Oliver Jeffers é no seu todo uma inspiração até para gente crescida. A possibilidade de cada um ter a sua própria estrela.

Ainda a propósito do mesmo autor a Orfeu juntamente com Diogo Martins da Companhia Evoé Teatro apresentam este fim-de-semana na feira do livro “O Incrível Rapaz que Comia Livros”




"How to Catch a Star", de Oliver Jeffers e editado pela Philomel Books do grupo Penguin

5.06.2009

no sorriso louco das mães




um abraço forte a todas as mães que andam por aí. mães-mães, mães-avós, mães-tias, mães-que o querem ser, porque um dia eu também o fui.

5.05.2009

sementes que ficam





Eu tal como mais uma ou duas gerações crescemos na companhia de Vasco Granja. A verdade é que ele não só encantou crianças, mas ensinou muito. Muito do que se fazia por esse mundo fora. O homem que mostrou a pluralidade da arte de animação. Que passou pelo Canadá com obras de Norman McLaren até à Checoslováquia. Do leste veio o ursinho Mis Uszatek , “O lápis mágico” da Polónia, o “professor Baltazar” da Jugoslávia - e tanto que eu cantei este genérico -, da Inglaterra “o país dos rodinhas” e “o carrocel mágico”. Uma vida cheia como testemunha esta entrevista.

Senti que falar também de “lost and found” fazia todo o sentido. O filme e dois livros de Oliver Jeffers (versão original) chegaram-nos ontem, e escusado será dizer que nos acompanharam pela tarde, pela noite e por uma ida, hoje, para a escola.

Já tinha falado aqui sobre ele, mas ao vê-lo e não sei se por sofrer de um coração deslocado, muitas vezes demasiado perto da boca ou dos olhos, fiquei rendida ao trabalho magnífico de toda a equipa envolvida nesta adaptação.
Uma história cheia de sentimento, de valores e que nos faz pensar .

Com a narração de Jim Broadbent, um dos mais versáteis actores ingleses e com a fantástica música de Max Richter

Do primeiro com certeza são sementes que ficam

5.03.2009

do cordão que te agarra a mim



há cinco anos atrás eu fazia anos, soube que estava grávida e era dia da mãe. não podia ser melhor. estava cheia de tudo. transbordava de mim mesma. como num conto de fadas, a música do baile ecoava dentro de mim.


é difícil expressar esta vivência a dois, porque é feita de tudo. de alegrias, de tristezas, de amor, de sorrisos, de choros, de ângustias, de orgulhos, de construção, de mimo, de desânimos, de repreensões, de brincadeiras. de um aprender diário. de um aprender que é preciso soltar-te deste cordão que te agarra a mim, mas que te prende sobretudo à vida.


obrigada Manel

4.29.2009

delas




(...) Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho


Drummond de Andrade, in Para Sempre

4.24.2009



porque vivi sempre com o sabor da liberdade


e amanhã vamos rever amigos

dia internacional do livro (ontem)



Depois de ter lido ontem alguns posts sobre o dia internacional do livro apetece-me apenas acrescentar duas coisas, que a partir de ontem Beirute é a nova capital mundial do livro e que o dia internacional do livro infantil também já comemorado conta com uma nova imagem para 2010, pelas mãos Eliacer Cansino e Noemí Villamuza que ganharam o concurso da OEPLI para o cartaz comemorativo

e a feira do livro de Lisboa que promete ser diferente, conta ainda com o site de 2008, via APEl

4.22.2009

«no mais fundo de ti»


...que há leitos onde o frio não se demora.
in "poema à mãe", Eugénio de Andrade

as vezes que fui à "Ler Devagar" ainda no Bairro Alto foi acompanhada do Torcato, acabava-se sentado numa mesa com um cutty sark a acompanhar a conversa e o(s) livro(s) comprado(s).
mais tarde na Fábrica do Braço de Prata (infelizmente já há muito tempo sem site) e agora no antigo espaço da gráfica Mirandela.
promete...
a inauguração é amanhã e durante quatro dias. programa aqui

tricotar


a juntar a muitas coisas que gostava de saber fazer junta-se a de tricotar.
um blog que vale a pena espreitar pela magnifica coleccção

4.21.2009

dias longos



o sol voltou e com ele uma nova força anímica. as novas ilustrações ganham forma e o tempo vai-se perdendo

4.20.2009

little red riding hood



Quartetos animados foram produzidos pela Ravensburg, uma empresa alemã que se iniciou no fim do século XIX, pelas mãos de Otto Maier, mas que só vem a adquirir definitivamente o nome em 1905. para curiosos como eu fica aqui a evolução do logotipo.

Comprada pela majora nos anos 70 e distribuído pela catalã Sallent Hermanos, “quartetos animados” é fabulosamente ilustrado, pena que a assinatura mesmo a conta fios seja difícil de perceber. Restam-me hipóteses como Ateusaew, Aleusaeu, Ateusaen, Aleusaeu

O jogo completo aqui e uma página dedicada a vários jogos da Ravensburg

4.15.2009

lost and found




Oliver Jeffers o mesmo autor de “O incrível rapaz que comia livros” viu através da produtora Aka o seu livro “lost and found” passado a cinema numa curta-metragem que estará disponível em dvd a partir de 20 de Abril.

"lost and found" conta a história de um pinguim que anda perdido e que vai bater à porta de um menino, este resolve levá-lo de volta para o Pólo Sul. uma viagem feita de peripécias e medos que no fim se traduz na tristeza de dois amigos se separarem.

"The penguin hadn’t been lost, it had merely been lonely"

um pouco do filme aqui via CR blogue

4.09.2009

para dormir






À medida que a criança cresce e que toma consciência do mundo envolvente surge muitas vezes períodos de medos, receios e preocupações.
Estas emoções são sentidas por todas as crianças com diferentes graus de intensidade, marcam diversas etapas no desenvolvimento mas por vezes impedem a criança de avançar.


No entanto o medo desempenhou sempre uma função muito específica, que era o de proteger o indivíduo de eventuais perigos e quando o ser humano é confrontado com uma situação percepcionada como ameaçadora, ele prepara-se não só no plano psicológico como no biológico. O medo tem assim uma função adaptativa e deve ser considerado, dentro de determinados limites, como útil.


No caso de Billy, o menino da nossa história, os seus medos chamam-se preocupações, e têm como causas sapatos, chapéus, chuva ou pássaros gigantes. O que o texto não diz, é que as preocupações do Billy acontecem apenas quando tenta dormir, à noite, na sua cama. A avó dá-lhe a conhecer as “bonecas das preocupações”.

Há uma lenda que diz que o povo da Guatemala contava à noite as suas preocupações aos bonecos e colocavam-nos debaixo da almofada e na manhã seguinte os seus problemas tinham desaparecido.
Uma tradição das crianças guatemaltecas que se espalhou a várias partes do mundo.

Outras bonecas

As preocupações do Billy de Anthony Browne editado pela Kalandraka, 2006

4.03.2009

viver os dias




A vinda para o interior e no nosso caso para o Alentejo, teve acima de tudo uma coisa boa que foi o ganhar tempo. Com uma empresa às costas e com todas as responsabilidades e dificuldades que isso nos acarreta, também é a hipótese de acompanhar o Manel quase a tempo inteiro.
Gerir o nosso tempo, fazer um pouco os nossos horários e saber que em tempo de férias da escolinha, o M. fica assim, connosco, em jeito de guardado.

eu + tu




dois lotos de cálculo editados pela majora, com ilustrações de Cesar Cliliott, dos quais não consigo ter mais referências. gostava de um dia poder consultar um catálogo ou mesmo um inventário detalhado sobre todo o material que a majora editou desde o seu início nos anos 40 até à década de 80, do século XX.

4.02.2009

lobos de uns e outros




Hoje comemora-se o Dia Internacional do livro Infantil e segundo alguns autores portugueses o grande salto que se deu na literatura infantil portuguesa foi ao nível da ilustração, in JN.

Não de autores portugueses, mas com ilustrações lindíssimas de um artista belga já falecido (1921-1982), Jean Leon Huens, um livro adaptado pela Verbo Infantil, da editora Casterman, - “Contos da Condessa de Ségur”.
Distinguido em 2002 com o prémio “Hall of Fame” da Sociedade de Ilustradores de Nova Iorque, Jean Leon Huens foi considerado um sucessor de artistas como Van Eyck, Memling or Fouquet. E uma das coisas que me fascina nestas ilustrações é a presença de um fino grão comum a todas.

Não posso dizer que não me fascino a olhar para os desenhos do Manel, mas a verdade é aquilo que ele vê diariamente, provavelmente se eu cantasse...

4.01.2009

Mimos de cor e sabor



A marca Arcádia surge no Porto pela mão de Manuel Pereira Bastos, em 1933, e a fábrica actualmente existente na rua do Almada abriu em 1945.
Mantém na fachada a designação Arca e, no interior, a aparência de outros tempos, “preservando o mobiliário da década de 30 e os tradicionais azulejos, o mais aproximado possível ao que ali existia”, conta Margarida Bastos, cheia de doces memórias de infância.

Um mundo de cheiros doces e aveludados, de formas e cores, de sabores diferentes como a menta, a rosa, ou a lavanda.
Um mundo de bordadeiras, porque é assim que as mulheres que ali trabalham e algumas há mais de 30 anos descrevem a arte de decorar as amêndoas de licor,- autênticos bordados.
No fim há manjericos, bebés, cenouras, ervilhas, morangos, cerejas ou favas.

Confesso que os bebés são as que fazem as minhas delícias, mas a verdade é que o sabor que guardo delas não é o mesmo. As cerejas deixaram-me triste.

3.31.2009

de cheirar



há aromas que invadem a casa

"também se cozem e temperam amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte." in Como água para chocolate, Laura Esquível

3.30.2009

de outras terras





O leão Kandinga” de Boniface Ofogo e Elisa Arguilé é a história de um leão feroz e malvado que não hesitava em devorar os seus amigos para matar a fome, por isso acaba sozinho, sem amigos e família. A história de Kandinga é a tradução da sabedoria dos povos africanos, mais precisamente na tradição oral dos Bantu. Uma narrativa que convida a uma viagem imaginária até ao coração da selva mostrando a supremacia do leão face aos outros animais.

Um livro editado pela Kalandraka que surge na sequência de uma viagem de Ofogo entre Saragoça e Huesca, onde conhece Elisa Arguilé e lhe conta esta história.

Este livro fez-me lembrar um outro, de uma editora que acompanho com algum carinho, a Tara books, não só pela temática dos livros, mas pelo modo como estes são produzidos.

The very hungry lion” adaptado por Gita Wolf, considerada uma das mais criativas e originais vozes contemporâneas na área da edição, e magnificamente ilustrado por Indrapramit Roy, ao estilo Warli, pintura que se usava nas paredes das casas tribais na Índia e produzido manualmente como “The night lies of trees”

The very hungry lion” é uma adaptação de um conto tradicional, que ao contrário de Kandinga ele engana outros animais para serem estes a procurarem-lhe alimento.



Ooo00o




Laranja, peso, potência.
Que se finca, se apoia, delicadeza, fria abundância.
A matéria pensa. As madeiras
incham, dão luz. Apuram tão leve açúcar,
tal golpe na língua. Espaço lunado onde a laranja
recebe soberania.
E por anéis de carne artesiana o ouro sobe à cabeça.
A ferida que a gente é: de mundo
e invenção. Laranja
assombrosamente. Doce demência, arrancada à monstruosa
inocência da terra.

Herberto Helder in Última Ciência, Assírio & Alvim, 1988

e o som dos aromas invadem a casa

3.27.2009

carimbar



Graças à minha sempre vontade de desenhar e à falta de tinta nas almofadas dos carimbos, que eu me livrei tantas vezes das revisões da matéria, na escola primária.

Não me recordo qual era a marca dos carimbos, provavelmente a maioria seria da majora pelos desenhos que tenho encontrado e que me recordam os que eu tantas vezes desenhei.

Lembro-me que abandonava o meu lugar e ia ocupar outro numa fila vazia de carteiras. Estendiam-se cartolinas, decidiam-se desenhos consoante a época do ano e começava a desenhá-los.

Ainda hoje gosto de carimbos, gosto deles bem desenhados, rigorosos como as ilustrações inglesas do século XIX muito ao estilo de Randolph Caldecott,
Estes carimbos são de uma fábrica de material didático – AGATHA-, no Porto.
Tenho pena mas pouco sei deles e da sua história.

Carimbos Agatha O Sobreiro ref.ª 108

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