3.26.2009

letras grandes e pequeninas





Os dias estão deliciosamente saborosos. pedem leituras e conversas exteriores.

A Assírio presenteou-nos recentemente com a edição de "Ofício Cantante – Poesia Completa" de Herberto Helder com capa de Ilda David que inaugura no próximo sábado, dia 28 uma exposição no Espaço Pessoa & Companhia, em Lisboa.

Um poema lindíssimo de Herberto Helder (que pode ser lido na totalidade aqui)

No Sorriso louco das mães

No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batemos dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.


(...)

Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.

E as mães são cada vez mais belas.

(...)

E por dentro do amor, até somente ser possível amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado
por dentro do amor.


"O incrível rapaz que comia livros" de Oliver Jeffers magnificamente ilustrado lembrou-me um outro "Leónia Devora os livros escrito por Laurence Herbert, ilustrado por Frédéric du Bus e editado pela Caminho. A mesma temática, mas confesso que o de Oliver Jeffers me enche mais as medidas.

O amor chegou com as chuvas - Mirabai- um livro que eu gostava de ler, também editado pela Assírio

3.24.2009

de coração cheio



De volta a casa, de coração, olhos e mãos cheias, de gente que conhecemos e revemos, de coisas que fizemos e que vimos e que nos tornaram mais ricos.

Mas venho sobretudo de coração cheio, dos meninos dos ateliers que estive a fazer no bairro Quinta do Lavrado e na Associação 2 de Maio.

Um beijo especial à Maria que começou o atelier a chorar e acabou assim a não querer deixar-me ir embora. Guardo-te comigo.
A primeira fotografia é da oficina "Poemas e postais", orientada pela Helena Zália e pela Mafalda Milhões da Bichinho de Conto

A imagem dos "meninos" na praia foi tirada no Museu do brinquedo, onde tive o prazer de estar à conversa com Arbués Moreira e ficar a saber algumas histórias que estes brinquedos encerram
Por último a Maria, uma imagem capturada de um pequeno vídeo, já nas cozinhas da Associação 2 de Maio

3.19.2009

até já


De malas quase feitas e com um novo livro lá dentro, partimos para quatro dias na terra, que segundo os meus planos serão divididos entre dois workshops que vou dar a dois grupos de 20 crianças cada, sob o tema “E se eu fosse uma árvore”, uma ida à Gulbenkian para participar com o Manel numa destas oficinas, e para rever o grupo teatro Tapa Furos que mais uma vez escolhe a Quinta da Regaleira como palco para a sua nova peça “As Aventuras de Puck, o Duende”, numa adaptação livre da versão infantil de Hélia Correia de “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare.

Fica ainda tempo para matar saudades da família e voltar a ver o mar

today



do dia deles

3.16.2009

verde


Gosto muito de trabalhar com crianças e confesso que gosto muito mais de trabalhar com meninos que pouco têm e à semelhança do ano passado e integrado na iniciativa “Semana Verde, em Lisboa, dois workshops para dia 20 e 23 de Março “e se eu fosse uma árvore”

arrumações



No meio de mudanças da biblioteca, de uma estante que está para chegar capaz de alojar bem mais e melhor, encontrei estes dois livros que foram surrupiados da casa da minha mãe.

Gosto deles, talvez também porque a ela lhe disseram muito. A dedicatória reservo-a. mas a propósito de Edgar Allan Poe e da comemoração do bicentenário do seu nascimento relembro-me do trabalho de Tim Burton Vincent, inspirado desde sempre na obra de Poe e produzido em stop motion um desafio sem dúvida à paciência.

Vincent conta a história de um menino que gostaria de ser como seu ídolo, o actor americano de filmes de terror Vincent Price (1911-1993), sendo este o narrador do próprio filme de Tim Burton. Ambos com forte influência na obra gótica de Poe.

The Raven é outro tributo a Edgar Allan Poe, feito por Lou Reed o ex-músico dos Velvet Underground.

3.14.2009

alambazar




apesar dos dias pedirem rua, as noites ainda se têm frias e pedem o aconchego de casa. cada vez mais distante do que se compra feito entrego-me a alguns prazeres. nem que seja o prazer de sentir o cheiro a bolos quentes a invadir as salas.

à espera do livro "O incrível rapaz que comia livros" de Oliver Jeffers (vale a pena ver o site com atenção) e editado pela Orfeu, sinto que cada vez mais me apetece juntar a arte de comer com a de ler

também no campo da leitura e para os mais pequeninos (onde me apetecia permanecer), a Câmara de Lisboa promove a I Festa do Livro Infantil a decorrer de 27 Março a 5 de Abril na Praça da Figueira, sendo o seu ponto alto um atelier organizado pela Fundação José Saramago baseado no livro A Maior flor do Mundo.

A curta-metragem de animação adaptada do livro de José Saramago, A Maior Flor do Mundo, realizada por Juan Pablo Etcheverry e com música de Emilio Aragón, acaba de receber o Prémio de Melhor Curta de Animação no 1.º Festival de Madama, realizado na localidade de Sanxenxo

3.12.2009

até sempre



era Outubro o Verão parecia ter começado. Em casa habitava a tranquilidade que o Torcato trazia sempre que cá estava. As leituras exteriores. as conversas. as cervejas que compensavam o calor. Os jantares com os amigos alentejanos que nós fazíamos questão, prolongavam-se debaixo da buganvília. as noites eram curtas e não nos apetecia que acabassem.

Era Outubro e o Torcato veio, inquieto, o João tinha sido internado. Fez-se dois ou três telefonemas para médicos amigos. A notícia era triste. Muito triste. Chorei no ombro dele. Sem sabermos que poucos meses depois e sem nos avisar o Torcato ía embora.

Naquele dia estivemos com o João e com a sua coragem. Um ano depois parte e deixa-nos a todos mais vazios

3.09.2009

memórias



A um livro de distância, olho para eles, releio-os para mim e para o M. A memória olfactiva acompanha-me, mas de facto já não existe. Gostava de a conservar assim dentro de mim porque essa sei que não a consigo passar.

A um livro de distância de acabar a colecção de vinte, sobra este que terei o maior prazer em oferecer a quem estes livros significam realmente alguma coisa. (já vai seguir viagem)

Também ilustrado por Yvonne Perrin este que adorava ter

2.17.2009

in red




Vi este livro pela primeira vez aqui por altura das Palavras Andarilhas , ainda na sua língua matriz, escrito por Antonio R. Almodóvar e ilustrado por Marc Taeger, o mesmo ilustrador deste.

Resolvi esperar e passados dois anos, chega a Portugal. Com o prémio Daniel Gil para melhor álbum ilustrado de 2005. Recontada, ou reescrita segundo recolha na tradição oral, esta história rompe com todas as ideias feitas do que é o Capuchinho.

Em “A Verdadeira história do Capuchinho”, encontramos uma menina que afinal nem sequer jeito tem para a costura. A fama de gulosa e a sua extrema curiosidade são realçadas não só pelo texto como pela ilustração. As personagens quase vindas do universo infantil adquirem grande expressividade e a representação do Capuchinho surpreende em cada página. Uma delas quase nos faz lembrar as primeiras representações do Mickey ou mesmo algumas alusões ao Pinóquio.

2.16.2009

ainda de castro daire



quero agradecer a todas as pessoas que me têm enviado mails por causa do meu trabalho e particularmente por causa desta exposição, bem hajam

obrigada também a quem mesmo à distância já ficou com telas

2.11.2009

a aventurar





Como diria João Miguel Tavares da Bedeteca, Deve haver um poderoso anjo da guarda a velar pela mais famosa das obras de Kenneth Grahame "O Vento nos Salgueiros".

Com 100 anos feitos em 2008 conta com inúmeras reedições, uma adaptação televisiva, feita entre 1984 e 1988, a qual deixou uma marca indelével a quem a seguiu nas aventuras dos quatro personagens principais. Adaptado também ao cinema em 1997, pela mão de Terry Jones é sem dúvida um filme de referência não fosse ele contar com quase todo o elenco dos Monthy Python.
Chegou ao teatro e à bd, através de Michel Plessix

Há muito que me apetecia pegar neste livro e quase como um teste na capacidade de concentração e maturidade do M. no que respeita a esta coisa de letras, e a propósito de um desenho animado na rtp2 em que o protagonista da história se depara com um livro sem imagens, tornou-se a nossa leitura da noite.

Sei que ainda não é um livro para ele, mas que pode ser uma espécie de novo prato, que se introduz paulatinamente. Que se aprende a gostar e a apreciar. Como se tratasse de um novo paladar. Cheio de palavras que ainda não fazem parte do seu léxico, o que deu direito a inúmeras interrupções, e ainda bem que assim o foi, sei que o interesse foi desperto. E para mim foi o mais importante.

Originalmente ilustrado por Ernest Howard Shepard, vale a pena ver o que se fez pelas mãos de outros ilustradores nestes últimos 100 anos.
E já agora uma ida ao youtube com a pesquisa "The wind in the Willows

Esta edição “O vento nos salgueiros", de Kenneth Grahame, com ilustrações originais de E.H.Shepard, é da Tinta da China, 2007 , com tradução de Júlio Henriques.

2.10.2009

de afectos



"Contemplou os seus livros com tanto afecto, como se em cada um estivesse uma página da história do seu coração" Camilo Castelo Branco in Amor de Perdição

De coração um pouco mais aliviado porque o M. ontem tirou o gesso ficam algumas angústias por o ver andar assim, como se se tratasse dos seus primeiros passos.

Para encher o coração chegou este da Helena Zália e que fez parte da exposição "o que guarda o coração" - muito obrigada
Obrigada também a ti Virgínia pelas tuas palavras

2.05.2009

a pedir que não chova



o dia acordou assim, capaz de se abrirem janelas. deixar o ar entrar apesar do frio que ainda se faz sentir. estava a precisar porque começo a sentir-me com algum mofo

2.03.2009

apimentar a vida



ontem experimentou-se. esperou-se bem mais do que a receita dizia. as opiniões dividiram-se. houve quem achasse que há coisas que podem permanecer no seu estado natural, simples, que só as enriquece. saboreámos mais uma vez. a repetir numa versão ainda mais "toast and spicy"


requeijão, malaguetas, pimenta moída na hora, azeite, sal, oregãos e manjerona fresca


still working



Gostava que assim não fosse, mas não consigo lidar com projectos a longo prazo, talvez por ser demasiado imediatista. a espera satura-me e causa-me insónias.
Hoje foi uma dessas noites. Entre pensamentos lembrei-me do livro de Somerset Maugham, O fio da navalha, e na possibilidade de descobrir um mundo totalmente novo. Vamos ver se acontece...

Entrei numa espécie de contagem final, tanto para a exposição em Castro Daire (dia 16), como retirar o gesso da perna do M (dia 9?) e perceber que só consigo trabalhar sobre pressão, numa espécie de fio da navalha

2.02.2009

dar o laço



Recheada de afectos, de mimos, com o coração perto da boca.
Gosto de histórias. De objectos com história. Com mais ou menos valor. Gosto de gente mais velha. Porque têm história e contam histórias.

Laços infantis faz parte desses objectos. Do início dos anos 80 fizeram parte da minha infância e voltam agora numa forma de novos-velhos. Novos porque nunca tinham sido manuseados.
Originalmente fabricado pela Sallent Hermanos, S.A na Catalunha e mais tarde adquirido pela majora e por outros países.

Hoje vamos brincar e aprender a dar laços

Ontem precisei de ti.


Ontem precisei de ti. Procurei, procurei e não consegui encontrar. Tu terias deslizado o dedo pelas lombadas, como quem corre as teclas de um piano e terias escolhido o livro, aquele livro que incessantemente procurei. Terias aberto a página no poema que um dia me mostraste e que eu ontem não encontrei.

“não me fodas coração”é como termina um poema de Fernando Assis Pacheco, que ontem, 1 de Fevereiro, teria feito 72 anos se não fosse o coração a traí-lo.
Fernando Assis Pacheco morreu como gostariam de morrer muitos escritores: numa livraria. Na Bucholz.

O blog da Assírio lembra o autor de A Musa Irregular. Ontem voltei a pegar no romance Trabalhos e Paixões de Benito Prada. E lembrei-me deste projecto em que Assis Pacheco também era um nome.

1.30.2009

pinceladas



do estado da perna do M.
"ainda me dói, mas já estou melhor" ...


e ainda sobre mim

Tirei o curso de design gráfico, mas o que eu gosto mesmo de fazer é desenhar e foi com esse objectivo que há 7 anos decidimos vir viver para o Alentejo. Para pintar. Pintar…
Habituada a ver o mar desde que nasci esta imensidão verde deixa-me algumas vezes melancólica.

Os primeiros anos foram difíceis. Eu transpirava cidade e coisas bonitas. Bonitas porque não conhecia outras realidades. Habituada ao frenesim dos jornais, às tertúlias que se estendiam pelas noites, às conversas infindáveis que aos poucos davam lugar ao sono.

Senti-me a adormecer.

Hoje tudo mudou, não sei bem se respiro campo e transpiro cidade ou vice-versa.
As tertúlias aconteceram em novo espaço, com novos amigos. E quando chegam a casa os da distância é como se me reencontrasse uma vez mais.
Voltou a pintura e uma calma interior.

(Pelas minhas contas faltam-me ainda umas dez coisas sobre mim)

Este quadro faz parte de uma exposição em Castro Daire a inaugurar a 16 de Fevereiro (completo aqui)

1.29.2009

de sabores






Não é um livro de cozinha, mas é igualmente saboroso. Como é saboroso falar pessoalmente com a Margarida Botelho e quem já o fez sabe do que eu estou a falar. Quando fala do seu trabalho ganha novas cores, faz-nos mergulhar naquele mundo de fantasia tão próprio dela. Já nos tinha deliciado com outros livros, mas este é sem dúvida o grande livro da Margarida.
É um livro de afectos, de cheiros, de sabores, de letras que se cozinham e que tornam os livros aquilo que são. Objectos especiais.
As Cozinheiras de Livros, de Margarida Botelho e editado pela Editorial Presença

Gosto de olhar para o M. e perceber que também ele já sente que um livro é uma companhia e um amigo especial

Da minha ausência, pouco há a dizer excepto o mimo que duplicou e o cansaço que lhe perdi a conta. Tem ficado mails por responder, telefonemas perdidos e uma exposição adiada para 16 de Fevereiro.
Chegaram mimos pelo correio, mails com mimos e com outros desafios. 16 coisas sobre mim… que vão saindo aos poucos..

Gosto de livros, de letras. De gente que brinca com elas. Adorava como diriam os brasileiros de “escrever bonito”.
Não gosto de frio. Mesmo assim gosto das cores com que o Outono pincela esta paisagem, dos estalidos das folhas, do cheiro a quente na casa.
Gosto de casa, de me “amesentar”, perdida nas comidas e nas conversas. Gosto de casas cheias. De famílias grandes. De amigos por cá.
Apesar de ser o A. o homem da cozinha, ficam para mim os doces e os pratos de inventar, como se de telas se tratassem.

1.14.2009

little red riding hood





Apesar da psicanálise ter atribuido a estas duas personagens (o lobo e o capuchinho) um carácter sexual tão forte, confesso, prefiro deixá-lo para um Eu teórico.
A beleza, a estética e a emotividade aliada a uma dada candura faz da história do capuchinho vermelho e dentro do universo dos irmãos Grimm uma das minhas preferidas.

lobos que me fascinam

meninos que se vestem de lobos em pele de cordeiro

revistas que os materializam

pessoas que os reinventam articulando-os ou simplesmente dando-lhes novas formas

e de livros diferentes

1.09.2009

in red



não sei se com o coração aqui e a cabeça em outro lugar, sei que aos poucos vou agarrando os projectos que estavam a descansar. as ideias ganham formas e as palavras ganham cores.

de ontem fica um obrigada a quem me convidou e um obrigada a quem apareceu para me ouvir.

a (T)i obrigada pelo mail
.."Foi muito bom reencontrar-te no teu mundo, na tua expressão dos afectos e na tua poesia."...

1.07.2009

mãos de açucar e afecto



..."Gostamos de dizer e que nos digam palavras doces, que nos adocem a boca. Reconhecemos , sem problemas de consciência, que se trata de uma singela, ingénua, dulcíssima verdade. E a doçura significa o que é bom, afectuoso, querido. Nós, em Portugal, temos uma experiência de séculos a lambuzar-nos."...

É delicioso o texto de David Lopes Ramos que integra este livro sobre o design da pastelaria semi-industrial portuguesa.
Fabrico Próprio é mais do que um livro magnificamente ilustrado. é o carácter pedagógico inerente, mas é também um projecto multidisciplinar que conta além do próprio livro, com um site e um workshop.

Um projecto de Pedrita e Frederico Duarte que vale a pena ler de "fio a pavio".
Para conhecer melhor o livro e quem quiser pode ainda fazer parte de um grupo no flickr criado pelos mesmos ou simplesmente viajar por este mundo do açucar.

A ti DLR Só me ocorre a frase de um amigo comum "não me convinha que fosse tão bom"

1.06.2009

cantar os reis



O cantar dos reis é uma antiga tradição celebrada no dia de Reis. Grupos chamados de "reiseiros", juntavam-se para as celebrações. Durante a noite do dia 6 de Janeiro estes grupos percorriam as ruas da cidade dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.
A tradição estende-se no cantar das Janeiras, uma forma de invocar o deus Jano e pedir-lhe que afaste os maus espíritos.

De outros reis

A Árvore das Histórias de Natal de José Jorge Letria e com ilustrações de Viktoriya Borshch é um livro que guarda dez contos sobre esta quadra. Dos reis fica este conto.

e rainhas

para os dois


Um bom exemplo da modernização é a “Fábrica de Pentes do Ribeirinho”, fundada por Manuel Teixeira e sediada em Guimarães desde 1905. Começou por fabricar pentes e ganchos em chifre de boi. Em 1954 adquire máquinas de injecção de plástico, matéria-prima de que passará a depender inteiramente. E é na década de 50 que atinge o seu ponto áureo. Os seus brinquedos, especialmente os automóveis em miniatura, contam-se entre as peças mais apreciadas pelos coleccionadores do género. Após a crise de petróleo dos anos 70, a caducidade dos moldes e engenhos, e a concorrência feroz de produtos oriundos do Extremo Oriente faz com que a produção de brinquedos pare. Dando-se o seu fecho em 1992

Os guizos são do fabricante português Ribeirinho e são do final dos anos 50.
Atendendo às baixas temperaturas a neve mantém-se pelo blog

12.31.2008

bom ano


que cada um de nós consiga fazer uma coisa que torne 2009 um ano melhor. tudo de bom para quem está deste lado e desse

12.23.2008

love


um feliz natal para todos os amigos. daqui e dali. obrigada por terem estado presentes

merry xmas to all of you. thanks for all. have a wonderful season

12.19.2008

casa



A Kalandraka continua a recuperar contos de tradição oral e é o caso de Grão de Milho, baseado num conto popular português de tradição oral cuja recolha etnográfica nos revela várias versões.
É um conto que apresenta uma estrutura de ritmo acumulativo, repetitivo, em que o estribilho, é uma peça fundamental para favorecer a oralidade.

A história desenrola-se num ambiente familiar. Onde a protecção dos pais é uma constante, sem que isso seja um impedimento para que esta criança pequena como um grão de milho possa ter uma vida normal.

Um conto que ajuda os mais pequenos a vencer diferenças. Longe de debilidades e com um final feliz.
Grão de Milho é forte, tem iniciativa e sabe enfrentar e resolver os problemas que lhe surgem.

Adaptado por Ollala Gonzalez é um texto povoado de humor em que as ilustrações de Marc Taeger que lhe acentuam ainda mais essa característica. Uma linguagem visual simples com aproximação ao desenho infantil e de uma grande riqueza cromática.
capa aqui

12.18.2008

Faz frio lá fora



Há oito anos decidimos trocar a cidade pelo campo. Deixámos o mar por uma terra em que as ribeiras parecem rios e o Maranhão o mar. o grande espelho de água deste compensava a falta do outro.

Oito anos depois fomos desafiados para voltar a ver o mar. outro mar. distante. Um novo projecto de vida, talvez não para a vida. O pai está lá. Na distância e o M. começa a dar sinais.

Faz frio lá fora. E cá dentro também.

O xaile foi um presente de um amigo.

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