11.28.2008

ainda do frio



apesar de não poder trabalhar lá fora. é ali que eu gosto de as ver.


completa aqui

11.27.2008

do frio



com algum abrando no ritmo de trabalho e não porque este tenha diminuído. o tempo apela de facto à casa. ao calor. com o frio que se faz sentir deixei de poder trabalhar onde mais gosto. ao ar livre.

pronta para partir

também do frio, chega agora pelas mãos da Bedeteca de Lisboa e produzida pela Associação de Ilustradores Finlandeses, esta exposição que reúne o trabalho de 29 autores finlandeses num total de 106 originais. destaque particular para a obra destas quatro mulheres. Erika Kovanen, Kristiina Louhi, Outi Markkanen e Virpi Talvitie.

uma exposição que olha para o seu verdadeiro público. as crianças. convidadas a mergulharem neste mundo de sonhos desenhados. a ver até 25 de Janeiro na galeria Palácio Galveias.

11.23.2008

folhas alegres


quantas vezes procuramos a melhor palavra, a melhor expressão, o melhor título. e esquecemo-nos das palavras simples. das mais puras.
a expressão mais bonita que ouvi, também por ser a mais sentida foi de uma mulher do campo. sem estudos, sem pretensões literárias. poéticas. queixou-se dizendo que o "corpo lhe doía". não por trabalho. não por doença fisica, mas por tristeza. por angústia. porque em determinados momentos o coração encolhe-se de dor.
ontem o M. chegou ao pé de mim. de ramo de folhas na mão.
-"folhas alegres, mãe"
para ele as folhas tinham-se despido de verde para se vestirem de alegria. obrigada por me fazeres ouvir-te. por me enriqueceres nas palavras simples. despidas de adornos.

11.22.2008

sabor de vida dos meus dias


os teus gestos, a tua alegria, o teu aconchego, são marcas no meu olhar de hoje. sabe tão bem saber e sentir que há coisas minhas em ti, mas também, que há coisas tuas em mim, que te devo maneiras e modos de estar

11.19.2008

em contagem decrescente


para o mês que se aproxima e que cá por casa é vivido com muita intensidade. não só pelo nascimento do "menino", mas pelo nascimento, dos meninos da casa.

quem esteja interessado em ter uma fada anjo tem de fazer uma encomenda, porque as três últimas estão a fazer as malas para partirem.

obrigada a todos os que estiveram no Porto. fisica e virtual.

11.17.2008

no sapatinho




à semelhança do ano anterior cada série terá 4 postais diferentes. numerados e assinados.
para reservar basta enviar um mail para rreimao@gmail.com

carneira calçar português

11.14.2008

postais de natal


este ano vai ser assim. branco. leve. calmo. cheio de silêncios. porque nos silêncios existem muitas palavras.

11.13.2008

lá de casa




quando resolvemos vir viver para o alentejo foi à procura de alguma paz. aproveitar cada minuto. trabalhar. dedicar-me ao que realmente gosto de fazer. era sobretudo uma conquista de espaço. era o sonho de um Manel. era tanta coisa.
Comprámos uma casa, velhinha a uma sra velhinha. muitas obras. mudámo-nos. pouco tempo depois estávamos com mais obras. foi quando conheci o sr. João. fez-nos o primeiro trabalho lá em casa. percebi que não era pedreiro, não era carpinteiro. não trabalhava no campo. era um homem habituado a tudo. a fazer pela vida.

foi ficando. e connosco ficou um amigo. que é pedreiro, é carpinteiro, é cozinheiro. não sei quem adoptou quem. sei que faz parte da casa. vem com mimos. laranjas ou bonecas como estas. ou ainda cartilhas. (para um dia destes falar).

Existem mimos que muitas vezes pelas circunstâncias tocam-me mais. ter recebido estes desenhos destas meninas foi para mim muito intenso, do mesmo modo que ontem um mail acabava assim

"(e desculpa tratar-te por tu. É que és lá de casa)"

que sensação tão boa. obrigada

11.12.2008

time to go





“O lanche da Natacha” que encantou tantas meninas é da fábrica Nedina fundada em 1955, e ainda em actividade. com pouca produção a nível de brinquedos, mas ainda com embalagens lindíssimas.

11.11.2008

com ele





voltar com o M. à minha infância é para mim um dos momentos mais saborosos. é poder partilhar com ele vivências, alegrias, medos. histórias. histórias de vitórias e de derrotas, porque a vida é mesmo assim.

por cá já andava o "mini mercado" da majora, mas não era a mesma coisa. chegou do Porto pelas mãos da C. um novo/velho/novo "vamos às compras". logo vamos abri-lo juntos
pela ordem das fotos "gata borralheira", " mini mercado", "vamos às compras"

11.10.2008

"esta saudade de ter asas"





Lentas, à beira-mar da maresia,
repousam brevemente, voam logo.
E que maneira
de ser festa e alegria
quando na barra entra
uma traineira!
E eu fico olhando-as ao cair da tarde
sobre os mastros e as casas.
E é então que sinto no meu corpo
esta saudade de ter asas.


A Charada da Bicharada, de Alice Vieira e editado pela Texto, é um bom exemplo de um livro para crianças em que as ilustrações são aquilo que na minha opinião, deviam ser sempre, informação adicional, que não se deviam apenas cingir às palavras escritas. Neste caso e pelas mãos fabulosas da Madalena Matoso elas ganham asas. sei por experiência própria que graças à ilustração o M. percebeu melhor o texto.

11.04.2008

majora



apesar do frio que já se faz sentir os raios de sol que entram pela janela são o suficiente para olharmos à nossa volta e vermos que não estamos sós.
obrigada por existir tanta gente que se sente bem pelo simples prazer de ver os outros bem. não conheço pessoalmente o Manuel, mas foi quem generosamente me ofereceu mais dois destes livros. não é por coleccionismo é por afectos, e acho que ele percebeu isso. muito obrigada

e uma referência a este livro que será publicado brevemente pela Bruaá, com as magníficas ilustrações de Wolf Erlbruch num site que vale a pena descobrir

ainda um ponto de encontro para quem gosta de partilhar o que lê

10.31.2008

cinco minutos



neste papel mãe/mulher/trabalhadora/pessoa, sou levada a algumas inquietações próprias de uma qualquer personagem. sentir que me faltam tantos cinco minutos para estudar o meu papel, para o desempenhar melhor, para ser melhor. refugio-me. refugio-me naquele que sempre achei ser o melhor sítio, - o banho. é lá que penso, faço balanços. de um dia ou de uma vida. é onde me encontro e choro. cinco minutos intensos onde tantas vezes me esvazio de mim própria.
é lá que encontro o espaço que cada um ocupa. que percebo os amigos que tenho à distância, os que continuo a guardar mesmo na distância.
são cinco minutos que eu preciso para te agradecer R., mas sempre com o ponto lá fora. do outro lado da porta. - "mãe, ainda aí estás?"

ilustração muito melhor aqui

10.28.2008

de comensal



mais do que comensal um amigo, que trouxe os talheres dele para mim. são da cutelaria Augusto Pinto Lisboa, fundada em 1916

mais aqui

10.27.2008

são bons os outonos assim


de pais, de meos e dos outros





este post podia perfeitamente chamar-se fruta da época, porque foi o que me responderam hoje ao telefone quando tive que ligar para a escolinha do M. a dizer que ele não ía porque estava constipado e com muita tosse.
continuo a querer acreditar que fruta da época traz coisas boas e que nesta altura, são dióspiros e marmelos, que as laranjas e as romãs estão ao espelho a enfeitar-se. que fruta da época são castanhas e nozes…

por ser a quarta filha os brinquedos chegavam a mim numa versão mais ou menos reciclada, excepto quando os dois mais velhos casaram e eu continuava na versão benjamim. a verdade é que a minha mãe não nos enchia de brinquedos, talvez os tempos também fossem outros, mas a verdade é que preferia os livros. mas recordo-me que estar doente não era assim tão mau, porque além dos mimos e cuidados redobrados, vinha por mais pequeno que fosse alguma coisa para brincarmos.
no meu caso e a partir de dada altura eram caixas e caixas de guaches da cisne que vorazmente desapareciam nas minhas mãos.

esta era a minha mãe. hoje, não muito diferente dela e de coração apertado quando o M. não está bem, deixo-vos este fantástico livro da planeta tangerina, que ao correr das folhas também mostra que o coração de mãe também se zanga. zanga para corrigir. zanga porque gosta. que os pais não são melhores pais por darem tudo aos filhos.

erramos, erramos com eles, erramos até na educação de um filho para outro, erramos em pensamento, erramos quando o pediatra do M. diz que ele tem excesso de informação (mesmo tendo dúvidas sobre o verdadeiro significado desta afirmação).

Erramos quando damos o pacote inteiro de rebuçados (programação diária da rtp2) aos nossos filhos e nos esquecemos que existem outros dias (programação do fim-de-semana). E digo-te meu amigo prefiro a tua selecção à dos meos ou dos outros

para ver em grande

10.23.2008

de pequenos nadas






agradeço a todos os que têm, de uma forma indirecta contribuido para o meu trabalho ao me oferecerem materiais lindíssimos como estes. sem a vossa generosidade estas peças não existiriam. obrigada.

quanto à exposição falarei dela daqui a uns dias. ainda sem nome

10.22.2008

de folhas



e de frio. hoje o dia acordou vestido de inverno e mesmo não gostando muito do frio, o inverno foi sempre intenso na minha vida. carregou com ele paixões intensas, duras, de amores profundos. o inverno trazia no saco a lareira, a casa, a família, os amigos, os longos jantares de uma mesa com horas intermináveis. o aconchego e o colo. as pessoas mais importantes da minha vida nasceram no inverno. o inverno trouxe-me o filho.

10.21.2008

1 de 3




já longe de acreditar que iria conseguir encontrar as últimas três bases para fotografia, que por capricho (ou não) com o vendedor, deixei para trás há quase um mês. no último sábado reencontrei-as e não podia deixar de as trazer.
da última série de 8, o último cartão ficou para mim. liso. simples. com uma imagem imaginária. dentro de mim. carregada de alguma nostalgia
saem agora para fora três novos. também eles cheios de afecto

para flores


com uma exposição à porta e o trabalho todo atrasado

10.19.2008

há horas





procurámos sempre incutir ao Manel, nem sempre com a eficácia pretendida, que há horas para tudo, e tudo é mesmo tudo. o que significa em alguns casos fazer coisas que pouco lhe agradam. hoje, parte dessas horas foram para apanhar ar. e folhas. e no final brincar com elas.

10.15.2008

de viver no campo



ontem demos uma entrevista à TSF (ainda não passou), a propósito de gente que larga os grandes centros urbanos e refugia-se no campo, que muda de actividade ou que simplesmente traz consigo aquilo que sabe fazer.
nós viemos já com um atelier de design às costas e no imaginário todo o romantismo de se viver em espaço aberto, com cheiro a terra.
pediram-nos no final da entrevista um balanço. falo por mim. quem me conhece sabe que tenho no corpo a cidade. mas a paisagem já se dilui dentro de mim. não sei se respiro campo e transpiro cidade. sei do que gosto. sei que a calmia me trouxe o Manuel. me devolveu os pincéis às mãos. que me aproximou mais das pessoas. algumas que nem conheço pessoalmente, mas em quem me revejo. nas imagens, nas letras. sei que a calmia tem alturas ensurdecedoras. que contrario, trabalhando, produzindo, produzindo muito. de viver no campo faz-nos aprender a olhar.

10.09.2008

de ver



talvez seja exaustivo para quem me vem visitar ver árvores e árvores, mas existem imagens a que não consigo ficar indiferente. esta fotografia saiu dos olhos e das mãos desta mulher, e não lhe resisti. imaginei que a vida pode ser assim, que há pessoas que conseguem ser assim. abraços. homens e mulheres. amantes. amigos. pessoas que se entrelaçam, que não precisam de palavras e crescem juntas de tal forma que são uma. gosto de pessoas assim.

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