
9.17.2008
9.16.2008
retratos de mulheres



O primeiro pertence a uma colecção de três telas que em breve estarão de partida para o Porto,
o segundo à colecção de etiquetas vintage que tenho vindo a fazer e o terceiro é um retarto de 1881 pintado em Paris por Émilie Gerard (ver mais aqui)
9.15.2008
9.10.2008
primeiro dia


A escolinha começou e as nossas rotinas alteraram-se. Foi uma manhã estranha, sem o burburinho a que o M. nos habituou diariamente. Eu trabalhei e trabalhei bem mais concentrada, sem uma terceira ou quarta mão a tentar reproduzir o que faço, ou desenho. Eu trabalhei sem interrupções, sem chamamentos, sem fomes, sem mimos. Eu trabalhei com o coração muito vazio.
Os lenços e o saquinho de pão são da década de 70
9.04.2008
cheiro-te


Guardo muitas e muitas memórias de infância, mas cheiros tenho apenas presentes dois. O mais certo é nem sequer corresponderem à realidade como aconteceu quando revisitei a minha escola primária passados quase 20 anos. Era enorme e eu mal me atrevia a cruzar o pátio de uma ponta à outra. Voltei. E a escola voltou também, bem mais pequena, minúscula, em meia dúzia de passadas corri as duas grandes portas exteriores que dividiam as quatro salas. Voltei novamente. Agora para a mostrar ao Manel. De novo fui surpreendida pela escala. O tempo restituiu-lhe a dimensão, ou melhor o tempo em mim fez-me olhar para ela com outros olhos, menos afectivos que naquele primeiro dia.
Mas quanto a cheiros, guardo o de uma agenda, onde a minha mãe rabiscava, aquelas, que ela considerava ser as melhores receitas, e apesar dessa agenda ainda hoje existir prefiro guardar o cheiro da infância.
Já há muito tempo que gostava de ter escrito sobre estes livros, porque são o meu segundo cheiro, mas para mim além do lado afectivo, porque os li e reli tantas vezes, que me imaginei dentro das estórias, não passavam de livros da minha infância, por acaso editados pela Majora.
Mas não me bastava, precisava de mais, hoje sei que foram editados originalmente pela Nutricia Children Books na década de 60 e maravilhosamente ilustrados por Yvonne Perrin, publicados em várias línguas, inclusive em português no final da década de 70, numa série de 20.
E sabe-me bem sentir-lhes o cheiro
Mas quanto a cheiros, guardo o de uma agenda, onde a minha mãe rabiscava, aquelas, que ela considerava ser as melhores receitas, e apesar dessa agenda ainda hoje existir prefiro guardar o cheiro da infância.
Já há muito tempo que gostava de ter escrito sobre estes livros, porque são o meu segundo cheiro, mas para mim além do lado afectivo, porque os li e reli tantas vezes, que me imaginei dentro das estórias, não passavam de livros da minha infância, por acaso editados pela Majora.
Mas não me bastava, precisava de mais, hoje sei que foram editados originalmente pela Nutricia Children Books na década de 60 e maravilhosamente ilustrados por Yvonne Perrin, publicados em várias línguas, inclusive em português no final da década de 70, numa série de 20.
E sabe-me bem sentir-lhes o cheiro
9.02.2008
fazer o ninho


Mais do que construir uma casa de pássaros, foi construi-la juntos, foi partilhar conversas, foi assistir ao crescimento dele.
Foi essencialmente criar um abrigo para nós onde os pássaros são bem-vindos
Foi essencialmente criar um abrigo para nós onde os pássaros são bem-vindos
mais imagens aqui
9.01.2008
do que é português

Já escrevi alguns posts sobre empresas portuguesas com mais de um século de existência que continuam a operar, que souberam inovar, que lavaram a cara aos seus produtos, que nos fizeram acreditar que tantas coisas que se produzem em Portugal são de alta qualidade, que nos fizeram voltar o olhar para o que se produzia nos tempos das nossas avós e das nossas mães e perceber a beleza das coisas.
Já escrevi sobre livros, uns com um século, outros com trinta anos, objectos mais ou menos antigos, de artes tradicionais recuperadas, mas tudo com cunho português.
Agora uma empresa recente que se dedica em exclusivo ao fabrico de chocolates e bombons tradicionais utilizando aquilo que a terra nos dá, sobretudo aqui no Alentejo. E é portuguesa
8.31.2008
um post que me apetecia adiar


Gostava de o adiar pelo peso emocional que traz com ele, levamos a vida a preparar-nos para as grandes coisas da vida, que tantas vezes nos esquecemos que a vida é feita de demasiadas coisas pequeninas.
Quando o Manel largou as fraldas senti um gelo dentro de mim, era um sentimento contrário, um misto de alegria e tristeza, de conquista e de perda. Ele estava maior e eu muito mais pequena. O cordão umbilical era de novo cortado, como foi quando o M. foi para a escolinha.
Eu que nunca gostei do primeiro dia de coisa alguma, aos 4 anos, este dia chegou depressa demais, caiu-lhe o primeiro dente e eu não estava preparada. Desabafei com elas, apetecia-me comprar a melhor cola do mundo e voltar a pô-lo no lugar, mas nem isso posso fazer, o M. engoliu o dente.
Resta-nos um desenho para colocar debaixo da almofada e esperar…
Quando o Manel largou as fraldas senti um gelo dentro de mim, era um sentimento contrário, um misto de alegria e tristeza, de conquista e de perda. Ele estava maior e eu muito mais pequena. O cordão umbilical era de novo cortado, como foi quando o M. foi para a escolinha.
Eu que nunca gostei do primeiro dia de coisa alguma, aos 4 anos, este dia chegou depressa demais, caiu-lhe o primeiro dente e eu não estava preparada. Desabafei com elas, apetecia-me comprar a melhor cola do mundo e voltar a pô-lo no lugar, mas nem isso posso fazer, o M. engoliu o dente.
Resta-nos um desenho para colocar debaixo da almofada e esperar…
8.21.2008
mudanças
8.20.2008
8.17.2008
numa casa portuguesa

Ainda no século XX era possível encontrar numa sala de aula portuguesa os alunos a escreverem em quadros de ardósia ou xisto negro, o ponteiro ou barra era também de ardósia, mas mais macia, para facilitar a escrita.
Mentocaína “R” dos laboratórios Azevedos (1775), o mais antigo grupo farmacêutico português e Laxobac, um laxante infantil (1946)
Mentocaína “R” dos laboratórios Azevedos (1775), o mais antigo grupo farmacêutico português e Laxobac, um laxante infantil (1946)
8.02.2008
8.01.2008
jardins de tela



A pintura que nos acompanha os passos é de catorze artistas nacionais e estranjeiros no âmbito do Programa Gulbenkian Distância e Proximidade. Nas fotos Rosana Paulino (S.Paulo), Wilson Shieh (Hong Kong) e António Sérgio Moreira, (Belo Horizonte)
7.17.2008
companhias

O bom dos livros é que as histórias não se encerram nas páginas, vivê-las para além da imaginação, recriar e poder associar outros elementos que os ajudem a fortalecer e a criar laços é uma tarefa árdua, mas que no fim saímos nós mais fortes.
O livro da avó de Luís Silva editado pela Afrontamento
O livro da avó de Luís Silva editado pela Afrontamento
7.15.2008
jardins móveis



«Todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem». Muitos são os oradores que usam esta frase de Picasso tentando tornar o lugar escola mais criativo.
Já tinha falado dela e antes que terminasse lá fomos. Conhecia este período a que se designa por Suite Voillard, por ter sido uma encomenda do marchand Ambroise Vollard, mas vê-los de perto tem de facto outro sabor. Dividida em quatro temas, o atelier do artista, o Minotauro, Rembrand e Balzac, tendo em 1937 e a fechar este ciclo a inclusão de alguns retratos de Vollard.
Encontram-se ainda gravuras, água-fortes, que vão até ao fim da década de 60.
Apesar da imponência do nome, fiquei foi deslumbrada com o espaço, que vale a pena voltar a visitar simplesmente pelo prazer de o desfrutar.
Cortinas de água e os fabulosos jardins móveis de Leonel Moura, que permitem a pequenos e a crescidos reorganizar e recriar os seus ambientes, num fabuloso jogo de formas e cores
7.14.2008
de Castro


De arquitectura medieval trecentista, mandado erigir por D. Pedro I, no ano de 1359.
Distingui-se dos outros castelos de cariz militar pelo facto de se encontrar situado em terreno plano mesmo no centro da vila. Propriedade da Casa de Bragança era utilizado por estes por altura das suas deslocações a esta região, tornando-o essencialmente num castelo com função residencial.
Depois de catorze anos fechado reabre ao público de cara lavada, com toques de modernidade e uma exposição de Maria Leal da Costa sob o tema Inês, a visitar até 30 de Setembro
Distingui-se dos outros castelos de cariz militar pelo facto de se encontrar situado em terreno plano mesmo no centro da vila. Propriedade da Casa de Bragança era utilizado por estes por altura das suas deslocações a esta região, tornando-o essencialmente num castelo com função residencial.
Depois de catorze anos fechado reabre ao público de cara lavada, com toques de modernidade e uma exposição de Maria Leal da Costa sob o tema Inês, a visitar até 30 de Setembro
7.08.2008
7.07.2008
«Eu espero»



Há muito tempo que estava numa das minhas infindáveis listas de livros desejados, agora chega-me às mãos pela Bruáa, que em duas publicações promete ser uma editora de referência.
Quando somos pequenos espera-se, espera-se tudo, mas essencialmente espera-se pequenas coisas.
«Eu espero» é um livro de Davide Cali, um dos mais conceituados escritores de livros para a infância, que de uma forma simples narra a história da vida, do nascimento à morte, de pequenos grandes nada ou de grandes pequenos tudo.
Um fio vermelho conduz-nos nesta narrativa acompanhado do traço simples do ilustrador francês Serge Block, que numa entrevista dada à editora brasileira CosacNaify diz isso mesmo «simpler is stronger», uma espécie de ideal da escola Bauhaus «less is more».
mais aqui
7.04.2008
para uso doméstico



Household scale, feita na Suiça no início dos anos 50 (1953) marcada pelo Design Scale
ver mais aqui
7.03.2008
porque é assim
7.02.2008
pique-nique

Estávamos no início dos anos 90 quando tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Victor Palla e Bento de Almeida, duas figuras de peso na cultura portuguesa que marcaram a segunda metade do século XX.
Ambos arquitectos, mas de uma intensa e plurifacetada actividade. Integram o movimento Modernista (1922-1938), que ía dando os seus primeiros passos em Portugal.
Partilham um atelier durante 25 anos e o seu trabalho conjunto é projectado à escala de uma nova Cidade.
Pioneiros na concepção e realização de snack-bares, como o «Galeto», na Avenida da República, o «Galão» em Alcântara e o «Pique-Nique», no Rossio, o «Términus», «Noite e Dia».
Estes espaços tornaram-se, nessa época, autênticos ícones para a população lisboeta, forjada nos novos valores modernos e funcionalistas da arquitectura do Estilo Internacional (1948-1961). Espaços estes que associavam a agradabilidade do meio envolvente a refeições rápidas, a baixos preços.
Na foto: azulejo original do «Pique-Nique» oferecido e assinado por Bento de Almeida e na falta de site do Museu Nacional do Azulejo, podemos ir espreitando a sua actividade aqui
6.27.2008
com flores na cabeça

a tentar retomar as encomendas que tinha deixado há um tempo, porque as forças faltaram
obrigada por haver amigos
6.25.2008
a saudade tem a cor dos teus olhos



A Carícia da borboleta é um livro delicioso de Christian Voltz, editado pela Kalandraka (blog).
Delicioso como todos os seus livros pela genial simplicidade do argumento como pelas magníficas ilustrações. É um livro que aborda a temática da morte, sugerindo a ideia de que aqueles que morrem e nos são próximos permanecem sempre, mas sempre junto de nós.
A forma expressiva com que Christian Voltz dá vida às personagens, e neste caso uma apenas a traço, apela a múltiplas leituras, com pequenas nuances.
Porque a morte faz parte da vida e não vale a pena esconder-lhes, um outro livro que já tinha mencionado aqui
O Rapaz Que Aprendeu a Voar, editado pela D. Quixote, com texto de Alexandre Honrado, e ilustrações de José Miguel Ribeiro conta a história de um rapaz que tem saudades do avô, que pensa que este voou para longe, pois era o seu sonho. Um texto marcadamente metafórico, é um convite ao sonho, ao voo. Um elogio à imaginação pois este rapaz aprende que para saber voar tem de se deixar levar pelos sentimentos.
6.19.2008
a árvore das folhas A4



Baseado no livro «A árvore das folhas A-4», de Carles Cano e Carlos Otin, da Kalandraka, que narra a história de uma árvore que na Primavera resolveu vestir-se de folhas A-4, causando algum burburinho na floresta, afastando todos os animais, não todos, os pássaros esses permaneceram e deliciavam-se com as histórias que as folhas contavam entre si.
O workshop será acompanhado de uma árvore tri-dimensional, que representa a personagem desta narrativa. As crianças serão divididas em dois grupos, o pré-primário que vai ilustrar os pássaros que nela habitam e o primeiro ciclo que irá ilustrar as folhas A4. No final os trabalhos serão integrados na própria árvore
Este workshop não só pretende sensibilizar as crianças para o livro enquanto objecto artístico mas também para o importante património natural que a floresta integra, sobretudo no plano ambiental.
mais fotos aqui
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6.11.2008
um serão minhoto


Acabada a ceia, juntam-se os vizinhos para o serão. Aconchegados pelo calor da braseira tecem diálogos cruzados. Por aqui renda-se, remenda-se, cose-se ou fia-se. Risos. Risos também de vinho. Chega a hora das rezas, aos santos, aos protectores das sementeiras, aos patronos dos animais. Pede-se. Pede-se muito. Pelos deste mundo e talvez por outros. Uma salve-rainha encerra este ciclo abrindo de novo espaço para risos, ironias, canções de afectos carregadas muitas vezes de grande erotismo.
As horas caem uma a uma, de repente, o silêncio cobre as vozes e cada um lentamente se despede e some na noite fria.
O livro «Cancioneiro Popular Português» de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça é o resultado de dois anos de intenso trabalho de Giacometti – o qual, ao longo de mais de duas décadas, percorreu o nosso país, de Norte a Sul. Com ilustrações de Manuel Rosa e Hipólito Clemente é uma das mais completas obras do género.
Editado pelo Circulo de Leitores em 1981.
Minho é lançado hoje na livraria Trama pela Serrote (a comprar)
who´s afraid


Inspirado no clássico de Sergei Prokofiev, João Paulo Cotrim e João Fazenda recriam e reinventam Pedro e o Lobo, num magnífico trabalho de colagens bem ao espírito do Construtivismo russo .
Editado pela Assírio e Alvim em 2007, A história secreta de PEDRO E O LOBO, pode ser vista no Auditório Municipal Augusto Cabrita até 31 de Julho.
Editado pela Assírio e Alvim em 2007, A história secreta de PEDRO E O LOBO, pode ser vista no Auditório Municipal Augusto Cabrita até 31 de Julho.
O desenho do Capuchinho Vermelho e de um outro lobo pertence ao Manel.
6.03.2008
no campo

Com um europeu à porta o grande derbie é sobre quem terá inventado os matrecos a Espanha ou a Alemanha
6.02.2008
E aqui tão perto


A Fundação António Prates em Ponte de Sor acolhe até ao dia 31 de Julho a exposição "Picasso: La La multiplicidad del vértice. Uma exposição organizada pelo MEIAC (Museu Extremenho e Iberoamericano de Arte Contemporânea) que inclui mais de quarenta obras pertencentes à produção gráfica de Picasso, entre 1930 e 1970.
Dentro das obras expostas destacam-se as gravuras da «Suite Vollard», nome associado ao marchand Ambroise Vollard
«Picasso for Vollard» , Harry N. Abrams, Inc., 1956, foi comprado na que podia chamar de «minha livraria».
Comecei a ir à Galileu com três anos levada pela mão da minha mãe ou do irmão mais velho, dois apaixonados por esta coisa que são os livros.
Anos mais tarde e com muitas tardes gastas entre amontoados de livros e de pó, descobri os livros mais deliciosos da minha vida
E porque sabe bem ouvir histórias
«Letra Pequena» uma secção do Público vê agora as escolhas de Rita Pimenta saltar para a net, a escolha desta semana vai para o livro “O Mundo num Segundo” , da Planeta Tangerina
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