

Como diria João Miguel Tavares da Bedeteca, Deve haver um poderoso anjo da guarda a velar pela mais famosa das obras de
Kenneth Grahame "O Vento nos Salgueiros".
Com 100 anos feitos em 2008 conta com inúmeras reedições, uma adaptação televisiva, feita entre 1984 e 1988, a qual deixou uma marca indelével a quem a seguiu nas aventuras dos quatro personagens principais. Adaptado também ao cinema em 1997, pela mão de Terry Jones é sem dúvida um
filme de referência não fosse ele contar com quase todo o elenco dos Monthy Python.
Chegou ao teatro e à
bd, através de
Michel PlessixHá muito que me apetecia pegar neste livro e quase como um teste na capacidade de concentração e maturidade do M. no que respeita a esta coisa de letras, e a propósito de um desenho animado na rtp2 em que o protagonista da história se depara com um livro sem imagens, tornou-se a nossa leitura da noite.
Sei que ainda não é um livro para ele, mas que pode ser uma espécie de novo prato, que se introduz paulatinamente. Que se aprende a gostar e a apreciar. Como se tratasse de um novo paladar. Cheio de palavras que ainda não fazem parte do seu léxico, o que deu direito a inúmeras interrupções, e ainda bem que assim o foi, sei que o interesse foi desperto. E para mim foi o mais importante.
Originalmente ilustrado por Ernest Howard Shepard, vale a pena ver o que se fez pelas mãos de
outros ilustradores nestes últimos 100 anos.
E já agora uma ida ao youtube com a pesquisa "
The wind in the Willows”
Esta edição “O vento nos salgueiros", de
Kenneth Grahame, com ilustrações originais de E.H.Shepard, é da
Tinta da China, 2007 , com tradução de Júlio Henriques.