
Já há muito tempo que este livro se encontrava na minha interminável lista de livros, mais ou menos organizada por nacionais e estrangeiros, mais ou menos organizada por importância, ou não, enfim há muito tempo que gostava de o ter nas mãos.
A boa surpresa chegou pelas mãos da Bruáa que trouxe para nós traduzido o trabalho de Menena Cottin uma mulher de mão cheia na sua qualidade de ilustradora-designer-escritora que conta ainda com ilustrações de Rosana Faría, também ela Venezuelana.
Um livro fascinante e ao mesmo tempo tão desafiador. Um livro que vem na altura certa cá para casa porque o Manel tem questionado tanto o não ver, a propósito dos cães que servem de guias. Com brincadeiras feitas no quarto às escuras sobre o que é “este” ou “outro” objecto, esta nova leitura trará sem dúvida um novo olhar para o mundo.
Um mundo de cores que têm sabores, que são suaves como penas e o toque das imagens que nos sugerem as formas. E a impressão é absolutamente fabulosa.
Um filme para ver e ouvir a “el loco juan carabina” tocado por Simón Díaz, acompanhado pela flauta de Luis Julio Toro
Tudo isto lembra-me a obra de JL Borges, mas particularmente um livro, “Uma história da leitura”, não dele, mas de Alberto Manguel, um escritor que em novo lia para JL Borges já cego.
