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5.15.2009

de amores




Não gosto de pensar que existem amores impossíveis, prefiro acreditar que há histórias de amor que podem e devem ser vividas.

O livro “Um Segredo do bosque”, editado pela OQO, foi usado pela Mafalda e pela Helena durante um workshop que ambas realizaram na Gulbenkian. O ruído de fundo fez-me perder não a essência da história, mas algumas palavras sentidas e sobretudo as lindíssimas ilustrações de Elena Odriozola, de uma tranquilidade tão própria.

Javier Sobrino reinventa um bosque cheio de segredos, que só os ventos, as árvores, as brumas sabem esconder. Segredos bons, segredos de amor. E a verdade é que o esquilo da história tem um segredo desses. Invadido por sensações estranhas, resolve contar aos outros animais. Desvendado o seu segredo, até porque era difícil guardá-lo por mais tempo já que “até o vento contou ao mar”. A paixão do esquilo era diferente das outras. Um pica-pau. O que só prova que não há amores impossíveis.

E ainda destas questões do coração, “Gary”, um filme de animação que também mostra que o desejo pode tornar-se realidade. Pode ser visto aqui

e para que não seja só para gente pequena-pequena, -até porque quando falo deles, falo para gente pequena-grande, - um para gente grande-grande.
Tem sido o meu livro de cabeceira e quase no final aconselho vivamente. Editado pela Teorema, London fields de Martin Amis.

5.08.2009

Poder ter uma estrela só nossa




Talvez não sejamos muito diferentes do rapazinho desta história e mesmo não o admitindo, quantas vezes olhámos para o céu e desabafamos com uma estrela, que achamos ser a nossa estrela.
A narrativa desenvolve-se na possibilidade deste rapazinho conseguir apanhar uma estrela só dele.
Num traço peculiar e um enredo muito próprio de Oliver Jeffers é no seu todo uma inspiração até para gente crescida. A possibilidade de cada um ter a sua própria estrela.

Ainda a propósito do mesmo autor a Orfeu juntamente com Diogo Martins da Companhia Evoé Teatro apresentam este fim-de-semana na feira do livro “O Incrível Rapaz que Comia Livros”




"How to Catch a Star", de Oliver Jeffers e editado pela Philomel Books do grupo Penguin

2.17.2009

in red




Vi este livro pela primeira vez aqui por altura das Palavras Andarilhas , ainda na sua língua matriz, escrito por Antonio R. Almodóvar e ilustrado por Marc Taeger, o mesmo ilustrador deste.

Resolvi esperar e passados dois anos, chega a Portugal. Com o prémio Daniel Gil para melhor álbum ilustrado de 2005. Recontada, ou reescrita segundo recolha na tradição oral, esta história rompe com todas as ideias feitas do que é o Capuchinho.

Em “A Verdadeira história do Capuchinho”, encontramos uma menina que afinal nem sequer jeito tem para a costura. A fama de gulosa e a sua extrema curiosidade são realçadas não só pelo texto como pela ilustração. As personagens quase vindas do universo infantil adquirem grande expressividade e a representação do Capuchinho surpreende em cada página. Uma delas quase nos faz lembrar as primeiras representações do Mickey ou mesmo algumas alusões ao Pinóquio.

2.11.2009

a aventurar





Como diria João Miguel Tavares da Bedeteca, Deve haver um poderoso anjo da guarda a velar pela mais famosa das obras de Kenneth Grahame "O Vento nos Salgueiros".

Com 100 anos feitos em 2008 conta com inúmeras reedições, uma adaptação televisiva, feita entre 1984 e 1988, a qual deixou uma marca indelével a quem a seguiu nas aventuras dos quatro personagens principais. Adaptado também ao cinema em 1997, pela mão de Terry Jones é sem dúvida um filme de referência não fosse ele contar com quase todo o elenco dos Monthy Python.
Chegou ao teatro e à bd, através de Michel Plessix

Há muito que me apetecia pegar neste livro e quase como um teste na capacidade de concentração e maturidade do M. no que respeita a esta coisa de letras, e a propósito de um desenho animado na rtp2 em que o protagonista da história se depara com um livro sem imagens, tornou-se a nossa leitura da noite.

Sei que ainda não é um livro para ele, mas que pode ser uma espécie de novo prato, que se introduz paulatinamente. Que se aprende a gostar e a apreciar. Como se tratasse de um novo paladar. Cheio de palavras que ainda não fazem parte do seu léxico, o que deu direito a inúmeras interrupções, e ainda bem que assim o foi, sei que o interesse foi desperto. E para mim foi o mais importante.

Originalmente ilustrado por Ernest Howard Shepard, vale a pena ver o que se fez pelas mãos de outros ilustradores nestes últimos 100 anos.
E já agora uma ida ao youtube com a pesquisa "The wind in the Willows

Esta edição “O vento nos salgueiros", de Kenneth Grahame, com ilustrações originais de E.H.Shepard, é da Tinta da China, 2007 , com tradução de Júlio Henriques.

1.14.2009

little red riding hood





Apesar da psicanálise ter atribuido a estas duas personagens (o lobo e o capuchinho) um carácter sexual tão forte, confesso, prefiro deixá-lo para um Eu teórico.
A beleza, a estética e a emotividade aliada a uma dada candura faz da história do capuchinho vermelho e dentro do universo dos irmãos Grimm uma das minhas preferidas.

lobos que me fascinam

meninos que se vestem de lobos em pele de cordeiro

revistas que os materializam

pessoas que os reinventam articulando-os ou simplesmente dando-lhes novas formas

e de livros diferentes

6.19.2008

a árvore das folhas A4





Baseado no livro «A árvore das folhas A-4», de Carles Cano e Carlos Otin, da Kalandraka, que narra a história de uma árvore que na Primavera resolveu vestir-se de folhas A-4, causando algum burburinho na floresta, afastando todos os animais, não todos, os pássaros esses permaneceram e deliciavam-se com as histórias que as folhas contavam entre si.

O workshop será acompanhado de uma árvore tri-dimensional, que representa a personagem desta narrativa. As crianças serão divididas em dois grupos, o pré-primário que vai ilustrar os pássaros que nela habitam e o primeiro ciclo que irá ilustrar as folhas A4. No final os trabalhos serão integrados na própria árvore

Este workshop não só pretende sensibilizar as crianças para o livro enquanto objecto artístico mas também para o importante património natural que a floresta integra, sobretudo no plano ambiental.

mais fotos aqui

6.01.2008

feira do livro




Com todo o corre, corre que foram as horas passadas na Texto, ou melhor na Leya, a ver amigos, amigos que não via há muito tempo, desconhecidos que se tornaram conhecidos, conhecidos que se tornaram amigos, crianças nossas, crianças dos outros, telefonemas com um desculpa mas não posso ir, desculpa estou atrasado ou ainda aí estás, mimos para mim e para ele, conversas alheias que nos fizeram rir.
E com este corre, corre restou pouco tempo para mim e para uma infindável lista de como agora é trend dizer de wishes. Sim faço listas numa tentativa organizada de o ser ou de me convencer que o sou, ou pelo menos que gostava de o ser.

Os escolhidos foram “coração de mãe”, Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina, porque saltei de Maria-rapaz para uma mãe-galinha.
A casinha de Chocolate” dos irmãos Grimm numa edição reinventada pela editora Kaladraka, com as fabulosas ilustrações de Pablo Auladell
O Rapaz Que Aprendeu a Voar, da D.Quixote, não só pelo texto de Alexandre Honrado, mas pelas ilustrações de José Miguel Ribeiro alguém que ainda gosta de sujar as mãos
Tratado do Esquecimento. De Marina Palácio, Edições Afrontamento, por ser uma espécie de caixa de Pandora

Faltou uma conversa menos fugaz com a Carla, uma ida à Tinta da China, Assírio & Alvim, Guimarães, Porto Editora, Guerra & Paz e à Relógio d’Água e à tenda dos fins de catálogo

5.27.2008

be it as if i were with you




"Perfumados prados do meu peito, /Colho as vossas folhas, escrevo, para melhor as estudar depois(...) Emblemáticas e caprichosas folhas, deixo-vos pois já não me são úteis,/ Sem rodeios direi o que tenho a dizer,/ Só a mim e aos companheiros hei-de cantar, jamais atenderei outra voz que não a sua,/ Despertarei ecos imortais em todos os estados do meu país,/ Aos amantes darei um exemplo que seja sempre forma e vontade(...)"

Cálamo, Whitman, Walt, capa Ilda David, Assírio & Alvim, 2ª edição Fevereiro de 1993

e porque tinha saudades de te ouvir (programa "Livros com Rumo")

5.15.2008

de Aquilino





Como acontece com o Livro de Marianinha escrito em 1962 e dedicado à neta, História do Coelho Pardinho que ficou sem rabo, publicado em 1936, dentro da obra “Arca de Noé, III Classe”, é inspirado pelo segundo filho de Aquilino Ribeiro e originalmente ilustrado por Jorge de Matos Chaves.

“Arca de Noé, III Classe”, é um conjunto de seis histórias que se reporta a toda a bicharada plebeia que embarca e aceita Noé como amo.
História do Coelho Pardinho que ficou sem rabo conta de uma forma divertida e imaginosa o porquê dos coelhos não terem cauda.

Reeditada pela Livraria Bertrand em 1962 e agora com ilustrações de Luís Filipe de Abreu, com a particularidade de levar o sinete do autor, uma águia desenhado por Leal da Câmara
e trabalhado pelo Mestre Arnaldo Malho, de quem Aquilino escreveu, fazia renda com o ferro.

História do Coelho Pardinho que ficou sem rabo, RIBEIRO, Aquilino, 1962, parte integrante da obra Arca de Noé, III Classe, págs 55 a 79 (versão original) ilustrações de Luis Filipe de Abreu e impresso por Impressa Portugal-Brasil para Livraria Bertrand

livros para folhear e comprar lookybook

5.07.2008

mulheres-mães




Maria Lamas inicia em 1947, a viagem por um Portugal ditatorial, e que pelo pormenor e realismo com que a autora escreve resultaria em três volumes fantásticos de escrita e fotografia, publicados entre Maio de 1948 e 15 de Abril de 1950, pela recém-criada Actuális, Lda.

Mulheres de norte a sul. Mulheres-camponesas, mulheres-operárias, mulheres-mães, mulheres-intelectuais, mulheres-artistas, mulheres-domésticas “com os seus trajes, os seus rostos marcados pelas agruras de um
trabalho pesado e pela falta de condições de vida. (...) fala-nos da vida das mulheres não só da sua resistência, mas da sua combatividade.”

reedição LAMAS, Maria, As mulheres do meu país, Lisboa, Caminho, Setembro de 2002

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