Mostrar mensagens com a etiqueta Rute Reimão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rute Reimão. Mostrar todas as mensagens

1.06.2014

trabalho e uma casa nova



os últimos dias têm sido agarrados não ao estirador, mas à mesa da cozinha. primeiro por necessidade porque o meu atelier fica fora de casa e um mau isolamento de um terraço provocou umas quantas goteiras no tecto.

viver apaixonada por casas antigas, cheias de história e de estórias também tem o seu lado menos bom.

a nossa casa é do século XIX assentada em detalhes do século XIII e XIV.

o lado bom de me ter instalado na cozinha é porque tenho sempre a chaleira à mão.

de volta dos papeis a minha ligação ao mundo tem sido feito via telefone e o computador tem ficado esquecido. mas ao desenhar esta família trouxe-me à memória esta outra família, esta outra casa e esta revista que tanto gosto.



com o meu trabalho cada vez mais em Lisboa, o regresso a casa torna-se cada vez mais real.

o M. pede uma casa nova de paredes brancas.

de paredes brancas, mas enamorada por estes móveis.

a ilustração final mostrarei quando a revista Pais e Filhos sair.

de coração



a M. fez um ano e é filha de uma geração que está entre mim e os pais dela.

a M. é prova que o tempo corre, que se nasce, que se cresce, que se muda.
de gostos, de vontades.
amigos que se perdem e outros que se ganham.

a M. é sem dúvida prova que há amizades para a vida.

obrigada Ana e João


1.02.2014

mãe é casa


 

já tinha falado deste livro aqui e apesar de não ter sido um presente de Natal nós fizemos com que fosse.

há uns dias que o passeamos pela casa porque sabe bem tocar nas imagens e o cheiro ainda não se confunde com os de outras tantas páginas.

as ilustrações transportam-nos no tempo.

"mãe é casa redonda, macia e andante."

consciente da decisão não frequentei aulas pré-parto, não andei a mudar fraldas a bonecos, já o tinha feito em pequena, mas li, li muito e esperei que a natureza cumprisse a sua função.

"Pôs-me neste mundo,
nu, pequeno e terno"

a tua natureza apressada fez-te nascer às 38 semanas, com 3,400kg, 51 cm e duas horas de parto.

por decisão minha não levei epidural. doeu. sim, muito, mas no minuto a seguir a dor desapareceu e deu lugar à contemplação.

às vezes pergunto-me num tom pequenino, se tivesse levado 10 e 12 horas de parto se teria mantido a mesma decisão.


"dá-me o seu peito de leite materno"

 

e orgulhosa de ter abraçado este projecto

e por falar em contemplação este grande projecto da fotógrafa Jenny Lewis, one day young



12.31.2013

Ulysses por Ullysses

a compra deste livro foi uma agradável surpresa. no natal ofereceram um livro da série Ulysses Moore ao Manuel, mas porque os olhos dele já tinham "passado" por todos os livros publicados lá fui eu à Fnac com o talão de troca.

num primeiro instante arrependi-me de ter entrado, na recente, Fnac das Amoreiras, é pequena, o que podia não ser de todo mau, mas é pobre. a secção infantil é quase inexistente, mas no momento em que me preparava para desistir o nome de Joyce apareceu.

desconhecia por completo que James Joyce algum dia teria escrito para crianças, mas depois de dar uma breve vista de olhos resolvi trazer.

houve quem brincasse comigo que troquei um Ulysses por outro.

este livro existe porque esta história em particular foi escrita para o seu neto, Stephen Joyce, a 10 de agosto de 1936.

no início era apenas uma carta, mas acabou por ser publicada em “Cartas de James Joyce”, em 1957.
uma simples carta de um avô para um neto transformou-se num livro para crianças e a primeira edição é de 1964 e ilustrada por Richard Erdoes.(1912-2008)

em 1981 a Schoken Books com a mão de Roger Blanchon lança a segunda edição deste livro.



a nossa edição foi originalmente publicada em 2005 por uma editora croata que conta com as fabulosas ilustrações de Tomislav Torjanac, mas que chega a Portugal apenas em 2013 pelas mãos da Nova Vega.

claro eu sinto-me dividida entre estas ilustrações e as de Richard Erdoes.

"o gato e o diabo" é uma mistura incongruente, mas deliciosa entre o humor irlandês e as tradições populares francesas e conta-nos como uma ponte foi construída apenas em uma noite sob um pacto entre o diabo e o "presidente da câmara".

esta ponte sobre o rio Loire existe e apesar de se poder duvidar da veracidade da história ainda hoje se pode caminhar e brincar sobre ela.

a lenda conta que em troca do diabo construir a ponte em uma noite a primeira alma a passar por ela seria-lhe entregue.

após a conclusão da ponte ninguém se atreveu a passar e o presidente enviou um gato para o outro lado da ponte cumprindo a sua parte do acordo.

apesar de ter cumprido a sua parte do trato, o diabo sentiu-se defraudado pois esperava uma alma humana.
mas como um verdadeiro cavalheiro retira-se elegantemente.


Joyce escreve num discurso directo avô-neto, mas no fim não resiste a um jogo de palavras e auto referência.

na versão original Richard Erdoes também não resiste e retrata-se na cena final da ponte onde diz que a "ponte ainda lá está e há sempre meninos a brincar..."

que o próximo ano venha carregado de saúde para continuarmos a ler deliciosas histórias.
nós vamos fazer as malas e vamos a casa mais uns dias

12.30.2013

ano novo



em jeito de desejo de um novo ano, fica aqui aquilo que sei fazer de melhor, ou pelo menos tento.

ainda à espera de aprovação para este álbum de bebés fica a pena de não ter tido um assim para o Manuel.
não porque ache que as ilustrações sejam melhores, mas porque sinto que é um álbum feito com o coração de mãe.

hoje uma pessoa amiga identificou-me num texto de Carlos Drummond de Andrade e na sua "Receita de Ano Novo", fica o final

"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. "

No meu caso espera há demasiado tempo. que venha ele 

12.28.2013

Depois do Natal (II)

Depois do Natal invariavelmente vem este livro 

porque nos sabe sempre bem
"Depois do Natal, a Senhora Guiomar aprendeu
a tricotar"
Eu gostava de acabar esta manta que comecei em 2011
"Depois do Natal a fábrica de chocolate reabriu
as suas portas"
E nós estamos desejosos de estrear as formas
que a Luisa Fragoso nos ofereceu.
Serão estreadas para uma menina que vai fazer
17 anos e que será sempre pequenina
"Depois do Natal, Manu plantou quatro rosas
no seu jardinzito"
Eu vou esperar por novos dias para gozar
o presente do Duarte
"Logo depois do Natal, a Verónica comprou
um lindo guarda-chuva na feira da ladra"
O meu novo guarda-chuva leva-me para junto de ti
"Depois do Natal..."
...há mais livros para ele nós ler lermos
"Depois do Natal, tudo é um pouco estranho"
Fazes-me falta

12.09.2013

é tempo de ajudaris


chegou a tempo do Natal, mas não seria preciso esta época para nos lembrar que existem muitos e muitos meninos que precisam da nossa ajuda.

A Ajudaris é uma associação sem fins lucrativos e actua no combate à pobreza e à exclusão social.

A este projeto juntaram-se quase 5000 pessoas, entre os quais cerca de 100 ilustradores. Custa apenas 5 euros e todas as receitas provenientes da venda deste livro revertem para este fim. Vamos ajudar estas crianças.
A Ajudaris aceita encomendas online através do mail comunicacao@ajudaris.org e pelos telefones 222 013 159  ou 936 847 206.

11.28.2013

only for grown ups

da minha experiência em trabalhar com adultos é saber que as dificuldades que sentem são na sua maioria as mesmas que as crianças sentem.

não sei. não consigo. são as palavras que não quero ouvir.

acredito que se pusermos de parte o medo de falhar será um grande passo para a satisfação pessoal.

pede-se só que levem as vossas tesouras...

11.14.2013

ajudaris




porque acredito em projectos.porque acredito que há pessoas que verdadeiramente se importam.

não é primeira vez que faço ilustrações a custo zero. também não é a primeira vez que ofereço ilustrações só pelo puro prazer de ver um sorriso do outro lado.

a terceira imagem tem dois propósitos: Helena a minha mesa de trabalho é bem mais confusa do que a tua, o segundo é perceber que há coisas tão pequenas e que nos fazem tanta falta

11.06.2013

pantone 485C

se desisto de ti perco-me

as malas são da bainha de copas. obrigada

a folha é da escola do M.

e uma calma sufocante.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...