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7.14.2015

a repetir até o verão ir embora

há muito que não falava em restaurantes e o prazer que é para mim comer, o que à partida parece incompatível com quem por norma come muito pouco, mas a verdade é que gosto de comer bem e como muito com os olhos.

A Cevicheria foi um dos últimos espaços que fomos degustar e ao contrário de O Talho que é para mim um restaurante de inverno, (com um talho magnífico), ambos do chef  Kiko Martins, o primeiro é sem dúvida um restaurante de verão, não só pela comida como pelo ambiente.

um espaço que conta com apenas 40 lugares e que não aceita reservas, por essa razão se a vontade for grande há que ter paciência ou ir almoçar tarde que foi o nosso caso.

a luz de Lisboa invade este espaço dando-lhe uma vida muito própria.

não sei se é de origem, e se for ainda bem, é a presença do tão bonito mosaico hidráulico

e o que se come?  tudo o que há de melhor na cozinha peruana com um toque de experimentalismo que já sentíamos n'O Talho.

uma boa surpresa foi a manteiga com tinta de choco e um dip de tomate com azeitona acompanhado de um pão de milho feito no restaurante e de um pão branco torrado, mas a estrela neste acompanhamento é o milho peruano que se chama cancha, ligeiramente tostado e servido com sal. trata-se de um milho maior do que o nosso, menos rijo e com um sabor também diferente.

como prato principal o quinoto do mar (quinoa, camarão, berbigão, mexilhão, peixe branco, algas, espuma de ostras e kombu)


podia ter terminado a refeição aqui, mas a gula fez-nos experimentar duas sobremesas e para quem não come muito e não gosta muito de doces revelaram-se um excesso...

deliciosas e bonitas, mas muito doces

uma refeição regada a água (sim, é verdade) e um copo de pico sour, um cocktail feito com aguardente do Peru, sumo de lima, clara de ovo, xarope de açúcar, gelo e especiarias.

brulée de quinoa doce, goiabada e espuma de goiaba

fruta em texturas, natural, crocante, marinada, gelificada e granizada.

9.25.2014

2 semanas de balanço

as últimas semanas têm sido de adaptação, mais do que a novos espaços, a novos horários. conciliar os meus, que aumentaram, aos dele, significa na maioria dos dias viagens sucessivas de um lado para o outro em compassos de espera de ambas as partes.

para os amigos que querem muito saber como está o M. na nova escola, posso dizer que no segundo dia já havia da parte dele "os meus melhores amigos", o que não significa que tenha esquecido os que deixou aí, até porque mantém diálogos diários com os mesmos via internet.

já houve "excelentes" em trabalhos e a grande mais valia é ser uma escola que prima pela interculturalidade, que estimula valores como o da cidadania, paz, igualdade, tolerância e educação multicultural. uma escola que se quer integradora, equitativa, justa, responsável e solidária.
uma escola que exige responsabilidade por parte deles e se o caso justificar o encarregado de educação recebe uma mensagem no segundo a seguir a algum incidente.

as aulas de música são agora numa nova escola , com um horário bastante mais alargado: 1H30 de formação musical (La chanson du sommeil, de Gurlitt), 1H30 de coro, com Schubert e ainda as aulas de piano com uma professora búlgara e com a particularidade de ter as mãos tapadas e só poder olhar para a partitura.

o entusiasmo tem sido grande porque tanto na escola como na música acompanha com dois grandes amigos.

para além dos ateliês e do livro que se está a estender por muito tempo, procuro retomar os hábitos dos bons sítios.

do estômago, recomendo o Talho de Kiko Martins com a alheira envolta em massa kadaif e a "bomba" de chocolate com gelado de azeite.

uma ida ao sempre acolhedor e simpático Boteco da Linha.


e ainda dois almoços no Lost in, sempre em boa companhia.



o bom é que há sempre colo, mesmo para assuntos sérios.

temos procurado manter outras rotinas como ter sempre flores em casa.


e ainda somos mimados pela florista porque simpatizou connosco.

em casa já apetece andar calçada, mas sem meias e os pés já foram arranjados com nova cor, um prazer que não dispenso mesmo no tempo frio.


um post demasiado longo e com muitas coisas ainda por contar, mas é essencialmente um mimo para os amigos que deixei aí.

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