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6.02.2009

a ler





Sinto que para tudo na vida precisamos de ter pessoas excepcionais por trás, que nos conquistem, que nos ensinem a olhar. A olhar mesmo.
Uma das coisa que agradeço é ter havido pessoas na minha vida que me ensinaram a ler. Estar rodeada de livros e tintas foi muito importante para a minha formação, mais do que formação artística, a minha formação enquanto indivíduo.

Já não me lembro de começar livros, mas sim de os acabar, pena que o tempo não dê para tudo. E é a propósito de tempo ou da falta dele que transcrevo esta metáfora que Pepetela faz no seu livro “O Planalto e a Estepe”, - editado pela D. Quixote -, “O tempo é um atleta batoteiro, toma drogas proibidas, corre mais que todos. E quanto o mais quisermos agarrar, porque resta pouco, mais ele corre. O tempo goza com a nossa estúpida vaidade…”

O novo livro da Bruaá “O ponto”, além do simples prazer da leitura, traz aquilo que falei no início, a necessidade de termos nem que seja de passagem pessoas extraordinárias nas nossas vidas.

A professora que consegue transpor a barreira do “Eu não sei desenhar”, imposto por aquela criança é a professora que todos queremos para os nossos filhos. E não se reporta só ao desenho, mas a tudo na vida.
Há pouco tempo e à conversa com Miguel Horta ele contava a história de um menino que só desenhava aviões e a professora queixava-se disso. O problema não estava na criança, mas na inabilidade de ela lhe mostrar que ele o podia fazer, mas de tantas maneiras diferentes, como a personagem de Peter Reynolds que reinventa um ponto vezes sem conta.

Por último um texto que vale a pena ler, assinado por Francisco Vale no blogue da Relógio d’Água, porque eu também não me identifico com livros que são a meu ver receitas ou fórmulas de escrita.

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