que temos nos programa e fomos ver à Gulbenkian, "Fernando Pessoa, plural como o universo"
A exposição foi criada originalmente para o
Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, numa colaboração com a Fundação Roberto Marinho. Uma exposição que ganhou muito com
este novo espaço, onde ao contrário do Rio de Janeiro, onde também esteve patente,
aqui, foi possível a realização da concepção cenográfica na íntegra.
Uma exposição montada, toda ela, num ambiente interactivo, mas que não deixa de lado a pessoa que é Pessoa, com os seus manuscritos, pequenos apontamentos, blocos de notas. De uma caligrafia invejável e de um método de trabalho revelador desta multiplicidade de Pessoas.
O
famoso quadro de Almada Negreiros, K4, o quadrado azul e a
arca de madeira onde foram encontrados mais de 25 mil páginas de manuscritos, estão ali a menos de um metro de distância, capazes de nos engolirem e sufocarem na sua grandeza.
Ao Manel, e por não ser uma exposição fácil, muito pela complexidade de Pessoa, pedi-lhe que fixasse o quadro de
Eduardo Viana, K4, o quadrado azul, porque em casa lhe mostraria uma
edição fac-similada do famoso folheto satírico editado em 1917 por Almada Negreiros.
A quem for ver, como diria Fernando Pessoa, que possa sair dali, indisciplinado, o homem que se definiu como um "indisciplinador de almas"
Com o Manel cumpriu-se um ritual que mantive com os meus sobrinhos enquanto eram pequenos, que é o prazer de dar pão aos patos.