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9.30.2014

do Alentejo

este fim de semana regressámos ao Alentejo e confesso que na bagagem carregava uma boa dose de ansiedade.

como é que iria encontrar a casa, as pessoas, como é que conseguiria gerir uma infinidade de pensamentos que me têm acompanhado nestes últimos meses.

adiei a chegada à casa que habitei nos últimos 14 anos, deixei-me prender na conversa com amigos que fiz questão em rever.

surpreendentemente a casa tinha o meu cheiro e estranhamente senti-me no meu espaço, apesar de algumas coisas já terem sido arrumadas...

voltámos a sítios onde fui feliz


não sei se pela chuva que ameaçava cair, a Feira de Estremoz estava tristemente despida dos seus comerciantes.

faltou-nos um espelho bonito para cumprir uma tradição.

e ainda encontrámos cenas mais ou menos caricatas que nos fez soltar uma gargalhada.

regressámos ainda à Taberna do Adro, quatro anos desde a última vez, dez anos depois do M. ter nascido, (claro que pediu para ver novamente o livro da casa, onde já havia referências a ele), 15 anos depois de estar contigo e 17 quando a descobri.



regressei com duas grandes certezas, por muito que haja coisas que me encantem, eu não sou dali.

e que há pessoas que não valem um caracol e que mesmo em sítios pequenos não temos de ser obrigados a privar com elas a não ser que no fundo seja essa a nossa vontade...

2.28.2014

o tomilho traz com ele o teu cheiro

há cerca de 15 dias consegui fugir da mesa de trabalho e dar um pulo a Estremoz.

quem me acompanha ao longo destes anos vai pensar que retomei as nossas idas à feira de velharias, mas infelizmente não.

a inauguração da exposição de um amigo foi o motivo da minha deslocação e já a desoras para poder perder-me no mercado do Rossio.

acho mesmo que o Manuel cresceu em frente dos espelhos de um ou outro comerciante.

um dia destes vou reunir todas essas fotos em jeito de planta a florescer e nesse dia vou cobrir-te de flores.

e é de coração e de flores que o amor é feito.

"O amor é cego" é uma das peças mais emblemáticas da barrística popular estremocense.

setas certeiras atingem o vulnerável coração desta rapariga de olhos vendados, que carrega com ela um sorriso e flores.

apesar dos famosos barristas actuais como as irmãs Flores e os irmãos Ginjas, terem a sua interpretação da mesma, é por esta do século XIX que eu me enamoro.

o tempo deu-lhe a patine necessária para perceber que o amor é verdadeiro. (adquirida a Emídio Viana em 1929).

no Rossio ou dentro de museus, olho para ti e vejo o nosso crescimento.



e hoje o tomilho-limão que me trouxeste tinha um visitante, provavelmente também ele inebriado pelo teu cheiro.



uma nota
apesar do que eu queria ser tomilho laranja vale a pena visitar este espaço

2.15.2014

Malý princ

há poucos meses falava no modo como nos são servidos determinados pratos. não estava a falar em nenhuma iguaria gastronómica, mas sim de livros e especificamente neste livro.

em boa verdade, os livros e a comida têm para mim sabores muito especiais e dificilmente passaria sem os dois.

depois há presentes que me deixam com o coração para lá do céu e com a inquietação de querer saber mais.

Malý princ é o nome em eslovaco para a obra O Principezinho, de Antoine Saint-Exupéry.

editado em 1995 pela editora Mladé Letá após a "separação de veludo" da Checoslováquia, e com sede em Bratislava.

não tinha como ambição saber muito mais, mas confesso que fiquei intrigada que em 95 páginas apenas três tenham notas de tradução, sem sequer serem seguidas.

persiste a dúvida se essas notas foram retiradas de uma qualquer tradução para português ou se um apaixonado pela língua o quis fazer. e o porquê daquelas três páginas.



no entanto olho para cada página e sou embalada pelos seus caracteres, numa espécie de música.

fica o azul da capa.
extenso, lembrando o Danúbio.

e Strauss




espero não desenvolver com este livro uma obsessão que tenho com Cartas A Um Jovem Poeta de Rainer Maria Rilke, do qual tenho inúmeras edições.  

1.31.2014

nem tudo é trabalho

acredito que depois da tempestade vêm tempos bons. os dias saltitam entre viagens para ateliês e viagens para um monte infindável de papéis, tesouras e cola.

faço uma ginástica para tapar todos os buracos, sei que não consigo. tenho mails atrasados. trabalhados pendurados, que espero colocar em ordem rapidamente.

deixei para trás o ritual dos sábados de manhã na feira de Estremoz, que funcionava como um bálsamo para a alma e para o estômago.

nesta permanência pelo Alentejo, e ao contrário de alguns amigos, não me aventurei pelas hortícolas. Cultivei um canto de aromáticas, até ao dia em que chegou um cão a casa.

o que gosto dos mercados são os cheiros, a cor, poder trocar saberes, que no meu caso é mais absorver. ter um cabaz à porta era uma ideia que só satisfazia o meu lado burguês.
veio o primeiro, numa caixa de cartão com uma apresentação irrepreensível. sempre que olhava, e ainda sem saber o que continha,  era assaltada por este livro de Antoinette Portis

Não é uma caixa! são mimos escolhidos a dedo.
hoje chegou a segunda caixa. mudaram cores e sabores.

A Vale do Mestre está de parabéns, tanto que fiz questão em falar com eles.



e porque nem tudo é trabalho, uma noite que juntou muitas coisas boas. e uma agradável surpresa, o Vale do Mestre no Descobre.

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