Entre 1916 e 1925 Paul Klee, pintor
e poeta suíço (1879-1940), fez cerca de 50 fantoches para o seu filho Felix,
dos quais 30 ainda existem. Estes fantoches são um contraponto ao seu trabalho
como pintor.
Klee recorria a materiais como tomadas, escovas, ossos e até cascas de nozes para executar as cabeças destes fantoches. Bonecos despretensiosos, alguns até grotescos, mas onde se sente o cunho dadaísta e até da escola Bauhaus, less is more . Os primeiros são inspirados no famoso Kasperl, mas aos poucos, Paul Klee cria magnificas personagens com nomes e caraterísticas únicas como o “Barbeiro de Bagdá”, o “Palhaço Orelhudo” ou o “Esquimó de Cabelos Brancos”.
As primeiras roupas foram executadas por Sasha Morgenthaler (1893-1975), a famosa criadora de bonecas que receberam o seu nome (Sasha Dolls). Originalmente estas bonecas eram produzidas uma a uma, e só mais tarde em série, mas o seu grande objetivo ao criar estas bonecas (rapariga, rapaz ou bebé) era transmitir o olhar, o movimento e a inocência das crianças. Com o tempo Paul Klee acaba por assumir esta tarefa sozinho.
Este livro publicado por Hatje Cantz.
Ainda de nozes. Lembro-me da minha mãe abrir cuidadosamente algumas nozes e colocar uma nota dobrada em pedaços mil, para depois voltar a fechá-las, “metade inteira chora de felicidade”.



