![]() |
| Desde sempre que toda a gente lhe dizia que era filho da chuva. |
![]() |
| e à noite, batia com gentileza na janela para ajudá-lo a adormecer. |
![]() |
| E todos os outonos, a mãe chegava entusiasmada, parecia ela uma menina,
e encontrava o filho mais crescido...
|
![]() |
| Nessa noite, sozinha, a mãe ficou tão triste que começou a nevar. |
![]() |
| e, mais uma vez, o filho sentiu falta da mãe e ficou triste |
há alturas em que gostava que o dia tivesse mais horas.
há alturas do ano em que tudo acontece.
dezembro não é só natal. é anos de muita gente que trago no coração. e não há tempo para tudo
a mãe que chovia é um dos muitos livros que eu já tinha falado na página do DA, mas que por falta de tempo não veio para o blog.
surge agora porque o R. falou-me da estreia numa adaptação para narrador e ensemble, amanhã dia 8 no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz. Composto por Pedro Louzeiro sobre a obra de José Luís Peixoto.
uma prova dura de amor. filho da chuva, vê-se obrigado a aprender a partilhar com o mundo aquilo que tem de mais importante, - o amor materno.
um livro desarmante. num livre jogo de imaginação, carregado de metáforas, a linguagem poética surge naturalmente.
vamos tentar ir...





