Falei pela primeira com a Margarida em 2008 no Auditório Augusto Cabrita, num encontro de ilustradores. Já era a Margarida que eu revi no sábado, apaixonada pelo que faz, vibrante, que nos envolve nas palavras e nas vivências.
Lembro-me de ter recebido um mail onde a Margarida se despedia, dizendo que iria estar fora por uns tempos. Na altura e quem já seguia o seu trabalho sentiu uma espécie de perda. Hoje sabemos que não. Voltou uma Margarida mais forte, na mala e no coração vivências e afectos que só a ouvindo falar nos damos conta.
Fui ouvi-la no sábado, tantas histórias que ficaram por contar e que se percebe tão bem que ela ficaria ali perdida no espaço e no tempo a recordá-las.
Destes meses fora, correu continentes, ganhou amigos e enriqueceu o seu trabalho.
“EVA é a história documental de duas culturas que poderão ter mais coisas em comum do que à partida se imagina. Eva ou Evas… uma menina que vive na EUROPA, num país que poderá ser PORTUGAL, e outra menina que vive em ÁFRICA, num país que poderá ser MOÇAMBIQUE, iniciam em lados opostos do livro uma viagem para o encontro! Eva é um livro que celebra a diversidade e a pluralidade do mundo com os seus encontros e desencontros. Eva é também um livro que apresenta uma expressão visual desafiante para o leitor.”
Haviam muitas histórias que me apeteciam reproduzir aqui, mas ficariam muito longe do modo como a Margarida as contou. A EVA africana é uma menina que se chama Lina e que esteve quase até ao último minuto sem rosto. “As fotos estavam más, pixelizadas, desfocadas, mas tinha de ser ela” e conseguiu.
Quase, quase nas livrarias e mais fotos aqui

