eu saltito de tema, mas dou por mim sempre com a necessidade de acrescentar mais a determinados posts.
já tinha dito que aquilo que mais gostei na Ilustrarte deste ano foi a exposição de Chiara Carrer. gosto do trabalho dela. extremamente plástica.
é bom continuar a encontrar gente que gosta de sujar as mãos.
de toda a exposição, saltaram muitos livros para a minha lista, houve um que teve um particular impacto. não pelo traço que é magnífico, mas pelo tema que sempre gerou em mim uma dualidade de sentimentos.
nunca me imaginei como saltimbanco. preciso de criar raízes para a minha sobrevivência.
mas gosto das personagens e das histórias que cada uma carrega.
não gosto de ir ao circo. em boa verdade fui duas vezes.
a primeira não conta porque era umamiúda tia de 12 ou 13 anos que lhe confiaram o sobrinho de 7 ou 8 em pleno Campo Pequeno. (nos dias de hoje acho que era impensável)
dessa ida só me lembro de duas coisas o medo de perder o miúdo de vista e dos leões que teimavam em usar a arena como um bacio gigante.
chegou para mim. disse nunca mais.
aprendi anos depois que nunca digas nunca.
e lá estava eu com o M. num circo não o Chen, mas num circo de província.
sim foi o espectáculo mais deprimente que vi em toda a minha vida.
os leões não fizeram cocó na arena, porque não havia leões.
os leões foram substituídos por 6 caniches de cor incerta de tão sujos que estavam.
não havia meninas no trapézio, nem malabaristas ágeis. havia dois ou três personagens que alternavam os números entre si.
sinto-me a quarta personagem, da terceira fila a contar da esquerda para a direita.
chegou para mim. voltei a dizer nunca mais.
para mim circo é o grande livro de David Toscana, Santa Maria do Circo.
para mim circo são estes objectos
e não podia esquecer-me do vídeo dos The Soaked lamb de que faz parte o meu amigo Afonso, Palhaços.
já tinha dito que aquilo que mais gostei na Ilustrarte deste ano foi a exposição de Chiara Carrer. gosto do trabalho dela. extremamente plástica.
é bom continuar a encontrar gente que gosta de sujar as mãos.
de toda a exposição, saltaram muitos livros para a minha lista, houve um que teve um particular impacto. não pelo traço que é magnífico, mas pelo tema que sempre gerou em mim uma dualidade de sentimentos.
nunca me imaginei como saltimbanco. preciso de criar raízes para a minha sobrevivência.
mas gosto das personagens e das histórias que cada uma carrega.
não gosto de ir ao circo. em boa verdade fui duas vezes.
a primeira não conta porque era uma
dessa ida só me lembro de duas coisas o medo de perder o miúdo de vista e dos leões que teimavam em usar a arena como um bacio gigante.
chegou para mim. disse nunca mais.
aprendi anos depois que nunca digas nunca.
e lá estava eu com o M. num circo não o Chen, mas num circo de província.
sim foi o espectáculo mais deprimente que vi em toda a minha vida.
os leões não fizeram cocó na arena, porque não havia leões.
os leões foram substituídos por 6 caniches de cor incerta de tão sujos que estavam.
não havia meninas no trapézio, nem malabaristas ágeis. havia dois ou três personagens que alternavam os números entre si.
sinto-me a quarta personagem, da terceira fila a contar da esquerda para a direita.
chegou para mim. voltei a dizer nunca mais.
para mim circo é o grande livro de David Toscana, Santa Maria do Circo.
para mim circo são estes objectos
e não podia esquecer-me do vídeo dos The Soaked lamb de que faz parte o meu amigo Afonso, Palhaços.




