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11.06.2013

how to...





quatro anos falava deste livro, ainda em inglês e comprado aqui. volta agora a este blog por dois grandes motivos.

primeiro para dar os parabéns à Orfeu Negro que tem trazido para Portugal grande parte da obra deste magnífico autor, Oliver Jeffers.

segundo porque ontem, ao escrever a página infantil do DA, que vive essencialmente de imagens, senti algum orgulho por nunca ter sugerido um livro que me fosse impingido por uma editora. claro para o prejuízo da minha bolsa e até para o prejuízo de pequenos leitores que podiam beneficiar de uma oferta (caso que já aconteceu com Arturo, da Bruáa, em que foi oferecido a um leitor).

"como apanhar uma estrela" fala-nos de um rapazinho que adorava estrelas. todas as noites ao olhar para o céu, sonhava e desejava poder ter uma só para ele. poder tê-la como sua amiga. brincar às escondidas e dar longos passeios. um dia decidiu apanhar uma. o melhor plano era apanhá-la de manhã, pois por essa hora ela estaria cansada por ter estado toda a noite acordada. no dia seguinte o sol já ia alto e, não havia nenhuma estrela no céu. esperou. esperou e esperou. fez de tudo e nada parecia surtir efeito. até que um dia num passeio pela praia o pequeno rapaz conseguiu realizar o seu sonho, uma estrela só para ele.

por estes dias vimos este (versão original) na livraria Barata, mas gostava de ver em breve este e este editados pela Orfeu.

o mundo de Oliver Jeffers

2.10.2012

saborear






Para quem me segue de perto, sabe que entre muitas coisas que vou mostrando tanto no blog, como no flickr, escrevo há um ano uma página semanal para o DA com dicas para os mais pequenos.
Confesso que dou por mim a pensar se a página não estará mais virada para os pais, educadores ou simples curiosos. Escrever para crianças, não é pêra fácil. E o processo das escolhas também não fica atrás.
Entre dicas e jogos, surge sempre um livro, que gera em mim alguma angustia.
A primeira e mais relevante é a qualidade do livro, se é ou não novidade, confesso que não tem sido critério, embora torne a escolha mais fácil.
A verdade é que se traduz num arrombo orçamental, sim porque os livros que são sugeridos fazem parte e ainda bem da minha biblioteca pessoal, só porque não sei pedinchar às editoras.

Mas esta conversa é essencialmente para sugerir um livro que apesar de já ter saído no DA há bastante tempo, só agora me permiti saboreá-lo com o devido valor.

“Esqueci-me como se chama" do escritor russo Daniil Harms, nascido em 1905, considerado um dos grandes escritores e dramaturgos da história da literatura russa, morreu de fome, esquecido, aos trinta e sete anos numa prisão de Leninegrado. 
Pertence à última geração dos grandes vanguardistas russos que ainda ousaram exprimir-se com liberdade e ironia. Os seus manuscritos foram recuperados de entre os destroços da casa bombardeada, durante o cerco nazi a Leninegrado. 

“Estou interessado apenas no nonsense. Só naquilo que não tem qualquer sentido prático. Estou interessado na vida apenas na sua manifestação absurda”, afirmou Harms.

A verdade é que voltou a ser o "nosso" livro de mesa de cabeceira e garanto-vos que apesar de querer que o Manel adormeça é impossível não soltar umas boas gargalhadas e deliciarmos-nos com as histórias. Aos meus amigos aconselho que comprem mesmo que não haja uma criança por perto.

Com ilustrações de Gonçalo Viana e editado pela Bruáa. O vídeo é do lançamento do livro na livraria Cabeçudos e pelas expressões percebem que vale mesmo a pena ler.



Traduzido, a Assírio tem "A Velha e Outras Histórias"
"Crónicas da Razão Louca" da Hiena Editora.

6.02.2009

a ler





Sinto que para tudo na vida precisamos de ter pessoas excepcionais por trás, que nos conquistem, que nos ensinem a olhar. A olhar mesmo.
Uma das coisa que agradeço é ter havido pessoas na minha vida que me ensinaram a ler. Estar rodeada de livros e tintas foi muito importante para a minha formação, mais do que formação artística, a minha formação enquanto indivíduo.

Já não me lembro de começar livros, mas sim de os acabar, pena que o tempo não dê para tudo. E é a propósito de tempo ou da falta dele que transcrevo esta metáfora que Pepetela faz no seu livro “O Planalto e a Estepe”, - editado pela D. Quixote -, “O tempo é um atleta batoteiro, toma drogas proibidas, corre mais que todos. E quanto o mais quisermos agarrar, porque resta pouco, mais ele corre. O tempo goza com a nossa estúpida vaidade…”

O novo livro da Bruaá “O ponto”, além do simples prazer da leitura, traz aquilo que falei no início, a necessidade de termos nem que seja de passagem pessoas extraordinárias nas nossas vidas.

A professora que consegue transpor a barreira do “Eu não sei desenhar”, imposto por aquela criança é a professora que todos queremos para os nossos filhos. E não se reporta só ao desenho, mas a tudo na vida.
Há pouco tempo e à conversa com Miguel Horta ele contava a história de um menino que só desenhava aviões e a professora queixava-se disso. O problema não estava na criança, mas na inabilidade de ela lhe mostrar que ele o podia fazer, mas de tantas maneiras diferentes, como a personagem de Peter Reynolds que reinventa um ponto vezes sem conta.

Por último um texto que vale a pena ler, assinado por Francisco Vale no blogue da Relógio d’Água, porque eu também não me identifico com livros que são a meu ver receitas ou fórmulas de escrita.

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