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3.24.2015

Herberto Helder

1930-2015


(...)
Ouvi dizer (...)

Os mortos devem ser puros.
Ouvi dizer que respiram.
Correm pelo orvalho dentro, e depois
estendem-se. Ajudam os vivos.
São doces equivalências, luzes. ideias puras.
Vejo que a morte é como romper uma palavra e passar

_ a morte é passar, como rompendo uma palavra,
através da porta,
para uma nova palavra. E vejo
o mesmo ritmo geral. Como morte e ressurreição
através das portas de outros corpos.
Como uma qualidade ardente de uma coisa para
outra coisa, como os dedos passam fogo
à criação inteira, e o pensamento
pára e escurece

_como no meio do orvalho o amor é total.
Havia um homem que ficou deitado
como uma flecha na fantasia.
A sua água era antiga. Estava
tão morto que vivia unicamente.
Dentro dele batiam as portas, e ele corria´
pelas portas dentro, de dia, de noite.
Passava para todos os corpos.
Como em alegria, batia os olhos das ervas

que fixam estas coisas puras.
Renascia


in Ofício Cantante, Assírio & Alvim


Torcato, ganhaste um teu amigo para grandes conversas e cigarradas, onde quer que estejam. 

10.12.2014

também se vive de pão e de muitas letras

uma das grandes conquistas em regressar à cidade foi um acesso mais facilitado a uma série de revistas de que tanto gosto, e confesso que não sou compradora de muitas.

juntar essas leituras a uma das esplanadas mais simpáticas da Av. de Roma, talvez porque tem um jardim enorme e jazz como música de fundo, posso assegurar que se trata de "ouro sobre azul".

a Lillenord a par com a Milk e a Kinfolk são talvez três das minhas revistas de eleição e nenhuma dispensa uma visita ao site oficial que tem sempre novos artigos.

o novo número da Lille Nord Magazine tem a assinatura da ilustradora Meeri Anneli e só o cheiro da revista é o suficiente para nos deixar inebriados.

as fotos e as reportagens fazem-nos sonhar e este estilo nórdico, sóbrio, despojado, leva-me a reflectir no nosso espírito demasiado colector, não é Ana?

destaco a entrevista à artista sueca Nikki, em que fala da casa como o seu refúgio e como a percebo.

outro destaque vai para a artista e blogger Camilla Marie.

se conseguisse reproduziria a revista na integra e para quem puder comprar aconselho vivamente.

para além das entrevistas, das fabulosas produções de moda infantil, de projectos para fazer com os mais pequenos, existe ainda uma secção dedicada ao pão, nas suas mais variadas e apetecíveis formas e que espero experimentar nos próximos tempos.

ainda do que ganhámos na mudança é termos ao pé da porta uma antiga e genuína padaria portuguesa e podermos ter pão fresco todas as manhãs.

os individuais são do Lisbon Short Stay e pelos quais o M. se apaixonou...

na minha mesa de cabeceira está Final do Jogo, de Julio Cortázar, pela Cavalo de Ferro e Diário de Etty Hillesum, da Assírio & Alvim

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