2.04.2015

o chapeleiro e o vento


 

a Catarina Sobral faz parte de um punhado de ilustradores portugueses de que gosto particularmente, não só pela estética do seu trabalho, mas pela capacidade criativa que se sente latente em cada um dos seus livros. gosto cada vez mais destes ilustradores-autores que estão a conseguir trazer para o plano do livro infantil uma lufada de ar fresco.

com um trabalho muito impregnado pela gravura, Catarina surpreende-nos em o Chapeleiro e o Vento, não só pelo novo grafismo, mas sempre pelas excelentes narrativas.
a bicromia torna este livro ainda mais intenso.

apesar de recorrer a uma outra técnica de ilustração o seu traço e as personagens a que nos habituou estão lá e com um detalhe que lhe é característico.


e a uma sempre invocação a grandes mestres das artes.

um chapeleiro capaz de fazer todo o tipo de chapéus, 'os que não apertavam, não pesavam, não aqueciam, não deixavam entrar o frio e a chuva. chapéus feitos para as coisas perdidas na escuridão, para quebrar o silêncio. chapéus altos para esconder as ideias, chapéus-de-esquecer para corações não correspondidos. chapéus-de-chuva para temporais, precipitação média e chuva molha-tolos. chapéus-de-sol para as férias grandes e para as férias pequenas'

Mas o que era realmente especial nos seus chapéus é que não se perdiam nem podiam ser levados pelo vento.

mas faltava-lhe um que ainda não tinha inventado...


... um chapéu para o Vento levar.


mais uma fantástica edição da apcc.


hoje a Catarina trouxe mais uma bela surpresa e segundo ela para a semana estão na calha mais três. estamos contentes.





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