7.25.2014

vazio

com o tempo muito contado dei por mim a sentir um dado vazio por há muito tempo não falar sobre livros. em boa verdade há quem o faça de uma forma séria, muito bem escrita e a tempo e horas.

a Catarina Sobral voltou a surpreender com Vazio, de tão cheio que é, abdicando de uma abordagem do absurdo que caracterizava os outros livros.

Vazio acaba por ser uma metáfora de quem procura preencher-se a si próprio...

e falha.


li sobre quem achou que Vazio fala da desumanização das grandes cidades, mas para quem viveu no campo durante 14 anos, sei que não é assim tão linear.

na cidade somos estranhos uns para os outros, mas nesta "aldeia" seremos sempre estrangeiros, o que nos torna nas costas, estranhos.


houve coisas boas, sim houve, mas não as suficientes para me fazerem permanecer.


e antes da partida gostava de apanhar as últimas amoras silvestres.

Vazio termina com o cliché de que o amor tem a capacidade de redimir mesmo estas almas, não importando o sítio.

mas verdadeiramente importa.

Vazio integra a série "Imagens que Contam", da Pato Lógico, da qual fazem parte "Capital" de Afonso Cruz (que em breve trarei para aqui), "Sombras", de Marta Monteiro e "Bestial" de André da Loba.

Confesso que gostei mais da aposta de capa que a Pato Lógico fez nos dois primeiros livros, porque distanciava-se da corrente do livro de capa dura.

Todos os livros partilham de uma construção textual utilizando unicamente a ilustração. dos quatro livros o que foge a uma narrativa com principio, meio e fim é o "Bestial" em que cada página conta por si uma história.

venham mais...

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