5.04.2014

do meu dia

estávamos em 2003, 4 de maio, o primeiro domingo do mês. era Dia da Mãe. era o dia dos meus anos e soube que estava grávida. não podia ser melhor. estava cheia de mim. transbordava de mim mesma e por dentro dançava. foi o melhor presente.

dez anos depois acordas-me às 7.30, a um domingo, Dia da Mãe, dia dos meus anos e dás-me um presente, provavelmente sem a consciência de seres o meu melhor presente.

 é difícil expressar esta vivência a dois, porque é feita de tudo. de alegrias, tristezas, amor, sorrisos, choros, angústias, orgulhos, de construção, de mimo, desânimos, repreensões, de brincadeiras.

de um aprender diário.

de um aprender que é preciso deixar-te errar, que é preciso soltar-te deste cordão que te agarra a mim. um cordão que te prende à vida.

obrigada M.
o presente que escolheu, e não podia ter escolhido melhor, é do Senhor de Si. Um menino-fada.
doce. termo, e com o espírito livre há dez anos eu recebia pelas mãos de uma amiga uma menina-fada.
agora vivem perto um do outro

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