5.27.2014

azul às cores



O dia em que os lápis desistiram é o mais recente livro de Oliver Jeffers traduzido para português e como tem sido hábito pela Orfeu Negro sob a chancela Orfeu Mini.

Uma Orfeu Mini que nos tem enchido as medidas em cada uma das suas edições.

Confesso que encomendei para NÓS os últimos três livros da Orfeu e que nos têm acompanhado por estes dias.

É impossível olhar para um livro de Oliver Jeffers sem reconhecer alguns traços tão particulares deste ilustrador como o recurso ao lettering desenhado em que alterna caixas altas com caixas baixas.

Mas verdadeiramente surpreendente são as próprias narrativas.

no penúltimo livro incorri no risco dos meus lápis também dizerem BASTA!

mas permaneceram fieis até a este último.


"Um dia, na escola, quando ia buscar os lápis de cera, o Duarte encontrou um monte de cartas com o seu nome.
Todos os lápis decidiram escrever-lhe, reclamando: Basta!"

(...)
"Preciso de descansar!
O teu amigo estafado, 
lápis VERMELHO"

por aqui também tenho um nesse estado, mas parece que não há um vermelho como o dele ou simplesmente adaptou-se à minha mão.

(...)
"Se não começares a pintar dentro das linhas... vou mesmo perder a paciência.
O teu amigo certinho, 
Lápis Roxo."

é uma das cores que ainda permanece na sua quase forma original.

"O teu amigo completamente esgotado,
lápis cinzento"


por aqui o lápis preto é usado em todo o seu esplendor...

(...) "o teu amigo feliz, lápis verde"

e a minha relação estranha com os verdes.

ou mesmo com a gama de azuis e que me faz lembrar uma frase dita pelo M. ainda muito pequeno em que me pediu para pintar com azul às cores referindo-se a toda a sua gama.

e há os rosas...


e a lembrança de um tempo em que me escrevias cartas todos os dias


a reprodução tanto de textos como de ilustrações não foi feita na integra

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