2.25.2014

poder ser eu uma andorinha

percebi que num curto espaço de tempo as andorinhas são uma presença constante nos meus dias.

apesar de ter vivido sempre ao pé do mar, e achar que as gaivotas eram uma espécie de personificação, hoje, dei por mim a pensar que talvez não.

fui criada numa quinta, não muito longe do mar, mas é das andorinhas que guardo recordação quando enchiam uma determinada parede com os seus ninhos.

porquê aquela? gostava de acreditar que era por ser ao pé do meu quarto.

sou do mar, mas também sou dos beirados.

há pouco tempo e a caminho de Lisboa, ainda o sol mal se via, vi a primeira andorinha.

na altura questionei-me se era um pronúncio da primavera ou alguma que não quis partir.

dias mais tarde confirmei que apesar da falta do tempo morno elas tinham voltado, o que levou-me a escrever este post.

no fim de semana queria muito ter experimentado uma receita deste livro, (ao que parece caminha largamente para uma segunda edição), e percebi que gostava de ser uma andorinha e antecipar o tempo.

mas para tudo há um tempo, e agora ele é da alfazema e do alecrim. pelo rosmaninho vou ter de esperar um pouco mais.

sem saber da sua existência esta andorinha já habita na nova casa, e mais uma vez anteciparam-se a mim



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