2.28.2014

o tomilho traz com ele o teu cheiro

há cerca de 15 dias consegui fugir da mesa de trabalho e dar um pulo a Estremoz.

quem me acompanha ao longo destes anos vai pensar que retomei as nossas idas à feira de velharias, mas infelizmente não.

a inauguração da exposição de um amigo foi o motivo da minha deslocação e já a desoras para poder perder-me no mercado do Rossio.

acho mesmo que o Manuel cresceu em frente dos espelhos de um ou outro comerciante.

um dia destes vou reunir todas essas fotos em jeito de planta a florescer e nesse dia vou cobrir-te de flores.

e é de coração e de flores que o amor é feito.

"O amor é cego" é uma das peças mais emblemáticas da barrística popular estremocense.

setas certeiras atingem o vulnerável coração desta rapariga de olhos vendados, que carrega com ela um sorriso e flores.

apesar dos famosos barristas actuais como as irmãs Flores e os irmãos Ginjas, terem a sua interpretação da mesma, é por esta do século XIX que eu me enamoro.

o tempo deu-lhe a patine necessária para perceber que o amor é verdadeiro. (adquirida a Emídio Viana em 1929).

no Rossio ou dentro de museus, olho para ti e vejo o nosso crescimento.



e hoje o tomilho-limão que me trouxeste tinha um visitante, provavelmente também ele inebriado pelo teu cheiro.



uma nota
apesar do que eu queria ser tomilho laranja vale a pena visitar este espaço

2 comentários:

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