1.21.2014

delícias maiores

sexta, sábado e domingo foram dias com uma carga emocional demasiado excessiva.

o trabalho das duas últimas semanas teve de ser refeito por uma falha de comunicação a que eu também atribuo culpas a mim. evito falar ao telefone. não gosto. que isto me sirva de lição.

chorei de desilusão, de confusão, de cansaço. chorei de alegria.

vou ser tia-avó.

vários foram os posts em que refiro à diferença de idades entre mim e os meus irmãos. irmãos-pais, que hoje além de manterem esse estatuto são também os meus melhores amigos.

companheiro de brincadeiras, o sobrinho mais velho vai ser pai.

inevitavelmente colocamos o percurso da vida em filme, e um novo ciclo começa.

com a maioria das ilustrações refeitas, confesso que ganharam com as alterações. há um relógio que não pára e eu começo a sentir-me pressionada.
não estou a cem por cento dedicada ao livro. o tempo além de muitas outras coisas é dividido com o inicio de alguns ateliês.

trabalhar com idosos não é fácil.

a experiência e os anos conferem-lhes um poder que as crianças não têm, no entanto são capazes de se utilizar das manhas dos mais pequenos.

trabalhar com idosos não é fácil, mas estou a gostar.

são lindas estas mulheres que chegam à Baixa todas as segundas feiras. entre um rabisco e um não sei fazer há beijos nas testas que a mim me sabem bem.

e depois há surpresas assim. que nos enchem a alma


4 comentários:

  1. Parabéns, Rute. Apesar dos contratempos da vida (e do trabalho), há sempre uma boa surpresa que nos bate à porta. Beijos

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  2. Obrigada Ana, não deixa de ser estranho sobretudo quando passamos a vida em revista

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  3. Olá Zé, é verdade e acho que o mais importante é encararmos a vida com alguma serenidade para que as desilusões nao sejam grandes e as boas coisas quando vierem que tenham um sabor redobrado. Um beijo grande

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