12.12.2013

algumas desilusões

este post é dedicado à Ana que ontem sem explicar as razões desabafou no fb sobre a pequenez das pessoas. não sei a que se referia, mas referia-se à terra que há uns tantos anos decidimos escolher para viver.

neste verão também eu fiz um desabafo sobre voltar para um sitio onde não há nada e fui severamente criticada.

tenho andado a consumir-me com esta iniciativa. não sei se é a melhor do mundo, sei que tem falhas, mas numa terra onde existe tão pouca coisa custa-me ver a pequenez das pessoas na falta de adesão.

no primeiro ano a adesão foi grande. os lojistas preocuparam-se em decorar as suas montras o melhor que sabiam, em boa verdade já o faziam anteriormente sem qualquer concurso.

além de incentivar as compras no comércio local é eleita a melhor montra e em jeito de prenda no sapatinho a melhor ganha um prémio.

isto faz-me pensar numa outra coisa, que muitas vezes ouvimos dizer à gente crescida "que o exemplo vem de cima".
cada vez mais, acredito que o exemplo vem de baixo. das crianças, de quem não embainha um canudo e custa-me ver o outro lado a moldar o que há de mais salutar que é a entrega de alguém face a uma pessoa, a um projeto, ou mesmo a um concurso. são mais importantes? não querem perder tempo com concursos da treta?

um destes dias o M. disse-me que se tinha inscrito num torneio de badminton. O M. é um ótimo aluno que quer fazer tudo, mas com respeito à atividade fisica é completamente descoordenado.
temi por ele, pelo receio da desilusão, da perda.
apesar de tudo deu uma grande lição, o importante era participar. perdeu os dois torneios.

riu-se. "sou mesmo mau, mas foi divertido".

alguém consegue explicar-me o número de lojas que aderiu à melhor montra? Porque nunca ganharam?

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