12.07.2013

a mãe que chovia


Desde sempre que toda a gente lhe dizia que era filho da chuva.

e à noite, batia com gentileza na janela para ajudá-lo a adormecer.

E todos os outonos, a mãe chegava entusiasmada, parecia ela uma menina,
e  encontrava o filho mais crescido...

Nessa noite, sozinha, a mãe ficou tão triste que começou a nevar.


e, mais uma vez, o filho sentiu falta da mãe e ficou triste 

há alturas em que gostava que o dia tivesse mais horas.

há alturas do ano em que tudo acontece.

dezembro não é só natal. é anos de muita gente que trago no coração. e não há tempo para tudo

a mãe que chovia é um dos muitos livros que eu já tinha falado na página do DA, mas que por falta de tempo não veio para o blog.

surge agora porque o R. falou-me da estreia numa adaptação para narrador e ensemble, amanhã dia 8 no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz. Composto por Pedro Louzeiro sobre a obra de José Luís Peixoto.

uma prova dura de amor. filho da chuva, vê-se obrigado a aprender a partilhar com o mundo aquilo que tem de mais importante, - o amor materno.

um livro desarmante. num livre jogo de imaginação, carregado de metáforas, a linguagem poética surge naturalmente.

vamos tentar ir...

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