11.05.2013

nos dias em que comprar livros era mais fácil


houve tempos em que ir a uma livraria era bastante mais fácil, pelo menos escolher. na mão já ia uma lista mais ou menos pequena. claro, que a estes ainda juntavam-se mais alguns, mas apesar de tudo era uma tarefa fácil porque haviam os meus e os teus-meus.

abriu-se o leque (talvez demasiado cedo) e passou a haver os meus, os teus e porque o orçamento não estica tem havido pouco espaço para os meus-teus e, percebi que têm-te feito falta.

nas três últimas semanas andei literalmente de guarda-chuva pela casa, não porque me chovesse em cima, mas porque aproveitei todos os pedacinhos livres para o livro do Afonso. há muito tempo que um livro não me prendia assim, e não é por ser teu meu amigo, porque o mesmo não se passou com os anteriores, mas porque conseguiste virar-me o "corpo do avesso". entre o não querer e o querer acabar restou-me a felicidade de saber que tenho a GRANTA para ler.

a máquina de escrever foi-me oferecida por um irmão-pai, ou pai-irmão. não, não se trata de nenhum caso de incesto, mas os 19 anos que nos separam permitiu que fosse mais pai do que irmão.
a primeira máquina de escrever Mercedes foi introduzida no mercado em 1907, desenhada por Franz Schuller e fabricada pela Buromaschinen Werke A.G. o direito a usar a marca Mercedes foi adquirido em 1913 à Daimler Motoren Gesellschaft.

originalmente a marca Mercedes, ligada aos automóveis, devia-se ao nome da filha do empresário austríaco, Emil Jellinek, nascida em 1889. com o virar do século Mercedes tornou-se marca registada de Carl Benz e Daimler.

talvez por pura coincidência Gustav Mez funda em 1906, em Berlim, a Mercedes Büromaschinen GmbH, adotando o nome Mercedes para as suas máquinas numa altura em que a marca automóvel era sobejamente conhecida.

o litígio começa e é na barra do tribunal que fica decidida a permissão de usar o nome, isto por ser um nome comum, apenas em equipamentos de escritório e nunca ligado a transportes.
a Mercedes cria as mais belas máquinas de escrever, com uma produção acima das 300 mil, sobrevivendo à Depressão e a duas Grandes Guerras. A seguir à II Guerra e nas mãos dos alemães do Leste, o nome muda para Underwood. O fim da Mercedes vem em 1990.

a minha máquina é o modelo STANDARD EXPRESS s/n 454124, de 1937.



O Século, 4 de Outubro de 1942
Hemeroteca de Lisboa

e dez das mais bonitas máquinas de escrever

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