11.09.2013

começar o fim de semana assim





Em 1998, o cineasta e animador francês Michel Ocelot encantou o mundo, pelo menos os amantes e curiosos do cinema alternativo, com a estréia, Kirikou et la sorciere (Kiriku e a Feiticeira). De traços simples, com uma mensagem forte e cheio da cultura africana, tornou-se numa das animações infantis com mais prémios ganhos em festivais mundiais.

A história de Kiriku e a Feiticeira é mítica. Uma criança acabada de nascer, (ou melhor que pede para nascer) indiferente ao seu tamanho e pouca experiência de vida, segue não só os seus instintos como os sábios conselhos do avô para salvar a aldeia vive da perigosa Feiticeira Karabá. Karabá havia subjugado todos os homens da aldeia, monopolizando as suas fontes de riqueza e sustento como a água e até o ouro.

Kiriku foge aos padrões estéticos a que o público se habituou. Ocelot consegue num jogo de cores, contrastes de luz e sombra e na relação da figura com o fundo transmitir a cultura de uma tribo africana. Kirikou vive das cores vibrantes dos tecidos africanos.

A música surge-nos de uma forma mais orgânica, fazendo parte do filme como faz como faz parte do dia a dia do seu povo. Num processo de improvisação, ao ritmo de batuques é com ela que celebram as vitórias, do mesmo modo que as tribos o fazem há séculos. Youssou n’Dour faz a banda sonora beber essencialmente dos instrumentos musicais africanos, como balafon, ritti, cora (ai a Kora), xalam, tokho, sabaar e o belon.

O que mais me toca são os momentos de uma aparente fragilidade. O aconchego que vem do corpo da mãe, dos braços do avô que num enlace parecem transportá-lo de novo para o ventre. Faz-nos sentir pequenos. Um instinto de proteção quase animal, e ao mesmo tempo obriga-nos a aprender a saber escutar estas pequenas vozes.

e percebo a fragilidade que provocas em mim.

Em contaponto a este filme “A minha primeira viagem”, e depois de ter vasculhado o blog de cima a baixo percebi que ainda não falei dele aqui. Uma promessa a mim mesma, o livro que sai semanalmente na página do DA salta imediatamente para estas páginas.

e queremos ver Azur i Asmar

e porque também vivemos de pão, um a ser feito desde ontem.

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