10.21.2013

aquela árvore com muitas folhas


o fim de semana encheu-se de amigos, pequenos e grandes e todos os planos que eu tinha para três dias fora daqui com outros programas ficaram para trás.
realizou-se mais uns "escritos e escritores", promovido pela ACA e entre muitos nomes marcantes da nossa literatura houve espaço para aqueles que sonham um dia escrever.
quem conhece o manuel sabe que é um criança comunicativa, mas a exposição é coisa com que (ainda) não sabe lidar.
em boa verdade eu também não. claro que arranjamos maneiras de contornar isso, o que nem sempre é fácil para um miúdo de 9 anos.
há muito que anda às voltas com esta história. do que me lembro já foi escrita e reescrita de diversas maneiras, em diversos suportes.
no sábado foi assim:


Era uma vez uma árvore com muitas folhas. Chamava-se Folhada, mas as suas amigas chamavam-lhe apenas Folhas, porque ninguém conseguia ver o seu grande tronco de carvalho.
Vivia no parque de Monsanto em Lisboa, rodeada por montes de outras espécies de árvores, mesmo ao lado do rio Tejo.

Estava sempre acompanhada por árvores simpáticas, e ouvia pássaros coloridos e alguns esquilos, mas não os via, pois não via nada à sua volta.

Um dia pensou: “Tenho de resolver este problema!”

Quando lhe atiraram uma folha de jornal, perguntou em fúria:
- Quem me atirou esta folha de jornal!

Mas passados uns segundos, quando olhou para o jornal e leu o seguinte anúncio: “Formiga barbeiro ao domicílio, ligue 272793649 o verdadeiro nome Formibeiro.”

A Folhas pegou no telefolha e telefolhou para o Formibeiro.

Demorou algum tempo, mas o Formibeiro lá atendeu e, depois de ouvir a história da Folhas, disse:
- Que caso folhanense! Espera aí que eu já aí vou.

Passados uns minutos lá estava a formiga com os seus companheiros.
Pegaram na tesoura, no x-ato e no pente rápido e zás, zás, zás, zás….
Era o que se ouvia no parque de Monsanto.

Num abrir e fechar de olhos, a Folhas já via os pássaros, os esquilos e o rio.

E então. Feliz, disse:


- Nunca mais volto a deixar crescer as folhas!

ainda do fim de semana - uma oficina de pensamento critico e criativo com a Joana Rita Sousa. todos os dias e a toda a hora "eles" se questionam e questionam-nos. arranjar uma hora para o fazer e ter consciência disso é muito diferente. uma hora onde perguntas sucedem-se a outras perguntas.voasse

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