1.09.2013

sempre a aprender

a menos de 10 dias do fim das férias do M. e já tenho saudades daqueles dias. não escondo que viver no interior revelou-se muito complicado, não só por questões profissionais que me levam a sair, como a oferta cultural ser curta. muito curta.
Nestes anos tenho procurado mostrar ao Manel o que de diferente e inovador se faz em várias áreas e surpreendentemente na última ida à Gulbenkian para ver "Um chá para Alice" fui puxada para ver "As idades do mar".
Percebi que lhe tenho "escondido" os clássicos, mas que pela minha formação achei que haveria tempo. Esse tempo chegou com o interesse dele e agora com a vontade de lhe mostrar muito mais.
A exposição é uma abordagem de uma leitura poética sobre o mar, onde estão patentes cerca de cem obras compreendidas entre os séculos XVI e XX. Dividida em seis perspetivas que visam a compreensão desta força da natureza que tanto atrai como atormenta. Um apelo à grandeza, à imensidão, mas também à impotência do homem face ao mar. De William Turner, Constable, Courbet, Manet, Monet, Signac, Sorolla, Klee a pintores portugueses como Amadeo de Souza-Cardoso ou Vieira da Silva, entre muitos outros.

Surpreendente foi também o gosto que demonstrou pela série que estreou esta semana na RTP2, "Românticos desesperados", realizada pela BBC e que conta a história da Irmandade Pré-Rafaelita. Um grupo de artistas que durante a Revolução industrial surge contra a arte académica inglesa que seguia os moldes clássicos do Renascimento e que pretende devolver à arte a pureza do gótico e do estilo medieval. Constituído por Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt e John Everett Millais, que embora unidos pelo mesmo objectivo não revelam coesos na sua produção.
Aguardamos ansiosamente o próximo episódio

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