10.26.2012

quando as letras se fundem em sabores




Há muito que trato o blog de uma forma displicente, mas a verdade é que sinto falta deste espaço de partilha por vezes um tanto intimista.
Há coisas e livros que demoram tempo a aparecer. Há momentos que se perdem no tempo, quando em determinado tempo eu acho urgente mostrar.
Um desses livros é “A cozinha da dona Nininha”, que comprei quando estive este ano no Brasil e que dessa viagem ficaram apenas imagens. Faltaram palavras, sabores, gente que ficou no coração. Faltou a partilha dos risos, das nossas e das brincadeiras deles. Do gosto das frutas, do mar que não saía do olhar. Do céu enjoado que abafava o tempo. Das tempestades que não me lembrava.
“Dona Nininha” trouxe o sabor doce dessas semanas.
“Nessa casinha azul funcionava a cozinha de dona Nininha. ‘Dona’ é apenas uma formalidade, pois ela era uma mocinha de longos cabelos pretos, olhos de jabuticaba e bem pouca idade.,
(e que saudades do sabor da jabuticaba, que se picava no mercado), Desde pequenina, seu brinquedo preferido eram as panelinhas de plástico, com que brincava horas a fio, sem interrupção. Agora já bastante crescida, passa dias e até semanas inteiras testanto novas receitas, com a barriga no fogão”
Escrito por Lená Loureiro e ilustrado por Cecília Afonso Esteves, de quem gosto tanto (já tinha falado dela a propósito deste livro).
“Dona Nininha” trouxe o sabor doce de quem gosta do que faz.

A segunda e terceira imagem são da autoria de Cecília Afonso Esteves
As palavras que surgem a azul são informações adicionais com links específicos.

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