Existem momentos em que a natureza inevitavelmente fala connosco, ou simplesmente nos sentimos parte dela.
Ontem a inquietação das andorinhas deixava adivinhar um novo começo, ou um fim. Esta nostalgia provocada pela contradição em si deixa-me em dado momento algo angustiada, de muito me sentir inquieta.
Não posso ignorar um novo tempo que aí vem, mas como em quase tudo na minha vida, nunca gostei do primeiro dia de coisa alguma. Há recomeços, há incertezas e doem. Muito. Como também há lágrimas nos olhos dos peixes, lágrimas de partida. Lágrimas de um tempo que já foi bom. Um espelho de água que se mantem pelo choro calado dos peixes.




