7.19.2012

a mãe que chovia

Desde pequena que tenho por maior amigo os lápis. Tive a infância povoada de cores e nunca me preocupei em querer ser outra coisa que passasse além do rabiscar. Não sabia o que realmente viria a ser, mas passava por esta coisa mágica que é dar vida a quem vive no papel.
Hoje e porque tenho os livros por companhia, penso que escrever podia ser o sonho escondido. Escrevo melhor na cabeça. Fico-me pela leitura de quem tem a consciência das letras de outros.
Já gostava de José Luís Peixoto, mas a sua estreia na literatura infantil com o livro “A Mãe Que Chovia” é prova de um novo grande homem das letras.
Um livro de uma ternura invulgar e de uma simplicidade ao mesmo tempo desarmante. Um filho da chuva que se vê obrigado a partilhar o amor da mãe. Uma partilha difícil que só um amor incondicional permite. Um livro de partilhas.
“Eu tenho a certeza de ti, tu tens a certeza de mim” e a vontade de acolchoar o mundo. 

4 comentários:

  1. Podia ser o sonho tornado realidade, pois escreves muito bem.

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  2. Rute peço desculpa se ficaste ofendida de eu "apreender" a tua citação neste texto que achei fantástica por ela dizer tanto de mim.
    " Escrevo melhor na cabeça. Fico-me pela leitura de quem tem a consciência...."Encontrei a indicação do teu blogue no google e deduzi que não gostaste. Desculpa mesmo.Um beijo amigo..

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  3. Olá Maria de modo nenhum, eu referia-me a mim mesma dizendo que me fico pelas leituras porque outros escrevem muito melhor do que eu e eu tenho consciência disso. Um beijo grande

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  4. Obrigada. Tu referias-te a ti mesmo e a frase também é um pouco de mim. Eu também tenho consciência de que há tantas pessoas que escrevem tão bem. Que é bom partilharmos o que sentimos e que está tão bem escrito. O sentir também é arte. A arte de bem sentir. Um beijo grande para ti amiga.

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