6.12.2012

dever cumprido




































Com o último livro acabado e entregue na gráfica e com o fim de dois meses e meio de ateliers pelas escolas públicas de Lisboa, sente-se no corpo o cansaço do dever cumprido, mas com muitas dúvidas sobre o ensino. sinto que não estamos a preparar meninos e meninas para este século.

pouco preparados para o raciocínio, para o pensamento e muito agarrados a manuais. continuo a ver a preocupação de não se sair do risco. e como é bom pisar o risco. todos o pisámos seja no papel, seja na vida. faz-nos crescer. torna-nos melhores.

destes últimos meses trago abraços, sorrisos, colos, danças, meninos que pedem para os levarmos para casa. trago o coração na boca. do bom e às vezes também do menos bom.

regresso a casa, ao meu, porque também precisa de abraços, de colo, de beijos inventados e partilhados com nomes que são só nossos com uma linguagem própria de um código secreto. dos dois.
regresso a casa e vejo, que embora não pareça ele vai-me seguindo, e no fim há um pouco de mim no trabalho dele.

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