8.26.2011

white


























Quando comecei a trabalhar nesta exposição tinha na cabeça a vontade de materializar um projecto que já tinha dado alguns passos, – “desta paisagem que habito”.
Viver por opção num sítio, não significa forçosamente felicidade. Os campos não são na maioria das vezes verdes, nem estão pincelados de cor.
Aprendi nestes anos a dureza de viver no interior, num meio pequeno, fechado.
Um projecto que começou assim, num despertar de cor e que se veio a revelar, hoje, branco.
Talvez fosse a palavra que melhor definisse este Alentejo, que às vezes tem cor.
Branco da cal que em dias de sol espelha a luz. Branco da cal que em dias de céu carregado explode na sua cor. Branco das casas, das vidas, das mulheres que à noite se juntam, para dos novelos de linha criarem raízes. E num entrelaçar de pontos se junta e se confunde a terra, a casa, a família.
Branco de quem não consegue ser transparente.

2 comentários:

  1. eu, como tu, tb vivo no alentejo mas nao sou alentejana. vivo devido a razoes profissionais (professora) e sou do norte (braga)... eu adorava o verde do minho e ter tudo à mao. custou-me um pc viver aqui mas agora gosto msm do alentejo e vivo ha mais de 8 anos ca... sim, ha momentos que nao vejo a coisa com bons olhos mas ha outras que adoro a diversidade do que vejo e que no fundo é sempre igual... o branco é realmente uma das cores do alentejo... bjnhs e está lindo o teu trabalho de "branco"

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  2. sou mais uma que vinda dos lados do azul do mar, se acolheu nesse branco em que aqui desaguamos.
    Gosto muito desta alvura das tuas construções ... nestas imagens, nestas palavras, em gestos teus... quase a chegarem a transparentes!
    Bjs e parabéns pelo caminho.

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