3.18.2011

chegou a casa



com a casa cheia, ficam as palavras da Maria. Obrigada

Por fim, e não menos importante, uma referência aos “poemas visuais” de Rute Reimão: também eles convidam à viagem, como sugerem as ilustrações das guardas: uma fuga leve e rebelde, em avião de papel. Com ele, irão os meus poemas correr mundos e tempos, pela mão de quem o pilotar.

Estes "poemas visuais" entendo-os, também, como um casamento feliz entre o ontem e o agora. Os papéis, os tecidos, os botões, a caligrafia… tudo isto, também, saído da saquinha das surpresas que serão as muitas gavetas, que certamente compõem o paraíso de memórias que será o ateliê da Rute. Tudo recriado para nos ser devolvido pela modernidade do traço.

Agradeço à Rute a materialização dos meus poemas, numa recriação visual cheia de frescura e poesia, que, na sua complexa simplicidade funcionam como motivo para novos sentidos, num consistente diálogo com o texto, que o leitor irá certamente descobrir. Tudo sabiamente envolvido pelas tonalidades brandas das coisas afagadas pelo tempo.

1 comentário:

  1. Só as palavras de quem sabe escrever bem conseguem exprimir o que penso sobre o teu trabalho.

    São de facto "poemas visuais".

    Parabéns

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