a negro, mas com muita cor


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Já há muito tempo que este livro se encontrava na minha interminável lista de livros, mais ou menos organizada por nacionais e estrangeiros, mais ou menos organizada por importância, ou não, enfim há muito tempo que gostava de o ter nas mãos.

A boa surpresa chegou pelas mãos da Bruáa que trouxe para nós traduzido o trabalho de Menena Cottin uma mulher de mão cheia na sua qualidade de ilustradora-designer-escritora que conta ainda com ilustrações de Rosana Faría, também ela Venezuelana.

Um livro fascinante e ao mesmo tempo tão desafiador. Um livro que vem na altura certa cá para casa porque o Manel tem questionado tanto o não ver, a propósito dos cães que servem de guias. Com brincadeiras feitas no quarto às escuras sobre o que é “este” ou “outro” objecto, esta nova leitura trará sem dúvida um novo olhar para o mundo.
Um mundo de cores que têm sabores, que são suaves como penas e o toque das imagens que nos sugerem as formas. E a impressão é absolutamente fabulosa.

Um filme para ver e ouvir a “el loco juan carabina” tocado por Simón Díaz, acompanhado pela flauta de Luis Julio Toro

Tudo isto lembra-me a obra de JL Borges, mas particularmente um livro, “Uma história da leitura”, não dele, mas de Alberto Manguel, um escritor que em novo lia para JL Borges já cego.

Comentários

  1. É um tema muito interessante, que toca a nós todos, com menor ou maior sensibilidade. Quero conhecer o livro. O filme é lindo!

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  2. Obrigada, Rute, pelas infinitas delicadezas que você me ensina!

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  3. Olá, Rute!
    O negro está associado geralmente ao menos belo, ausência de cor...
    Este livro contraria todos os conceitos preconcebidos, O livro é realmente lindo, digo mesmo belo.

    Um dia, o professor Rafael Calado ensinou-me a gostar mais do verde, observando a paisagem que envolvia a sua casa de Lousa, hoje gosto mais do preto porque Rosana Faria ilustrou o livro Negro das cores
    Lourdes

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