1.18.2010

de agasalhar



"O Inverno é o tempo já velho" é o título de um livro de Maria Isabel César e ilustrado por Maria Keil

Na tentativa de aquecermos o coração, agasalhamos primeiro o corpo e é com pena que vemos estes cobertores se perderem no tempo.

A produção dos cobertores de papa, fabricados com lã churra de ovelha, remonta ao reinado de D. Sancho II.
Mas é no reinado de D. José (1758), com o Marquês de Pombal, que se sente um impulso nesta indústria sobretudo na zona da Covilhã e da Guarda.
No início do século XX podiam-se contar 9 teares dedicados ao fabrico de cobertores de papa na zona de Maçainhas, mas entre 1930-32 uma forte crise resultou na falência de grande parte destes teares, no entanto um novo impulso surge no fim da década de 30 tendo o seu expoente máximo nos anos de 1942 e 43, chegando a haver 35 teares.
Infelizmente hoje conta-se apenas um.

Também conhecido por cobertor de pêlo, ou manta lobeira, fabricado numa lã macia de ovelhas que também estão em extinção, podendo ser produzido numa só cor (branco, verde, vermelho), com a cor “barrenta” (branco e castanho), bordado a azul, verde e vermelho (Minho e Norte do País) ou fabricado com tiras coloridas de castanho, amarelo, verde e vermelho.

Este cobertor mede cerca 1,70X2,40 e pesa em média 3 kg. Havia tanto para dizer deles nomeadamente o processo de fabrico.

in “O Fio da Memória, número 12” de Maria do Céu Baía Oliveira Reis editado em 2003 pelo Município da Guarda

3 comentários:

  1. não conhecia , faz lembrar certas mantas dos índios daqui !

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  2. As lições de história são sempre bem vindas, em especial se elas contribuírem para que a nossa história não caia no esquecimento.

    Lembro-me muito bem dessas mantas e acho que se procurar bem ainda sou capaz de ter alguma,100% naturais e com um padrão simples e bonito e muito, muito quentes.

    Também gosto muito das de Minde.

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  3. Conheci-as bem na minha infância, nas noites frias de Inverno na Guarda bem eram necessárias, mas tenho que ser sincera, nunca gostei delas, além de serem muito “picosas” ainda eram super pesadas, sim, são quentes mas eu detestava quando a minha mãe as colocava na cama! ;)

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