12.11.2010

e sim estamos felizes



Alfabeto Trapalhão na CASA DA LEITURA pré-leitores e leitores iniciais

Lurdes Breda, nascida no concelho de Montemor-o-Velho, distinguida em 2005 pela Associação Fernão Mendes Pinto com o prémio «Mulheres de Valor», lança agora, sob a chancela da editora Gatafunho, Alfabeto Trapalhão, um poema em rima cruzada, muito divertido, de fácil memorização, sobre todas as letras do alfabeto. Em cada página há uma quadra referente a uma letra, realçada através do uso de uma cor diferente, o vermelho, acompanhada pela correspondente ilustração. As ilustrações, de Rute Reimão, distinguem-se pela qualidade face a outras obras do mesmo género. A criadora recorre ao uso de padrões, cores e materiais bastante improváveis (tais como tecidos, notas, manuscritos, páginas dactilografadas, horários de comboios, selos, envelopes, passaportes, folhas quadriculadas e pautadas, códigos de barras), formando uma espécie de colagem muito apelativa. Em cada ilustração encontra-se escondida uma letra e nas guardas todo o alfabeto numa dança divertida. Rute Figueiredo

Dados bibliográficos -->Título O Alfabeto Trapalhão Autor(es) Lurdes Breda, Rute Reimão (Ilustrador) Tipo de documento Livro Editora Gatafunho Local Lisboa Data de edição 2010 Área Temática Alfabeto, Poesia, Jogo, Humor ISBN 978-972-8920-75-3

12.01.2010

11.22.2010

atrasos




atrasos e muitos atrasos e gente que se cruza comigo cheia de paciência. em primeiro lugar agradeço à Elsa Fernandes que desde que lançou este projecto e já lá vão quase dois anos pediu-me para falar um pouco do meu trabalho. a verdade é que o tempo falta, seja porque motivo for. A Elsa esperou. e eu espero que me perdoe por tanto tempo de espera.

agradeço também à Luisa Fragoso e à Andreia os bonitos presentes que me enviaram, já soube um pouco a Natal.



11.15.2010

cork






as ausências têm sempre razões e preços, espero retomar mais assiduamente as actualizações, porque a vida não tem parado. parei por um tempo. retomei há muito, mas faltava a vontade de vir aqui, de mostrar.

em algumas exposições que fomos ver, nomeadamente dos Gémeos, no CCB e a outros sítios que visitámos, a minha máquina passou a ser mais do Manel do que minha.

esta também não foi excepção "Amadia por corticeiros e designers" é uma exposição composta por elementos que vão do artesanato às novas aplicações da cortiça no design contemporâneo português.

Amadia é a designação da melhor cortiça, resultante da terceira extracção que é feita após 40 anos da vida de um sobreiro.

a primeira foto é da autoria da designer portuense Vânia Moreira. Chama-se cachecork e é uma peça que além da cortiça conjuga também a prata.

a segunda imagem pertence à Corque Design pelas mãos de Ana Mestre. O conceito original de PUF-FUP é a sua flexibilidade formal, que se torna um desafio à criatividade do utilizador.

por aqui há mais umas fotos minhas ou dele

11.10.2010

convite para uma noite diferente



A Biblioteca Municipal de Avis convida os pais a juntarem-se com os filhos num serão diferente. A partir do livro O Alfabeto Trapalhão e num jogo de letras e palavras vamos criar juntos um novo ABC.

gostava muito de ver algumas caras amigas por lá e quem não costuma estar comigo vai pelo menos ter o prazer de conhecer a autora que também se vai juntar a nós nessa noite.

não se esqueçam que é preciso inscrição para se poder preparar o material. dia 19 às 20.30


a partir de agora, mas devagarinho porque tenho um livro para acabar até ao fim do ano, vai-se poder folhear os livros que estão na coluna do lado direito. claro o último foi o primeiro e o O Alfabeto Trapalhão já lá está

11.08.2010

parar no tempo



Ontem revisitei-te - nas imagens que antes ansiosamente visitava,
nesse período mágico - não encontro outra palavra -
em que estivémos mais próximos.
Reencontrei uma intensidade quase esquecida,
perdida entre tantas, e por isso também triste, ainda que ali viva.
Nada se compara, na mesma inocência ou feminilidade dos temas,
à gravidade daquelas imagens.
E hoje, enquanto pensava nisto, longe no campo e no mesmo lugar,
reouvi um picapau. E estremeci. RP



11.01.2010

alfabeto trapalhão


obrigada pelo modo como me receberam, a entrada na escola foi fantástica :)

mais fotos aqui EB da Corredoura e aqui no FB.

Obrigada Carla

10.09.2010

alfabeto trapalhão no Contraditório



ontem e mesmo nos últimos segundos do programa Contraditório (Antena 1), onde se destacam alguns livros, Ana Sá Lopes mima-nos ao falar do Alfabeto Trapalhão. Muito obrigada

para ouvir basta clicar neste link (emissão de 8 de Outubro)

10.07.2010

Llosa



não sei se é dos melhores livros de Vargas Llosa, sei que o li na minha adolescência, como li muitos outros que talvez nem fossem para a minha idade, mas ser fruto de um nascimento tardio, fez com que andasse a reboque de alguns livros que os mais velhos liam. ainda bem.

anunciado pela Academia Sueca é hoje ganhador do prémio nobel de literatura 2010 apesar de ter sido durante anos um dos eternos vencedores ao prémio. pena não constar nesta música.

A Tia Julia e o Escrevedor conta-nos como foi difícil o ofício da escrita, a evolução dos sentimentos para a maturidade da literatura e da personalidade e, em última análise , é uma reflexão sobre a arte de comunicar num estilo cheio de humor e de amor servido por uma linguagem ágil, cheia de metáforas num estilo de reinvenção e recriação. um livro que é no fundo uma grande lição de arte que é a vida.

9.28.2010

mimos



um dia disseram-me que mimos a menos é que fazem mal, que a mais não têm de forçosamente ser negativos. tornam-nos até mais ricos e com vontade de retribuir.

este recebi-o hoje por mail da Carla e encheu.me o coração. obrigada

8.30.2010

já nos escaparates



numa espécie de fio da navalha, percebi não só o quão insignificantes somos, como a VIDA PODE MUDAR NUMA NOITE. que o que achamos ter por mais certo, cai por terra, mas que também existem e temos anjos da guarda e não me refiro a uma possível crença, refiro a pessoas reais, família e amigos verdadeiros.

o nosso livro já anda pelas Fnacs e está lindo

dedico-o ao sr. João que tem "alimentado" o meu trabalho nestes anos com papéis e materiais magníficos e que de um momento para o outro se vê sem uma perna.

a 220ºC





a menos de uma semana do lançamento do livro "O Alfabeto Trapalhão" editado pela Gatafunho e escrito por Lurdes Breda, podemos dizer com alguma segurança que entrou finalmente no forno, depois de muitos tempos e contra-tempos.

com prazos mais alargados e numa versão mais letárgica, vão saíndo novas ilustrações para a Pais e Filhos e outras que só poderei mostrar no fim de Setembro

ainda um novo livro para a Trinta por Uma Linha, mas que tb só começarei a mostrar alguma coisa em meados de Setembro.

8.17.2010

do som do mar





"Nunca conseguiu viver longe do mar. (...) Aprendera, também, que o mar, aquele mar - tarde ou cedo - só existiria dentro de si, como uma dor afiada, como um vestigio qualquer a que nos agarramos para suportar a melancólica travessia do mundo (...) Recorda somente o que ela lhe disse (...) - Tens nos olhos a cor triste do mar que perdeste. (...)
Al Berto in "O Esconderijo do Homem Triste", O Homem Mudo

de volta à casa que tenho hoje como minha, fica a saudade do tempo em que a minha casa se espraiava nas ondas. onde não se avistava o canto da terra. voltamos, com uma dada vontade de partir de novo.

a casa, é uma peça lindíssima da Joana Mateus e que infelizmente, ela pouco tem divulgado. obrigada

8.11.2010

coisas boas



enquanto aguardo que a gráfica onde vai ser impresso o novo livro diga de sua justiça, para poder ir a banhos de "cabeça limpa", outra gráfica, de quem somos clientes há alguns anos, touxe-nos um fantástico caixote com 47 novos livros, que para delícia de ambos, não temos feito outra coisa que é desfolhá-los.

uns são de edições recentes, mas confesso que me perdi por umas edições mais antigas, como é o caso desta parceria que desconhecia.

aqui tinha referido o trabalho fantástico de Alain Grée, mas desconhecia que ele tinha produzido alguns livros com outros ilustradores, nomeadamente com o irmão Gerard Grée e um amigo Luis Camps. Nasce assim com ideia e alguns esquiços de Grée uma colecção a quatro mãos, em que de facto as ilustrações perdem a riqueza e a beleza dos desenhos com que Alain Grée nos habituou, mas com a mesma imaginação, inicialmente editado pela Desabrochar no início dos anos 80, acaba nas mãos da Porto Editora, no final da mesma década.

para quem quiser ler, uma entrevista onde Grée explica esta paixão que é a arte de ilustrar e as simultâneas parcerias que fez.

8.01.2010

amesentar



depois de uns bons meses de ausência rumámos a Estremoz, a manhã previa mais um dia de calor. a feira não era a mesma feira que eu tanto gosto e que tantas vezes falo aqui. eram mais os turistas incautos do que os feirantes. a passos que se queriam um pouco mais pequenos percorreu-se o caminho bem mais depressa do que o costume.

porque o tempo era muito e metade do caminho estava feito, decidimos rumar a outras paragens, talvez a um dos meus restaurantes preferidos, em Vila Fernando, a Taberna do Adro, onde guardo memórias, muitas, de sabores, de sentimentos, de pessoas diferentes. apesar de lá ter estado há pouco tempo, ontem pedi o livro que há 7 anos, grávida de pouco mais de 4 meses e na companhia de um casal amigo, saudámos a vinda do Manel. sorriu.

o calor mostrava-se no seu pico, poucas eram as casas que deixavam ver as suas portas, pedaços de panos agitavam-ve numa imaginária brisa. leve. tão leve como agora me sinto com a sensação de dever cumprido, de um livro pronto para seguir viagem. leve mas esvaziada, porque cada ilustração leva de mim uma parte. desta vez, também dele.

mais fotos aqui

7.30.2010

esticar o tempo




sem o querer sobrecarregar com actividades, esticamos o nosso tempo e repartimo-lo naquilo que nos dá mais prazer, entre papéis velhos cheios de histórias, e de um livro no seu fim, entregamo-nos a outras histórias umas inventadas pelos dois onde o final pode acabar numa versão absolutamente de non sense, ou à leitura de outros.

de olhos postos não em letras, entregou-se com a ajuda da Ângela Marques a um atelier de barro, promovido pelo Município de Avis. do que lá se passou ficou-me esta frase, "pintei-a de azul petróleo, porque gosto"

a primeira foto tem a cortesia do município e para a semana se ainda estivermos por estas paragens, um de origami. obrigada

às portas de um novo mês




com as últimas duas ilustrações entre mãos, respiro fundo e olho para elas com o mesmo olhar de quem olha para um filho.

daqui a uns dias pensa-se em retemperar as forças porque vem aí um novo livro

7.22.2010

em contagem decrescente



quando aceitei fazer este livro e agradeço novamente o convite, tinha um prazo tranquilo para entregar as ilustrações, um prazo que para mim era demasiadamente tranquilo, talvez por gostar de trabalhar numa espécie de "no fio da navalha". por necessidade era preciso entregar o livro em um mês, o que requer disciplina, requer entrega, mas acho que pede na sua essência uma paixão enorme pelo que se faz.

agora e já numa fase de contagem decrescente, lembro-me de uma frase que ouvi a minha mãe dizer várias vezes "a ajuda do menino é pouca mas quem a perde é louca". com o Manel a tempo inteiro em casa é preciso gerir o tempo de modo a se sentir acompanhado. desta vez resolvi aproveitar a sua ajuda na construção da segunda ilustração, porque são dele as letras e soube-me tão bem tê-lo assim ao pé de mim...

entre páginas



o sabor de estar entre livros, os que vou ilustrando e os dos outros. fazem-se pausas. perco-me em leituras.

7.16.2010

layers




um dos grandes prazeres do meu trabalho tem sido o de ter a sorte de poder trabalhar com papéis antigos, alguns tão antigos que não sinto coragem de os usar, não só pelos anos, mas por tudo, o que em determinada altura representaram. contam histórias e algumas nada bonitas. muitos contam histórias carregadas de ressentimentos. páro a leitura, as vidas de outros entram na minha como um romance, um romance que teve início antes da primeira grande guerra.

ouvi histórias contadas na terceira pessoa, mas hoje reconstítuo a história deles pelas suas próprias mãos. uma história de amor que teve o seu fim.

aos poucos desprendo-me do lado afectivo e redescubro papéis fantásticos, de uma grande riqueza plástica. camada a camada libertam-se como também eu me vou libertando deles e me entrego ao meu trabalho. são papéis que escondem outros papéis. como algumas pessoas que vamos conhecendo na vida, como se se revelassem em cada camada que retiram e algumas nos deixam tão tristes.

7.13.2010

C e D



as horas atropelam-se, os sonos trocam-se e as noites prolongam-se acompanhadas por um livro fantástico "Santa Maria do Circo", de David Toscana, editado pela Oficina do Livro. Confesso que gosto bastante mais destas duas capas, que traduzem melhor esta sátira, um é da editora espanhola Plaza Janés, apesar de não gostar da colocação do lettering que destrói a ilustração, e o outro da brasileira Casa da Palavra, talvez por me recordar Frida Kahlo.

e Divine Comedy, the booklovers via papel de lustro

7.12.2010

Q e R



num verdadeiro contra-relógio para entregar este livro, decidimos fugir por um par de dias. vi-o feliz e com outras cores.

6.30.2010

WeX



aos poucos os planos ganham vida, e aos poucos vamos-nos enamorando deles. como um amor que se constrói.

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