6.29.2009

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Fiona Hewitt é uma fantástica ilustradora, sendo que o seu trabalho não reflecte em nada as suas origens escocesas, muito pelo contrário, ele tem-se desenvolvido dentro de uma forte inspiração no design retro chinês.

A sua passagem por Hong Kong influenciou-a não só no uso da cor, como nos símbolos religiosos chineses e também pelos cartazes de propaganda comunista dos anos 40 e 50.

Existe um livro fabuloso editado pela Taschen, “Chinese propaganda posters”, que traz parte da colecção Michael Wolf de cartazes da propaganda chinesa durante o regime comunista, acompanhado ainda de três excelentes ensaios sobre o papel de Mao na cultura chinesa.
Um tema que me apetecia alargar, porque continua a ser um palco com dois teatros tão distintos.

De Quioto e pelas mãos de uma amiga uma colecção de papéis que usarei em breve. O saco veio da Cristina que tem sido uma presença constante mesmo à distância.

luas





Uma viagem sobre dois animais que rumam ao Norte, guiados por outros animais e pelas diferentes fases da lua. Uma viagem de descobertas, do mundo e até de si mesmos quando a lesma pede ao caracol que saia da sua casca.
O texto de Paula Carbonell é pontuado com provérbios e expressões idiomáticas que incentivam a tradição oral.
As ilustrações da argentina Cecilia Afonso Esteves conferem à narrativa uma simplicidade e uma cumplicidade entre a natureza muito própria desta ilustradora.

Desde 2005 que a OQO tem criado um catálogo digno de vários elogios, como a revista Babar nos mostra, no entanto o site ainda parece longe da marca da editora.

A leitura deste livro foi acompanhada de outras memórias, de certa forma também ligadas ao norte e a uma procura do outro ou de si próprio. Uma muito particular por ser um dos meus compositores de eleição. Philip Glass no álbum Einstein on the beach.

Para ouvir e quem se interessar pelo texto pode ler aqui

E ainda o poema Funeral Blues de W. H. Auden

6.26.2009

de pais a dobrar ou não



por ter sido uma filha tardia, pouca memória tenho dos meus avós. guardo histórias, fotografias e a possibilidade de ser uma espécie de fotocópia da minha avó paterna e a herança de um nome.
por ter sido uma filha tardia de quatro filhos, tenho na memória uma série de pais e uma espécie de sobrinhos-irmãos.

a imagem de cima é um detalhe da ilustração da Pais e Filhos do mês de Julho

6.24.2009

amigos





depois de algum tempo de ausência em que estivemos com o coração e a cabeça bem distantes, um livro, claro, que fala de amigos e que bom foi ter os amigos por perto, que fala de boas ideias, mas sobretudo termos ao nosso lado quem acredite nelas e depois porque é um dos meus ilustradores preferidos, - Miguel Tanco.

e uma série de livros novos que ambos andamos a descobrir

200 Amigos ou Mais Para 1 Vaca de Alessia Garili com ilustração de Miguel Tanco e editado pela Livros Horizonte




6.02.2009

a ler





Sinto que para tudo na vida precisamos de ter pessoas excepcionais por trás, que nos conquistem, que nos ensinem a olhar. A olhar mesmo.
Uma das coisa que agradeço é ter havido pessoas na minha vida que me ensinaram a ler. Estar rodeada de livros e tintas foi muito importante para a minha formação, mais do que formação artística, a minha formação enquanto indivíduo.

Já não me lembro de começar livros, mas sim de os acabar, pena que o tempo não dê para tudo. E é a propósito de tempo ou da falta dele que transcrevo esta metáfora que Pepetela faz no seu livro “O Planalto e a Estepe”, - editado pela D. Quixote -, “O tempo é um atleta batoteiro, toma drogas proibidas, corre mais que todos. E quanto o mais quisermos agarrar, porque resta pouco, mais ele corre. O tempo goza com a nossa estúpida vaidade…”

O novo livro da Bruaá “O ponto”, além do simples prazer da leitura, traz aquilo que falei no início, a necessidade de termos nem que seja de passagem pessoas extraordinárias nas nossas vidas.

A professora que consegue transpor a barreira do “Eu não sei desenhar”, imposto por aquela criança é a professora que todos queremos para os nossos filhos. E não se reporta só ao desenho, mas a tudo na vida.
Há pouco tempo e à conversa com Miguel Horta ele contava a história de um menino que só desenhava aviões e a professora queixava-se disso. O problema não estava na criança, mas na inabilidade de ela lhe mostrar que ele o podia fazer, mas de tantas maneiras diferentes, como a personagem de Peter Reynolds que reinventa um ponto vezes sem conta.

Por último um texto que vale a pena ler, assinado por Francisco Vale no blogue da Relógio d’Água, porque eu também não me identifico com livros que são a meu ver receitas ou fórmulas de escrita.

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