4.29.2009

delas




(...) Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho


Drummond de Andrade, in Para Sempre

4.24.2009



porque vivi sempre com o sabor da liberdade


e amanhã vamos rever amigos

dia internacional do livro (ontem)



Depois de ter lido ontem alguns posts sobre o dia internacional do livro apetece-me apenas acrescentar duas coisas, que a partir de ontem Beirute é a nova capital mundial do livro e que o dia internacional do livro infantil também já comemorado conta com uma nova imagem para 2010, pelas mãos Eliacer Cansino e Noemí Villamuza que ganharam o concurso da OEPLI para o cartaz comemorativo

e a feira do livro de Lisboa que promete ser diferente, conta ainda com o site de 2008, via APEl

4.22.2009

«no mais fundo de ti»


...que há leitos onde o frio não se demora.
in "poema à mãe", Eugénio de Andrade

as vezes que fui à "Ler Devagar" ainda no Bairro Alto foi acompanhada do Torcato, acabava-se sentado numa mesa com um cutty sark a acompanhar a conversa e o(s) livro(s) comprado(s).
mais tarde na Fábrica do Braço de Prata (infelizmente já há muito tempo sem site) e agora no antigo espaço da gráfica Mirandela.
promete...
a inauguração é amanhã e durante quatro dias. programa aqui

tricotar


a juntar a muitas coisas que gostava de saber fazer junta-se a de tricotar.
um blog que vale a pena espreitar pela magnifica coleccção

4.21.2009

dias longos



o sol voltou e com ele uma nova força anímica. as novas ilustrações ganham forma e o tempo vai-se perdendo

4.20.2009

little red riding hood



Quartetos animados foram produzidos pela Ravensburg, uma empresa alemã que se iniciou no fim do século XIX, pelas mãos de Otto Maier, mas que só vem a adquirir definitivamente o nome em 1905. para curiosos como eu fica aqui a evolução do logotipo.

Comprada pela majora nos anos 70 e distribuído pela catalã Sallent Hermanos, “quartetos animados” é fabulosamente ilustrado, pena que a assinatura mesmo a conta fios seja difícil de perceber. Restam-me hipóteses como Ateusaew, Aleusaeu, Ateusaen, Aleusaeu

O jogo completo aqui e uma página dedicada a vários jogos da Ravensburg

4.15.2009

lost and found




Oliver Jeffers o mesmo autor de “O incrível rapaz que comia livros” viu através da produtora Aka o seu livro “lost and found” passado a cinema numa curta-metragem que estará disponível em dvd a partir de 20 de Abril.

"lost and found" conta a história de um pinguim que anda perdido e que vai bater à porta de um menino, este resolve levá-lo de volta para o Pólo Sul. uma viagem feita de peripécias e medos que no fim se traduz na tristeza de dois amigos se separarem.

"The penguin hadn’t been lost, it had merely been lonely"

um pouco do filme aqui via CR blogue

4.09.2009

para dormir






À medida que a criança cresce e que toma consciência do mundo envolvente surge muitas vezes períodos de medos, receios e preocupações.
Estas emoções são sentidas por todas as crianças com diferentes graus de intensidade, marcam diversas etapas no desenvolvimento mas por vezes impedem a criança de avançar.


No entanto o medo desempenhou sempre uma função muito específica, que era o de proteger o indivíduo de eventuais perigos e quando o ser humano é confrontado com uma situação percepcionada como ameaçadora, ele prepara-se não só no plano psicológico como no biológico. O medo tem assim uma função adaptativa e deve ser considerado, dentro de determinados limites, como útil.


No caso de Billy, o menino da nossa história, os seus medos chamam-se preocupações, e têm como causas sapatos, chapéus, chuva ou pássaros gigantes. O que o texto não diz, é que as preocupações do Billy acontecem apenas quando tenta dormir, à noite, na sua cama. A avó dá-lhe a conhecer as “bonecas das preocupações”.

Há uma lenda que diz que o povo da Guatemala contava à noite as suas preocupações aos bonecos e colocavam-nos debaixo da almofada e na manhã seguinte os seus problemas tinham desaparecido.
Uma tradição das crianças guatemaltecas que se espalhou a várias partes do mundo.

Outras bonecas

As preocupações do Billy de Anthony Browne editado pela Kalandraka, 2006

4.03.2009

viver os dias




A vinda para o interior e no nosso caso para o Alentejo, teve acima de tudo uma coisa boa que foi o ganhar tempo. Com uma empresa às costas e com todas as responsabilidades e dificuldades que isso nos acarreta, também é a hipótese de acompanhar o Manel quase a tempo inteiro.
Gerir o nosso tempo, fazer um pouco os nossos horários e saber que em tempo de férias da escolinha, o M. fica assim, connosco, em jeito de guardado.

eu + tu




dois lotos de cálculo editados pela majora, com ilustrações de Cesar Cliliott, dos quais não consigo ter mais referências. gostava de um dia poder consultar um catálogo ou mesmo um inventário detalhado sobre todo o material que a majora editou desde o seu início nos anos 40 até à década de 80, do século XX.

4.02.2009

lobos de uns e outros




Hoje comemora-se o Dia Internacional do livro Infantil e segundo alguns autores portugueses o grande salto que se deu na literatura infantil portuguesa foi ao nível da ilustração, in JN.

Não de autores portugueses, mas com ilustrações lindíssimas de um artista belga já falecido (1921-1982), Jean Leon Huens, um livro adaptado pela Verbo Infantil, da editora Casterman, - “Contos da Condessa de Ségur”.
Distinguido em 2002 com o prémio “Hall of Fame” da Sociedade de Ilustradores de Nova Iorque, Jean Leon Huens foi considerado um sucessor de artistas como Van Eyck, Memling or Fouquet. E uma das coisas que me fascina nestas ilustrações é a presença de um fino grão comum a todas.

Não posso dizer que não me fascino a olhar para os desenhos do Manel, mas a verdade é aquilo que ele vê diariamente, provavelmente se eu cantasse...

4.01.2009

Mimos de cor e sabor



A marca Arcádia surge no Porto pela mão de Manuel Pereira Bastos, em 1933, e a fábrica actualmente existente na rua do Almada abriu em 1945.
Mantém na fachada a designação Arca e, no interior, a aparência de outros tempos, “preservando o mobiliário da década de 30 e os tradicionais azulejos, o mais aproximado possível ao que ali existia”, conta Margarida Bastos, cheia de doces memórias de infância.

Um mundo de cheiros doces e aveludados, de formas e cores, de sabores diferentes como a menta, a rosa, ou a lavanda.
Um mundo de bordadeiras, porque é assim que as mulheres que ali trabalham e algumas há mais de 30 anos descrevem a arte de decorar as amêndoas de licor,- autênticos bordados.
No fim há manjericos, bebés, cenouras, ervilhas, morangos, cerejas ou favas.

Confesso que os bebés são as que fazem as minhas delícias, mas a verdade é que o sabor que guardo delas não é o mesmo. As cerejas deixaram-me triste.

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