12.31.2008

bom ano


que cada um de nós consiga fazer uma coisa que torne 2009 um ano melhor. tudo de bom para quem está deste lado e desse

12.23.2008

love


um feliz natal para todos os amigos. daqui e dali. obrigada por terem estado presentes

merry xmas to all of you. thanks for all. have a wonderful season

12.19.2008

casa



A Kalandraka continua a recuperar contos de tradição oral e é o caso de Grão de Milho, baseado num conto popular português de tradição oral cuja recolha etnográfica nos revela várias versões.
É um conto que apresenta uma estrutura de ritmo acumulativo, repetitivo, em que o estribilho, é uma peça fundamental para favorecer a oralidade.

A história desenrola-se num ambiente familiar. Onde a protecção dos pais é uma constante, sem que isso seja um impedimento para que esta criança pequena como um grão de milho possa ter uma vida normal.

Um conto que ajuda os mais pequenos a vencer diferenças. Longe de debilidades e com um final feliz.
Grão de Milho é forte, tem iniciativa e sabe enfrentar e resolver os problemas que lhe surgem.

Adaptado por Ollala Gonzalez é um texto povoado de humor em que as ilustrações de Marc Taeger que lhe acentuam ainda mais essa característica. Uma linguagem visual simples com aproximação ao desenho infantil e de uma grande riqueza cromática.
capa aqui

12.18.2008

Faz frio lá fora



Há oito anos decidimos trocar a cidade pelo campo. Deixámos o mar por uma terra em que as ribeiras parecem rios e o Maranhão o mar. o grande espelho de água deste compensava a falta do outro.

Oito anos depois fomos desafiados para voltar a ver o mar. outro mar. distante. Um novo projecto de vida, talvez não para a vida. O pai está lá. Na distância e o M. começa a dar sinais.

Faz frio lá fora. E cá dentro também.

O xaile foi um presente de um amigo.

12.17.2008

sonhar





Sei que provavelmente este será o último ano em que o M. aceita e acredita na existência do Pai Natal.
Eu própria gostava de ainda acreditar. Gostava de poder olhar para o céu e ver um homem vestido de encarnado a viajar pelo céu. Com barbas verdadeiras e um fato à medida. Sem interesses. Que batesse a todas as portas. Em toda a parte.

Sei que provavelmente este será o último ano em que o M. aceita e acredita no Pai Natal.
Que a chegada dos presentes não seja feita pelos pais, mas por um dos muitos duendes que o acompanham. E que na noite de Natal AQUELE presente, seja trazido em mãos pelo próprio.

Sei que provavelmente este será o último ano em que o M. ouve esta história com estes ouvidos. Que para o ano, perceberá o humor subtil que ela carrega. Que o pai natal também precisa de ser mimado e é o que Ana Saldanha faz resgatando uma série de personagens dos contos tradicionais, como o capuchinho vermelho ou o lobo mau, para esta narrativa.
É uma história carregada de valores e com um final feliz.

Editado pela primeira vez, pela Campo de Letras em 1996 e ilustrado por Joana Quental, é agora a vez da Caminho o reeditar, contando com a arte de Madalena Matoso.
mais aqui

12.15.2008

5 anos de ti



hoje estás maior e não é pelo dia. basta.me olhar em teu redor e ver os espelhos, os armários, as palavras, os quereres, os modos de estar e perceber o que já conquistaste. parabéns migalha.


obrigada aos amigos que têm sabido estar presentes

12.12.2008

a dois


Conta-me outra vez

Conta-me outra vez, é tão bonita
que não me canso nunca de a ouvir.
Repete-me de novo, os dois da história
foram felizes até à morte, ela não foi infiel, ele nem
se lembrou de a enganar. E não te esqueças,
apesar do tempo e dos problemas,
continuavam a beijar-se cada noite.
Conta-me mil vezes, por favor:
é a história mais linda que conheço.

Amalia Bautista, Cuéntamelo otra vez, incluido na antología Quinta del 63, Celya, Salamanca 2001

12.11.2008

silêncios



Apenas preciso de alguém que me sorria e reponha o mesmo disco sempre a tocar
e escute comigo o vento nas janelas e sinta a tristeza que têm os gladíolos murchando em cima da mesa.

Apresentação da Noite, Al Berto, Assírio & Alvim, 2006

12.10.2008

letras



porque fui criada no meio deles, gosto de os sentir como uma extensão dos meus braços. acredito que se aprende a gostar de os ter por perto, como se aprende a gostar de outra coisa qualquer desde que quem o sirva o saiba fazer.

hoje dois livros que eu também gostava de os ter

"A Grande Questão", de Wolf Erlbruch, da Editora Bruaá e "As Cozinheiras de Livros" de Margarida Botelho, da Editorial Presença

12.09.2008

de amores





quase a fazer os cincos anos o M. já não se contenta só com os filhos dos amigos. já fez por ele os seus próprios amigos. pediu. amigos rapazes. na maioria. duas meninas, que podia afinal ser só uma. porque gosta dela. mas há uma amiga...

apaixonados de Rébecca Dautremer fala disso mesmo dos primeiros amores. ou melhor dos conceitos. das palavras que aprendem, mas que não sentem. um álbum cheio de personagens fantásticas, mágicas, luminosas e frágeis. de uma fragilidade própria de quem tem tudo para descobrir

palavras de trapos, língua que os livros falam, na Gulbenkian dias 15 e 16 de Dezembro

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