12.12.2008

a dois


Conta-me outra vez

Conta-me outra vez, é tão bonita
que não me canso nunca de a ouvir.
Repete-me de novo, os dois da história
foram felizes até à morte, ela não foi infiel, ele nem
se lembrou de a enganar. E não te esqueças,
apesar do tempo e dos problemas,
continuavam a beijar-se cada noite.
Conta-me mil vezes, por favor:
é a história mais linda que conheço.

Amalia Bautista, Cuéntamelo otra vez, incluido na antología Quinta del 63, Celya, Salamanca 2001

1 comentário:

  1. Mais uma vez, lá estou eu a ler-te com um um sorriso que não desaparece. Venceu por 'ko' a lágrima que também queria surgir. Era tão bom que a vida real fosse assim como no poema. Não é. Mas também ninguém me convence que os contos de fadas só vivem nos livros.

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