10.15.2008

de viver no campo



ontem demos uma entrevista à TSF (ainda não passou), a propósito de gente que larga os grandes centros urbanos e refugia-se no campo, que muda de actividade ou que simplesmente traz consigo aquilo que sabe fazer.
nós viemos já com um atelier de design às costas e no imaginário todo o romantismo de se viver em espaço aberto, com cheiro a terra.
pediram-nos no final da entrevista um balanço. falo por mim. quem me conhece sabe que tenho no corpo a cidade. mas a paisagem já se dilui dentro de mim. não sei se respiro campo e transpiro cidade. sei do que gosto. sei que a calmia me trouxe o Manuel. me devolveu os pincéis às mãos. que me aproximou mais das pessoas. algumas que nem conheço pessoalmente, mas em quem me revejo. nas imagens, nas letras. sei que a calmia tem alturas ensurdecedoras. que contrario, trabalhando, produzindo, produzindo muito. de viver no campo faz-nos aprender a olhar.

10 comentários:

  1. Olá Rute!!
    estou encantada com suas ilustrações!!! são de uma delicadeza tão especial, que chegam até encher os olhos da gente de lágrimas!
    parabéns!

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  2. Merci Rute. Bebo as tuas letras, a tua atmosfera, sorrio com a tua compreensão. Não é fácil todos os dias, mas olhar é igualmente a minha recompensa!

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  3. Por vezes tenho tanta vontade.... Um dia, quem sabe ;).

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  4. Que bonita maneira de dizer que se está viva, que se está bem e que é bom "crescer" :)

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  5. Entendo-te muito bem...eu fiz o mesmo.
    Adoro as tuas ilustrações, e a musica que escolheste para o teu blog.
    Ah! escreves sem iniciar com letra maiúscula tal como o Valter Hugo Mãe :))

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  6. Faço minhas as tuas palavras. Viver no campo e falo da ruralidade absoluta, onde o cheiro da natureza e as pessoas que nela habitam, o é no seu melhor e pior, é uma opção de vida que já não consigo trocar por outra.
    Também me trouxe a contemplação e a descoberta de uma forma de vida mais simples e natural, que as grandes cidades não oferecem hoje em dia...

    Maria

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  7. Quando fui viver para Sintra costumava dizer que tinha o melhor de dois mundos: adormecia e acordava no campo e depois ia alegremente trabalhar para o centrinho da minha Lisboa. Agora que me deslocalizaram da capital para os arredores, Sintra tornou-se ainda mais um refúgio. Onde sinto e cheiro as estações. Onde conheço as pessoas pelo nome. Onde mal saio de casa já estou a passear. Onde a minha filha cresce a sujar as mãos de terra. Não é o teu campo,eu sei, mas já dá para ser feliz

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