5.21.2008

poema a um amigo




(...) E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo. (...)

sei que preferias que escolhesse Camilo, mas nem me atrevo, pelo menos contigo não.
fico-me por Herberto Helder. fica prometido um almoço entre os três. fica prometido dez telas, que ingenuamente considerei serem treze e que tu disseste que deviam ser vinte.
a bungavília, essa, já se encheu de flor e espera por tardes e noites de conversa.

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