2.28.2012

filme


















Vê-los crescer sabe bem, mesmo que em alguns momentos sintamos uma dada nostalgia. Depois da conquista de ter começado a ler legendas com 7 anos, é agora aos 8 anos a altura de outros voos neste mundo do cinema. Fomos ver "A invenção de Hugo" e a pedido dele, veio por arrasto o livro.

Confesso que foi o primeiro livro que lhe comprei sem antes o ter visto, mirado, remirado, talvez porque o entusiasmo dele foi o bastante para até ter sido ele a pedi-lo na livraria Almedina.

Com ilustrações de Brian Selznick, galardoado pelo New York Times com o prémio de melhor ilustração para Words of America de Walt Whitmam (vale a pena espreitar). A invenção de Hugo é um livro repleto de ilustrações que sugere uma visão cinematográfica ao leitor.

eu podia viver numa casa assim... com livros

2.24.2012

Pessoas




A menos de um mês de irmos para São Paulo, fizemos a antecipação de um Museu que temos nos programa e fomos ver à Gulbenkian, "Fernando Pessoa, plural como o universo"

A exposição foi criada originalmente para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, numa colaboração com a Fundação Roberto Marinho. Uma exposição que ganhou muito com este novo espaço, onde ao contrário do Rio de Janeiro, onde também esteve patente, aqui, foi possível a realização da concepção cenográfica na íntegra.
Uma exposição montada, toda ela, num ambiente interactivo, mas que não deixa de lado a pessoa que é Pessoa, com os seus manuscritos, pequenos apontamentos, blocos de notas. De uma caligrafia invejável e de um método de trabalho revelador desta multiplicidade de Pessoas.
O famoso quadro de Almada Negreiros, K4, o quadrado azul e a arca de madeira onde foram encontrados mais de 25 mil páginas de manuscritos, estão ali a menos de um metro de distância, capazes de nos engolirem e sufocarem na sua grandeza.

Ao Manel, e por não ser uma exposição fácil, muito pela complexidade de Pessoa, pedi-lhe que fixasse o quadro de Eduardo Viana, K4, o quadrado azul, porque em casa lhe mostraria uma edição fac-similada do famoso folheto satírico editado em 1917 por Almada Negreiros.

A quem for ver, como diria Fernando Pessoa, que possa sair dali, indisciplinado, o homem que se definiu como um "indisciplinador de almas"

Com o Manel cumpriu-se um ritual que mantive com os meus sobrinhos enquanto eram pequenos, que é o prazer de dar pão aos patos.

2.23.2012

amigos






A propósito dos 25 anos da morte de Zeca Afonso uma miscelânea de sentimentos e um livro à mistura.

Ouvi de um amigo, "Quando se acaba de ler um bom livro fica uma dúplice sensação de perda e satisfação." "Trabalhos e paixões de Fernando Assis Pacheco" escrito pelo Nuno Costa Santos e editado pela Tinta da China é um exemplo disso.

"O livro, apesar de não ser longo – até para respeitar o retratado, que não admitiria que se escrevesse um calhamaço..." deixa-nos com uma sensação de gula, de desejo, porque se quer mais, porque nos apaixonamos pela figura a cada palavra escrita, porque o livro traz à memória outros amigos que talvez tenham decidido ir-lhe fazer companhia.

Este livro traz-te mais uma vez para o pé de mim. sinto-te a falta. em pequenas coisas como o saber de uma vírgula. Tenho saudades de quem foi muitas vezes um pai, que apaziguou discussões, sim, tu que te pelavas por uma boa discussão. Tenho saudades de tantos dias.

Tenho saudades de outros tempos de jornais, de que me contes histórias.

Do Zeca Afonso, "Nunca alguém o comprou, por um lapso de tempo que fosse, nem à sua criação artística. E só a morte viria a calá-lo, nesse incómodo 23 de fevereiro de 1987." António Loja Neves

regressar a casa

































cinco dias de regresso a casa, volto com a mala cheia... de coisas vistas, lidas, partilhadas, histórias de família que desconhecia, e já de muitas saudades, neste regresso ao campo.

Uma das saídas foi inevitavelmente uma ida ao Museu da Electricidade ver o Ilustrarte deste ano.
O espaço era logo à partida um motivo para se ir ver a exposição. A ideia de um espaço intimista, este, que cada um cultiva à sua maneira (vontade de lançar o desafio de se mostrar, como andam as nossas mesas de cabeceira)

De tudo o que vi, ficou gravado o nome de Annalisa Bollini, uma italiana que transforma a ilustração em verdadeiras pinturas, com uma enorme riqueza visual. apetece parar o tempo, o som e ficar a observar cada pormenor dotado de uma magia que nos deixa assombrados.

Outros nomes que merecem destaque (vale a pena seguir os links e descobrir um pouco mais sobre estes ilustradores)

Trui Chielens (Bélgica), Chiara Carrer (Itália), Laia Castillo (Espanha), Daphné Gerhard (Bélgica), Daniela Murgia (Itália), Michael Roher (Áustria), Morteza Zahedi (Irão), Beatriz Terceno (Espanha), Katrin Stangl (Alemanha), Kaatje Vermeire (Bélgica)

O vencedor deste ano foi Valerio Vidali que já tinha falado aqui 

2.11.2012

(dis)like




















































A propósito de um pesadelo do Manel, que se afogava num campo de "azeitoneiras". Pergunto-me se valeria a pena emendá-lo. A angustia de um afogamento no meio de um campo era penoso, ao menos que seja com a árvore que queremos.

Gosto dos fins de semana lá longe
Gosto de ficar na cama até tarde, mesmo não estando a dormir
Gosto de almoços tardios
Não gosto de gente que sabe tudo, de tudo
Gosto de rir
Não gosto de frio
Gosto do mar
Gosto do cheiro de legumes frescos a chegar a casa
Gosto de jantares
Gosto de sushi
Não gosto de porco
Gosto de bonecos especiais
Gosto de pensar que ainda acabo esta manta
Gosto do bolo da Inês
Gosto de ti



2.10.2012

saborear






Para quem me segue de perto, sabe que entre muitas coisas que vou mostrando tanto no blog, como no flickr, escrevo há um ano uma página semanal para o DA com dicas para os mais pequenos.
Confesso que dou por mim a pensar se a página não estará mais virada para os pais, educadores ou simples curiosos. Escrever para crianças, não é pêra fácil. E o processo das escolhas também não fica atrás.
Entre dicas e jogos, surge sempre um livro, que gera em mim alguma angustia.
A primeira e mais relevante é a qualidade do livro, se é ou não novidade, confesso que não tem sido critério, embora torne a escolha mais fácil.
A verdade é que se traduz num arrombo orçamental, sim porque os livros que são sugeridos fazem parte e ainda bem da minha biblioteca pessoal, só porque não sei pedinchar às editoras.

Mas esta conversa é essencialmente para sugerir um livro que apesar de já ter saído no DA há bastante tempo, só agora me permiti saboreá-lo com o devido valor.

“Esqueci-me como se chama" do escritor russo Daniil Harms, nascido em 1905, considerado um dos grandes escritores e dramaturgos da história da literatura russa, morreu de fome, esquecido, aos trinta e sete anos numa prisão de Leninegrado. 
Pertence à última geração dos grandes vanguardistas russos que ainda ousaram exprimir-se com liberdade e ironia. Os seus manuscritos foram recuperados de entre os destroços da casa bombardeada, durante o cerco nazi a Leninegrado. 

“Estou interessado apenas no nonsense. Só naquilo que não tem qualquer sentido prático. Estou interessado na vida apenas na sua manifestação absurda”, afirmou Harms.

A verdade é que voltou a ser o "nosso" livro de mesa de cabeceira e garanto-vos que apesar de querer que o Manel adormeça é impossível não soltar umas boas gargalhadas e deliciarmos-nos com as histórias. Aos meus amigos aconselho que comprem mesmo que não haja uma criança por perto.

Com ilustrações de Gonçalo Viana e editado pela Bruáa. O vídeo é do lançamento do livro na livraria Cabeçudos e pelas expressões percebem que vale mesmo a pena ler.



Traduzido, a Assírio tem "A Velha e Outras Histórias"
"Crónicas da Razão Louca" da Hiena Editora.

conto contigo para...



















Conto contigo para... é um projecto desenvolvido pelos professores do 1º ciclo do Agrupamento de escolas de Avis. É uma forma de levar os pais à escola permitindo que a ponte, os nossos filhos, se torne mais sólida nesta relação professor-aluno-pai.
Um projecto que pelo segundo ano acarinho com algum entusiasmo. Parabéns pela iniciativa.

Esta actividade é parte integrante de um atelier que desenvolvo com crianças que tem como tema "Pernas para que te quero"

2.07.2012

coração na barriga



















desenhar para poder respirar

tapies























1923-2012.  Sempre tive uma paixão por esse traço, essa marcação do espaço, por esse homem das cruzes intensas. Na morte emerge a radicalidade dos afectos. Na vida, por vezes distraimo-nos...   

2.06.2012

doll makers
























Ao ver o trabalho de Shino Suzuki, (via), fiquei com imensa vontade de voltar às minhas bonecas (2ª e 3ª foto). Pode ser que ganhe coragem.

A brincar por aqui

2.03.2012

beber o trabalho



















Entre ilustrações para livros e telas para exposições, ou ilustrações para livros que viram exposições, com um atelier de design, uma página num jornal dedicada a crianças, ateliers para os mais pequenos e mãe, o tempo que sobra é pouco, muito pouco.

Ontem precisei de pintar e apesar de ter posto este trabalho como disponível, confesso que o prazer foi tanto que se ficar por cá servirá para eu nunca me esquecer de que preciso dos pincéis como água para beber.

2.02.2012

de seu nome Flausina

























Hoje ao regressar com o M. da escola, o Mestre Orlando, (mestre na arte da barbearia), nos seus quase 80 anos é também um Mestre na arte do brincar e encabeça esta tradição de chocalhar as comadres.
Fui conhecer a Flausina, já com data marcada para sair à rua, espera com alguma ansiedade a antecipação das comadres, que planeiam o chocalhar com todo o secretismo.  Nestes "entremezes", que antecedem o carnaval, é vê-los a eles e a elas a preparar a melhor, ou dito de outra maneira, a pior partida.


Há tradições que resistem ao tempo, ou pelo menos há gente que teima, e ainda bem, em não as deixar morrer. 


A ilustração (detalhe) faz parte de um livro que estará este ano nas livrarias e teve como inspiração a barbearia do Mestre Orlando, em Avis.

2.01.2012

quente





























Ao fim de dez anos continuo diariamente a pesar o bom e o mau de se viver num meio pequeno. Custa. Custa muito sobretudo ao fim destes anos em que o enamoramento passa e vemos as coisas com um olhar muito mais fiel.

Mas há coisas boas, claro que há, como ter pão fresco à porta às 7 da manhã. (não se compara com este que é absolutamente guloso) Por isso, o fazer pão em casa ou pelo menos a massa de pão serve um único propósito que é comer pizza caseira.
Como sobra sempre massa, acabo por a converter em pão coberto de sementes.

Esta receita foi-me dada pelo Afonso com a grande vantagem de não ter de se amassar. Por aqui ainda estamos cépticos e o pão acaba por levar umas amassadelas.

receita aqui, num espaço que para mim tem sido uma brincadeira, ao qual amigos começaram a aderir.
A experimentar tenho duas receitas que me enviaram por mail, com uma outra alteração.

bigodes

























































Chegou hoje a fanzine Bonito bigodinho, da Joana. Com um traço fantástico e um humor fora do vulgar, deliciamos-nos a ver cada detalhe. Por "estas bandas" já tinha passado uma exposição dela, mas para quem conseguir dar um pulo a Esposende não perca no Avesso uma outra exposição, que conta também com algumas esculturas macias

Nos próximos dias vou a sair à rua a tentar encontrar, aqui, um sósia para cada bigodinho.

Depois há outros bigodes e os de leite são os melhores. more milk moustaches.

Mary Blair uma das minhas ilustradoras preferidas.

1.31.2012

adoçar a vida





























Trabalhar por conta própria tem os seus riscos e a actual conjuntura é prova disso mesmo. Com uma Leya a cortar despesas, com uma empresa às costas com todos os seus encargos,  a cozinha tem sido um escape.

receita aqui

1.30.2012

e trocar de mentalidade?

















Esta é talvez a última fotografia com mais partilhas no FB e a que gera uma onda de indignação generalizada. Eu só me consigo recordar do recente texto publicado no Actual com o tema "Círculo vicioso", de António Guerreiro, onde editores como Luís Oliveira ou Manuel Rosa da Assírio se queixam deste "mercado selvagem para onde o livro caminha".
André Jorge da Cotovia fala-nos como "é ilusória esta conceção genérica do livro como um bem cultural, quando na verdade o mercado do livro, na verdade, é predominantemente alimentado por produtos que não têm nenhum valor cultural, nem literário, nem formativo."
Mas de quem é a culpa? Dos grandes grupos editoriais que preferem comprar direitos a apostar em autores e ilustradores nacionais, só porque é mais barato? Ou nossa que trocámos as livrarias  históricas por estes espaços?
A Fnac adoptou um sistema de "produto fresco" igual aos supermercados, há o que é do dia, e o resto se houver está numa cinta com mais um, ou outro livro a um preço reduzido, mas cuidado porque mesmo assim pode estar fora da validade.
Ai que saudades tuas, Torcato.

1.29.2012

a minha relação com o fumo





























Começo por dizer que não fumo há quase 6 anos. Não fumei durante a gravidez, mas em determinado momento recomecei e em força. Estranho, era uma fumadora tardia, e a relação que tinha com os cigarros não era a do prazer do gosto, do fumo que enchia a boca. era de escape. de nuvem que nos envolve e nos esconde.

Comecei a fumar tarde. muito tarde. engoli a morte da minha mãe. e quando dei por mim tinha acabado de "comer" um maço de cigarros.

Um dia, a seguir à viagem de uma amigo ao Brasil fui introduzida no prazer das cigarrilhas e aí sim, posso dizer que fumar era um prazer. Seguiram-se as viagens, os jantares tardios, os passeios fora de horas, os charutos, as lojas de velharias que teimávamos em entrar, as casas velhas de campo que sonhámos comprar. e os vinte três anos que nos separavam. vivemos na minha intensidade, com a calma de alguém que já não tinha pressa.

Hoje, à procura de um livro encontrei-te neste passado de há muitos anos. Dele ficaram dois charutos e um diário. La Paz... 

1.27.2012

sweetness


















Filha de uma mulher com carta de pasteleiro, numa altura em que não lhes era reconhecido o direito de serem "primeiros pasteleiros", cresci com o som do açúcar entre as varetas de metal.

Cresci sem aprender uma única receita, porque "ela" estava lá. porque "ela" era melhor.

Deixou-nos sem escrever uma linha daquilo que sabia, porque o sabia de olhos fechados, porque a concha das mãos eram medidas.

Sem ser apreciadora de doces, - o que parece ser genético -, é com doçura que me entrego a cada coisa que faço.

a receita aqui

1.26.2012

para onde vamos





















"Para onde vamos quando desaparecemos" é um livro que nos fala muito além da ausência, da morte, da perda ou da falta. Fala-nos daquilo que a vida é, cheia de grandes e pequenas coisas.Cheia de tudo e de nada.

(...) "De quem fica, quase sempre se diz
que fica de mãos vazias.
Mas a verdade é que quem parte
lhe deixa sempre um monte de perguntas."(...)

"felizmente
(ou infelizmente, sei lá)
não somos os únicos
a desaparecer." (...)

O que dizer do sol, das nuvens, das folhas, da meia que não encontramos o par, do areal que desapareceu e de outra praia que se formou.

"Nada dura para sempre (...)
Melhor do que nada...
O nada é um sítio demasiado vazio
para alguém lá estar.
E se formos lá parar,
deixará de ser o nada em menos de nada."

A verdade é que não sabemos lidar com a morte, com a falta, com a ausência, por muito que digamos que é a lei natural da vida. Eu não quero pensar que vivo, que trabalho, que crio, que me esforço, que sofro, que choro, que rio, para um dia tudo acabar.
Acho que o problema não é sabermos lidar com a morte e aprender a aceitar que faz parte da vida. O problema é que não aprendemos a viver.

Nada melhor que um elogio à vida, a boneca da Rosa Pomar (nº 157). 

1.25.2012

in love































Apaixonada pelo trabalho desta artista húngara, Eszterda. E por esta boneca (primeira foto) em particular.

Não chegou a primavera, mas as limpezas começaram a sério por estas bandas. Por isso estejam atentos porque pode surgir por aqui um "giveaway". Não é o caso da segunda boneca, que faz parte da minha colecção de "doll makers". Esta da Alexandra Regadas.  


1.18.2012

a gigantesca pequena coisa

































Se há livros que apetecem abraçar, este é o livro. Não só pelo tamanho, (aproximadamente um A2), pela forma, mas pelo texto e pelas ilustrações que ganham uma dimensão quase real.

"A gigantesca pequena coisa" de Beatrice Alemagna, fala-nos daquilo que nos move, a procura da felicidade e que tantas vezes, estando ali mesmo, pertinho de nós, não a sabemos reconhecer.

"Num dia de verão, ela passou por ali,
mesmo ao lado dos pés de Sebastião.

Um menina tentou apanhá-la,
como se fosse uma mosca.(...)

Alguém a encontrou no meio da chuva,
um minuto ou dois, no máximo.
Esse minuto bastou-lhe.(...)

As pessoas encontram-na nos cheiros,
nos olhares.
Nos braços dos outros (...)"

A ilustração da criança nos braços de uma mulher fez-me lembrar uma foto que está na exposição da Frida Kahlo no Museu da Cidade até ao fim deste mês. E porque os dias apetecem vale a pena uma visita ao jardim  Bordallo Pinheiro.

Mais fotos aqui e um pouco mais do livro acolá

1.17.2012

viver no campo e desabafos






















Quem me conhece sabe que é lá longe onde o mar habita que eu me sinto bem.
Aqui vivo, pelo menos da melhor maneira que sei. Mas viver no interior não é fácil e já nem falo de cultura, da falta de um filme ou de um livro que se quer e que se fica dias à espera. Recebe-se, porque se encomenda à distância. Ou porque se foge...



"Viver no campo", e este viver no campo é relativo, é aprender a planear, é esperar que a memória não nos traia, ou os "post-it's" não acabem. Faltar um bem essencial a um domingo, significa fazer 70km para o conseguir.


Experimentar receitas novas com uma dada impetuosidade, não é para quem viva no campo... e apesar do queijo vir cortado aos triângulos, estava bom.

A receita aqui

1.16.2012

Sadhana































Se há pessoas de quem apetece falar, a Margarida é sem dúvida uma delas. Pelo modo de estar, de falar, de se dar e entregar a causas. Fala do seu trabalho com uma paixão que até hoje não vi outro ilustrador falar. Talvez porque a Margarida vai muito além da ilustração. As linhas, as cores e as formas são usadas para ajudar outros. Na mala, ela traz uma riqueza invejável, mas que partilha com quem a quiser ouvir.


A última vez que estive com a Margarida tinha chegado de uma longa viagem, mas já falava em partir para Goa. E assim foi. Durante um mês trabalhou com a comunidade rural perto de Chennai, no projecto de reflorestação de Sadhana.


Daqui nasceram centenas de lindíssimos postais feitos à mão. Mas o ano, como conta a Margarida não começou bem para estes meninos, um ciclone arrasou com quase toda a infra estrutura. Ajudar pode fazer a diferença.


a segunda foto faz parte do catálogo desenvolvido pela Margarida Botelho
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