5.27.2015

21/52 e a paleta de cores



com tanto trabalho o que tem ficado para trás?

- o computador

não sinto falta, apesar de ter tanto para contar e a uma semana da inauguração da Manta mais bonita, as forças começam a falhar.

e ainda temos de ouvir o PT dizer que com a minha altura devia pesar mais dois quilos, porque embora o IMC esteja dentro do parâmetro saudável está a tocar no limite.
o bom é que vamos ganhar massa muscular e não corporal.

e no meio disto tudo percebi que estes tons têm-me acompanhado...

Lisboa está vaidosa exibindo os seus imponentes jacarandás, o que me lembra a Feira do Livro.

aproveito para fazer o convite a quem se quiser juntar a mim, à Natalina Cóias e ao Sebastião Peixoto, no dia 6 às 18h no Pavilhão da Paulinas Editora, na apresentação dos livros sobre os Países Imaginados.

e é bom regressar aos vestidos sem meias...

e às flores que estão sempre presentes na nossa casa, não fosse eu filha do mês das flores.

ainda esta almofada que temos tido por companhia juntamente com a sua fabulosa dona, a Amália.

e de doces o menos possível, só mesmo quando o coração pede, porque o corpo já se desabituou...

5.13.2015

a correr

no seu último disco Camané canta "corre a gente decidida para ter a vida que quer sem reparar que a vida passa por nós a correr"

e assim se passaram dois meses desde este post e, agora a quinze dias da montagem desta instalação ainda há tanto para fazer.

o cansaço é cada vez maior, mas agora que a peça começa a tomar forma estou grata a todos, pequenos e crescidos, que tornaram esta loucura possível.

para além da grande dose de carinho que tenho recebido se não fossem os dias de ginásio para aliviar as costas provavelmente andaria de quatro.


até ao dia 4 de junho andaremos a correr...


5.12.2015

duas semanas em uma

19/52

a tentar ouvir o som da sua voz como um búzio que sussurra o mar.

18/52

sabem bem os fins de tarde para respirar e contemplar

4.29.2015

alimento para a boca e para a alma

e provavelmente dois post em um...

Não há dois iguais é o mais recente trabalho da Catarina Sobral. tenho por esta miúda uma admiração muito particular, porque para além do seu sentido estético é a capacidade inteligente com que aborda os seus livros e interpreta os dos outros.

editado pela Kalandraka e com a assinatura de Javier Sobrino, este livro reserva o seu desfecho na última página, na última palavra.

e se somos surpreendidos com o seu desfecho, também podemos dizer que ao longo das suas páginas somos invadidos pelos afetos, nas mais diversas situações.

e nos mais diversos lugares...




Não há dois iguais é um livro povoado de frases enigmáticas, capaz de nos prender da primeira à última letra e pondo à prova o nosso grau afetivo.


depois de descoberto este segredo fechado num tríptico, resta-nos repetir muitas e muitas vezes...



sabendo que não há dois iguais.

e mais duas coisas de que gosto


os rebentos de alho francês e de beterraba de cultura biológica da Cogumelos Cultivados, e que são um bom complemento para as saladas.

e estas (quatro) taças magníficas da antiga SECLA e encontradas numa das minhas lojas favoritas, dentro da Mouraria, A Loja.

eu conhecia umas taças da SECLA, mas numa escala maior, quase em versão saladeira, mas estas encantaram-me pelo seu design e pela sua ergonomia.

são muito orgânicas deixando-se envolver pelas minhas mãos.

a presença de uma assinatura no fundo da taça leva-me a pensar numa alguma encomenda que a fábrica pode ter tido e se alguém souber a história delas peço-lhe que me conte.

e podia ainda dizer não há duas iguais

SECLA e Bordallo Pinheiro




4.28.2015

17/52

a fotografia desta semana é marcada pelo fim de semana dos Dias da Música, no CCB e se por um lado o tempo não estava tão convidativo como no ano passado, as entradas tornaram-se mais fáceis pois quem se deslocou ao CCB fê-lo pela música e não pela feira que já faz parte deste evento.

do que vimos destacamos dois concertos

Gioacchino Rossini Abertura do Guilherme Tell Ludwig van Beethoven Concerto para Piano n.º 3 Orquestra Gulbenkian Pedro Neves direção musical Artur Pizarro piano


Wolfgang Amadeus Mozart Requiem Anna Samuil soprano / Cátia Moreso meio-soprano / Bruno Ribeiro tenor João de Oliveira baixo Voces Caelestes Sérgio Fontão direção musical Orquestra Metropolitana de Lisboa Leonardo Garcia-Alarcón direção musical


ainda do fim de semana fica provavelmente o corte de cabelo mais curto destes 11 anos.

dou por mim a pensar que tem sido a companhia mais presente nos últimos anos. e sim já viu e ouviu de quase tudo.

A portrait of my son, once a week, every week, in 2015.Shot on iphone 6

4.21.2015

à janela

com os dias mais compridos e com este sol morno, os fins de tarde tornam-se particularmente apetecíveis (quando há fins de tarde) e, Lisboa está cheia de esplanadas com vistas magníficas, com sítios mais ou menos in e com recantos a descobrir.

o Clube Ferroviário é um espaço onde se pode comer, beber um copo ou ir assistir a um concerto, num ambiente descontraído.

os bancos de comboio levam-nos a grandes viagens em que a paisagem é o imenso azul do Tejo, claro que a companhia faz diferença nesta viagem.

e há quem se refugie noutra mesa para mergulhar no mundo dele.

escrever sobre determinados espaços que frequentamos é uma espécie de pau de dois bicos, em que por um lado temos o maior prazer em mostrar sítios agradáveis e por outro preservar o nosso conforto, de qualquer forma fica a dica para fins de tarde soalheiros.

no interior somos levados a vaguear por outra época...




4.19.2015

um olhar muito particular

Génesis de Sebastião Salgado é um tributo a um planeta ameaçado e uma busca a um mundo desde a sua formação e na sua evolução. é um olhar à frente do que a vida moderna tende a estragar.


paramos em cada fotografia e contemplamos paisagens e modos de vida que permanecem até hoje intocadas, que conseguiram escapar das transformações impostas  pelo mundo contemporâneo.

245 fotos separam estes cantos do mundo, onde uma beleza oculta tanto em paisagens como em povos ancestrais dependem fundamentalmente do isolamento em que se mantêm.


precisámos de duas horas e meia para percorrer toda a exposição e ver como se não houvesse mais nada. valeu-nos uns bancos para retemperar as forças.


desaconselho os pais com crianças pequeninas sob pena de não aproveitarem a exposição na sua grandiosidade. 

 a exposição está patente na Cordoaria Nacional até ao dia 2 de agosto,  tendo como curadora Lélia Wanick e, quem puder, evite as visitas ao fim de semana.

dois em um

por causa de um novo projeto os dias não chegam para todas as coisas que nos apetece fazer e as vindas ao computador são quase sempre deixadas unicamente para trabalho e tenho tanto para contar, coisas boas que vimos, ouvimos e comemos.

do projeto 52 ficam duas semanas seguidas

15/52

um fim de tarde fantástico no Clube Ferroviário

 

Génesis, Sebastião Salgado, Cordoaria Nacional

A portrait of my son, once a week, every week, in 2015.Shot on iphone 6





4.08.2015

das nossas decisões

já não me lembro há quantos anos deixei de beber leite e atenção eu gosto de leite, do seu sabor sem aditivos, de leite gordo, da densidade do leite das antigas garrafas de vigor, mas por indicação do meu gastroenterologista deixei de beber.

no campo alimentar são muitas as correntes e facilmente encontramos testemunhos que testam o impacto que a sua dieta tem no organismo e por ordem natural na sua saúde.
até hoje não encontrei uma dieta em que me sentisse plena. há alimentos que não consumo e apesar de estar em voga a dieta paleo, o alto consumo de carne assusta-me.

as minhas preocupações alimentares prendem-se com um único objetivo, - sentir-me com saúde. procuro alimentos que reforcem o sistema imunitário e sobretudo anti-inflamatórios.

mas nem sempre é fácil. iniciei este post dizendo que deixei de beber leite e para mim isso é natural, sem quaisquer tipos de transtorno, não fosse esta última ida a Castelo de Vide e não me tinha apercebido que as nossas decisões por muito pequenas que sejam podem ser grandes problemas.

na casa onde ficámos, estava o pequeno-almoço preparado para o dia seguinte, mas sem chá...

a culpa é minha que não avisei, mas serviu-me de lição e passarei a andar com um ou dois pacotes de uma qualquer infusão.

quanto a esta matéria as opiniões também se dividem. para muitos o chá não vem em pacotinhos, é preciso pôr a chaleira ao lume e respeitar os tempos. há quem repudie a cultura do agrafo...

nesta matéria sinto-me mais à vontade para dizer se tiver tempo e quiser fazer determinados chás, coloco sim a chaleira ao lume e nascem chás destedestedeste e ainda deste outro tipo e de outros tantos colhidos diretamente da planta-mãe.

mas nem sempre tenho tempo e desenganem-se com a má qualidade dos chás dos pacotinhos. é preciso conhecer quem os fabrica, para saber aquilo que verdadeiramente estamos a beber e há muitos e muitos bons chás.

eu sou fã da kusmi, seja em pacotinhos seja na versão tradicional bem mais barata.

para o Manuel optei por duas marcas (kusmi e my cha) em duas versões sem taninos.

com as viagens dela chegaram-me outras marcas que vou testando, aprovando e rejeitando alguns.

ainda falando dos pacotinhos a Dammann, (embalagem preta na primeira fila), apresenta o seu chá em saquinhos de tecido sem qualquer agrafo e já agora se o problema é o metal tenham atenção a alguns infusores...

depois de escrever este post e ainda sem estar publicado uma amiga fazia uma ode a um outro chá, classificando-o do melhor entre os melhores. não consigo ser assim tão perentória, mas que é fabuloso, é.

a fotografia é da Anabela Isidoro

e não me posso esquecer dos presentes de uma outra amiga, a Cissa, e do seu Fauchon

ainda sobre estas folhas, não adiciono qualquer adoçante, o que também se passava com o café quando bebia, gosto de misturas improváveis e raramente bebo chá de camomila.
ao longo do dia procuro beber chás diferentes porque algumas ervas ingeridas em demasia tornam-se tóxicas. alterno o chá preto, com verde por causa das suas propriedades alcalinas e tendo nós uma alimentação demasiado ácida ajuda a equilibrar.

um curso que estou a ponderar fazer e saudades desta casa e do Porto, claro.

uma coisa é certa já estão dois pacotes dentro da minha mala.


4.07.2015

dos dias que passaram

a Câmara de Castelo de Vide convidou-me para uma conversa no dia em que se assinalou o Dia Mundial do Livro Infantil.

foram dois dias de bom acolhimento em terras alentejanas, onde primou a simpatia.

a estadia foi numa casa paredes meias com a sinagoga, onde já há quase vinte anos a tinha visitado. muito diferente dessa época em que só se tinha acesso a duas salas, hoje pudemos fazer um percurso por várias salas muitíssimo bem recuperadas.
guardo com saudades a primeira visita no pico do verão, onde o calor da sombra não deixava usufruir em pleno das ruelas que ali habitam.
o entardecer era a nossa hora e com ele trazia visitas mais ou menos distorcidas pela pouca luz, mas ficaram momentos e histórias inesquecíveis.

chegámos ao entardecer e apesar de estar um tempo magnifico, a noite trazia uma dada frescura.

as visitas ficaram para o dia seguinte. da noite ficou o enamoramento do Manuel por um gato e vice-versa.


a pedido do M, parte do pequeno-almoço que nos estava destinado acabou na boca deste animal que teimava em ficar.

a conversa à volta dos livros e da ilustração foi feita numa das 33 igrejas de Castelo de Vide e muito bem sentados.

desse dia fico a aguardar fotografias.

de uma forma quase infame salto para a 14ª semana do Projeto 52 e do que foram as nossas mini-férias.

14/52


Nossa Sra Da Penha

sinagoga de Castelo de Vide


igreja matriz de Castelo de Vide

a Páscoa fica marcada pelo regresso a casa e para junto de quem nos faz sorrir


e de um sítio recentemente descoberto...
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